Marianne Dashwood cantando ao piano

No capítulo sete de Razão e sentimento Marianne toca piano em meio ao barulho e a desatenção de todos, apesar de a aplaudirem muito. O Coronel Brandon foi o único que “a ouvia sem arroubos” e “concedia-lhe apenas o aplauso da atenção”*.

A versão para o cinema de 1995, aqui chamada de Razão e sensibilidade, mantém-se fiel ao livro em sua essência. Vemos o coronel chegar em Barton Park e ouvir, antes mesmo de entrar na casa, Marianne que toca e canta ao piano a tristíssima Weep You No more Sad Fountains.

Dessa forma somos também apresentados ao comedido Coronel Brandon, que apesar de embevecido, porta-se com a maior discrição.

Weep you no more, sad fountains;
What need you flow so fast?
Look how the snowy mountains
Heav’n’s sun doth gently waste.
But my sun’s heav’nly eyes
View not your weeping
That now lies sleeping,
Softly, softly, now softly lies sleeping.

Sleep is a reconciling,
A rest that Peace begets.
Doth not the sun rise smiling
When fair at e’en he sets
Rest you then, rest, sad eyes,
Melt not in weeping
While she lies sleeping,
Softly, softly, now softly lies sleeping.

  • * trad. Ivo Barroso
  • Weep You No more Sad Fountains, de John Dowland (1563-1626), músico e alaudista inglês, contemporâneo de Shakspeare.
  • O tema da música é, muito resumidamente, um pedido para que a amada não chore, que descanse seu tristes olhos dormindo suavemente e assim como o sol levante depois sorrindo.

PS: Amanhã (post pronto) teremos Elizabeth Bennet cantando Mr. Darcy)

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Jane Austen e os vinhos

Nada como um bom vinho para curar os males de amor! Este parece ser o entendimento da senhora Jennings que ofereceu um copo do “bom e velho Constantia” à Marianne, quando esta estava transtornada ao saber da senhorita Grey e Willoughby.

Semana passada recebi a reportagem do Estadão (muito obrigada, Mrs. Muzyczuk) sobre o vinho. A primeira providência foi falar com sobrinho sommelier!

Como o assunto é extenso e interessante vou publicá-lo este fim de semana no Lendo Jane Austen.

PS: Hoje, no Estadão online, saiu um pequeno artigo sobre vinhos que menciona de passagem o vinho: “Cápsula do tempo“.

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