Livros que Jane Austen leu – Parte 2

Livros que Jane Austen leu – Parte 2
por Mell Siciliano

Vamos continuar? Mais livros para vocês mencionados nas cartas de Jane Austen:

Carta 49 – Genlis, Stéphanie Félicité. Alphonsine, ou la tendresse maternelle, 1806. Outro livro da Stéphanie Félicité, que apareceu também na carta 25. O livro conta a história de uma jovem – fruto de um relacionamento ilegítimo de sua mãe  – que nasceu e foi criada em um porão, na escuridão e longe da sociedade, acreditando que aquilo era mundo. Treze anos depois a protagonista obtém sua liberdade, e a narrativa avança enquanto ela tenta lidar com novas realidades ao descobrir que o mundo era muito mais do que ela achou que fosse. Saiba mais sobre o livro aqui (em francês).

Carta 49 – Lennox, Charlotte. The female Quixote, or, the adventures of Arabella, 1752. O livro de Charlotte Lennox é considerado por muitos uma grande fonte de inspiração para Northanger Abbey. A personagem principal, Arabella, é uma leitora voraz de romances, e por isso acaba trazendo muito drama e fantasia para a sua vida pessoal. Saiba mais aqui (em inglês). Acesse o livro aqui.

Carta 50 – Burney, Sarah Harriet. Clarentine, a novel, 1796. Clarentine é uma orfã que vive na casa de seus tios e é muito querida por seus primos. O livro conta a história do amadurecimento de Clarentine e seus primos, e todos os problemas que surgem nesse período. Jane Austen não gostou desse livro. Segundo ela, o livro tem condutas e situações artificiais, e não suporta mais do que uma leitura. Em suas palavras: “We are reading ‘Clarentine,’ & are surprised to find how foolish it is. I remember liking it much less on a 2d reading than at the 1st & it does not bear a 3d at all. It is full of unnatural conduct & forced difficulties, without striking merit of any kind.”. Saiba mais sobre o livro aqui (em inglês).

Carta 50 – Cowper, William. The Task, 1785. The Task é um poema em verso branco, distribuído ao longo de seis livros. Para muitos é o melhor trabalho de William Cowper. Saiba mais sobre o livro aqui (em inglês).

Carta 51 – Grant, Anne. Letters from the Mountains, being the real correspondence of a Lady, between the years 1773 and 1807, 1807. Este livro contem cartas reais de Anne Grant para suas amigas, no período de 1773 a 1807; há uma resenha bem grande da obra nesse livro (em inglês).

Carta 51 – Baretti, Joseph. Account of the manners and customs of Italy, 1770. O livro tinha como principal objetivo retratar a Itália de maneira a mostrar que ela ainda tinha importância cultural e artística, negando que sua importância residia em glórias do passado, como acreditavam alguns. Saiba mais sobre o livro aqui (em inglês).

Carta 56 – Southey, Robert. Letters from England, by Don Manuel Alvarez Espriella, 1807. O livro é formado por cartas fictícias de um turista espanhol na Inglaterra – Don Manuel Alvarez – contando sobre sua estadia, a sociedade, os costumes locais, política, etc. Saiba mais sobre o livro aqui (em inglês).

Carta 57 – Percival, Thomas. A Father’s instructions: consisting of Moral Tales, Fables, and Reflections, designed to promote the love of Virtue, 1768. O livro tem vários contos, cada um transmitindo uma lição de moral no final. O objetivo do autor era ensinar moral e contribuir para o conhecimento das crianças. Saiba mais sobre o livro aqui (em inglês).

Carta 60 – Porter, Anna Maria. Lake of Killarney, 1804. Infelizmente não achei muitas informações sobre este livro. Mas segundo este site (em inglês), a obra era um romance sentimental, passado na época de Napoleão.

Carta 62 – Piozzi, Hester Lynch. Letters to and from the late Samuel Johnson, 1788. Este livro, publicado por Hester Lynch Piozzi, é uma compilação de cartas do lexicógrafo, editor, poeta, crítico e ensaísta Samuel Johnson. Hester Lynch é um caso a parte, ela foi uma das primeiras mulheres a escrever trabalhos no campos de história e filologia. Saiba mais sobre o livro aqui (em inglês).

Carta 63 – Stael, Germaine. Corinne, ou l’Italie, 1807. A obra da autora francesa Germaine Stael conta a história da poetisa Corinne, e debate sobre a questão feminina, os direitos das mulheres, e a existência da mulher como um ser independente. Saiba mais sobre o livro aqui (em francês). Acesse o livro aqui.

Carta 64 – Laggan, Anne Grant of. Memoirs of an American Lady, 1808. O livro conta histórias – em parte inspiradas na vida da autora – de como era crescer nos Estados Unidos colonial, pré-revolução. Saiba mais sobre o livro aqui (em inglês).

Carta 64 – Sykes, S. Margiana, or Widdrington Tower, 1808. Este foi o primeiro livro da autora. O romance gótico se passa no século XV e conta a história do declínio da família de Margiana. Saiba mais aqui (em inglês).

São muitos livros, né? E ainda não acabou. São ao todo 160 cartas no livro, então podem esperar mais referências a obras literárias do período por aqui!

Livros que Jane Austen leu - Parte 1

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Gazeta de Meryton, 9 de setembro de 2018

Editorial

Esta edição da Gazeta de Meryton de setembro de 2018 será uma conversa com os leitores do Jane Austen em Português há muito tempo adiada mas necessária.

Nos últimos três anos a produção de textos diminuiu por vários motivos, todos pessoais. E este ano está sendo muito difícil para mim. Escrevi quase somente os posts de sorteio do aniversário de 10 anos do blog, e agradeço a constância e o carinho de vocês que continuam me acompanhando.

Aproveito para agradecer às editoras Nova Fronteira, L&PM, Cia. das Letras e Zahar que graciosamente enviaram seus exemplares de Jane Austen para presentes neste aniversário. Agradeço também a todas as editoras que ao longo destes dez anos não só presentearam os meus leitores como também contribuíram para a Biblioteca Jane Austen.

Relendo o que escrevi acima parece uma despedida. Não é! Até o final do ano escreverei posts esporádicos e dos sorteios de outubro, novembro e dezembro. A partir do ano que vem ainda estou pensando o que fazer, muitas ideias mas ainda bem confusas. Parafraseando Scarlett O’Hara, ano que vem será outro ano!

Estou organizando e selecionando livros de uma biblioteca que há mais de quinze anos está numa casa fechada sem que ninguém a usasse. Vocês podem imaginar o estado de alguns livros; preciso trabalhar de luvas e máscara. Não encontrei Jane Austen mas a coleção da Encyclopedia Britannica compensa. Bom domingo!

gazeta-de-meryton-setembro-2018 e Encyclopedia Britannica

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