Os planos de Marianne Dashwood

Os planos de Marianne Dashwood para estudar durante sua convalescença pós-Willoughby são ótimos.  Resta saber se são exequíveis …

I have formed my plan, and am determined to enter on a course of serious study. Our own library is too well known to me, to be resorted to for any thing beyond mere amusement. But there are many works well worth reading at the Park; and there are others of more modern production which I know I can borrow of Colonel Brandon. By reading only six hours a-day, I shall gain in the course of a twelve-month a great deal of instruction which I now feel myself to want.”

Tenho feito planos, e estou decidida a dedicar-me seriamente aos estudos. Já conheço suficientemente nossa biblioteca para saber que ali só há leituras de passatempo. Mas em Barton Park há muitos livros que vale a pena ler, e sei que há outros mais recentes, que poderei obter emprestados do coronel Brandon. Lendo apenas seis horas por dia, ganharei no espaço de um ano, boa parte da instrução que sei faltar-me agora. (trad. Ivo Barroso)

Eu também tenho planos para este ano de 2019 e tentarei o método de Marianne, vamos ver se de fato consigo me concentrar seis horas diárias.

Viajo esta semana e só retorno em fevereiro. Se surgir alguma novidade nesse meio tempo, publico aqui no blog. Até!

Os planos de Marianne Dashwood

IMAGEM: Marianne Dashwood por Helen Sewell, edição The Heritage Press, 1957 de Sense and Sensibility

Jane Austen para mais jovens

Reescrever Jane Austen para mais jovens é o desafio de Anna Milbourne, editora da Usborne. Ela já adaptou vários clássicos, de peças de Shakespere a Odisséia, de mitos indianos à lenda do rei Arthur mas considera que adaptar Jane Austen é diferente. Em suas palavras,

Cada sentença é algo muito trabalhado e tirar qualquer parte dela é como se você expressasse sem muita precisão, menos delicadamente do que ela escreveu. Você está reduzindo os equilíbrios precisos de significados como ironia, simpatia, humor e vivacidade – que estão em camadas bem complexas.

Mantive o máximo possível de frases originais – são tão perfeitas! Mas, para tornar as histórias mais acessíveis, tive que simplificar reduzindo cuidadosamente as estruturas mais difíceis das frases e os detalhes do período, ou trazendo significados para um leitor mais jovem.

Gostei muito das ilustrações de Simona Bursi com contornos parecidos com as aquarelas de C. E. Brock. O livro com 400 páginas está classificado para crianças de 8 anos. Me surpreendeu o preço para um livro de capa dura e ilustrações coloridas: £12.99.

Editoras e autoras: Anna Milbourne, Mary Sebag-Montefiore e Rachel Firth.

Jane Austen para mais jovensJane Austen para mais jovens

Bookend Sense and Sensibility

Bookend Sense and Sensibility é um suporte de madeira para livros, decorado com os motivos da linda capa de Razão e sensibilidade ou Razão e sentimento da coleção Clothbound Classics da Penguin.

A coleção composta dos seis romances principais e mais um exemplar da juvenília de Jane Austen, em capa dura e forrada com percaline, tem a assinatura da designer Coralie Bickford-Smith e fico imaginando se farão outros suportes com os motivos dos restante dos livros.

Apesar de ter ficado apaixonada pelo bookend (terá uma palavra, única, para esta peça em português?) o preço hoje, sem contar o transporte, seria em torno de 290 reais, portanto terá que esperar na minha longuíssima fila de compras Jane Austen!

De qualquer modo deixo aqui o link: Bookend Sense and Sensibility no site de Penguin para quem quiser pedir um presente especial para alguém!

Bookend Sense and Sensibility

Winston Churchill sobre Orgulho e preconceito

A citação abaixo foi extraída das memórias de Winston Churchill sobre Orgulho e preconceito, escritas quando esteve doente durante a guerra em 1943, e resolveu ler o livro depois de já ter lido Razão e sentimento.

Há muito tempo atrás li Razão e sentimento de Jane Austen e agora achei que gostaria de Orgulho e preconceito. Sarah leu-o lindamente para mim sentada aos pés da cama. Eu sempre pensei que seria melhor do que seu rival. Que vidas tranquilas tinham essas pessoas! Nenhuma preocupação com a Revolução Francesa, nem com a luta contra o fracasso das Guerras Napoleônicas. Somente boas maneiras, controlando, na medida do possível, as paixões naturais junto com explicações refinadas de qualquer infortúnio.

Em 1953, durante seu segundo mandato como primeiro ministro do Reino Unido, Sir Winston Churchill ficou sabendo do Museu Jane Austen. O fundador do museu, o senhor Edward Carpenter, escreveu para o ministro que ficou admirado com seu trabalho para preservar a casa de Jane Austen e enviou o extrato (imagem abaixo) para fazer parte do acervo onde se encontra até hoje.

A imagem e pesquisa do texto foram feitas a partir do site do museu na mostra “Jane Austen in 41 objects”, em homenagem ao bicentenário da morte de Jane Austen em 2017.

Winston Churchill sobre Orgulho e preconceito

Winston Churchill sobre Orgulho e preconceito