Northanger Abbey da Folio Society

Northanger Abbey da Folio Society já está à venda no site da editora. Creio que é o último da série dourada de Jane Austen, a não ser que resolvam publicar outros textos como fizeram com a coleção dos anos 1960 que tem um sétimo volume sob o título Shorter Works. Vale lembrar que da coleção atual temos A Memoir of Jane Austen e que nos anos 2000 tivemos também Jane Austen’s Letters.

Esta edição de Northanger Abbey  tem a introdução da escritora de livros sobre crimes,  Val McDermid que também escreveu uma adaptação moderna de Northanger Abbey.

As cinco ilustrações do livro são de Jonathan Burton e vocês poderão veri três delas no primeiro link do post.

Meu plano era comprar todos os livros da Folio este ano, mas para não perder determinadas ofertas de outras coleções que precisava completar, foi adiado. Paciência, Iracema, como diz minha amiga Letícia.

Northanger Abbey Folio Society

Northanger Abbey Folio Society

 

As primeiras traduções de Jane Austen no Brasil | Pride and Possibilities 19

As primeiras traduções de Jane Austen no Brasil foram publicadas muito tempo depois de sua publicação na Inglaterra, para ser precisa, 129 anos depois.

A primeira tradução brasileira de Jane Austen foi Orgulho e preconceito (Pride and Prejudice) feita pelo escritor Lúcio Cardoso e publicada em 1940 pela editora José Olympio. Acredito que foi movida pela sucesso da adaptação cinematográfica com Laurence Olivier e Greer Garson pois na orelha do livro tem o seguinte anúncio, “Este romance foi filmado pela Metro-Goldwyn-Mayer e será apresentado no Brasil com o título ‘Orgulho’”. O filme foi exibido com o título original completo.

Primeiras traduções de Jane Austen no Brasil - Orgulho e preconceito

Primeiras traduções de Jane Austen no Brasil – Orgulho e preconceito

Em 1942 foi a vez de Mansfield Park que foi traduzido pela escritora Rachel de Queiroz e publicada pela mesma editora de Orgulho e preconceito. A tradutora era certamente leitora de Austen pois em seu primeiro livro, O Quinze, escrito em 1930, colocou sua heroína dizendo: “Não sei amar com metade do coração…”, claramente inspirada em Marianne Dashwood. Desta tradução consegui para meu acervo apenas uma segunda edição.

Primeiras traduções de Jane Austen no Brasil - Mansfield Park

Primeiras traduções de Jane Austen no Brasil – Mansfield Park

O livro seguinte,  Razão e sentimento (Sense and Sensibility), completa os três livros de Jane Austen que foram publicados pela editora José Olympio e foi traduzido pela escritora Dinah Silveira de Queiroz em 1944. Exemplares desta edição, assim como de Mansfield Park são raros de se encontrar. Sense and Sensibility aqui no Brasil, como em vários outros países, tem duas traduções para o título: Razão e sentimento e Razão e sensibilidade, sendo esta última a única utilizada nas traduções de filmes e séries de TV.

Primeiras traduções de Jane Austen no Brasil - Razão e sentimento

Primeiras traduções de Jane Austen no Brasil – Razão e sentimento

No mesmo ano de 1944 foi publicada pela editora Panamericana a tradução de A Abadia de Northanger (Northanger Abbey). O tradutor foi o poeta e escritor Lêdo Ivo. Estas edições dos anos 1940 foram todas impressas em papel de baixa qualidade devido a escassez do período da Segunda Guerra Mundial e por esse motivo livros se encontram em estado bastante precário.

Primeiras traduções de Jane Austen no Brasil - A abadia de Northanger

Primeiras traduções de Jane Austen no Brasil – A abadia de Northanger

Passaram-se quase trinta anos para que em 1971 finalmente  Persuasão (Persuasion) fosse publicado pela editora Bruguera com tradução da escritora Luiza Lobo. Persuasão teve duas edições e praticamente desapareceu do mercado. Emma levou mais de duas décadas depois de Persuasão, sendo publicado em 1996 com tradução do poeta e escritor Ivo Barroso, que também traduziu Razão e sentimento, em 1982, pois a tradução de Dinah Silveira de Queiroz era impossível de encontrar.

Primeiras traduções de Jane Austen no Brasil - Emma e Persuasão

Primeiras traduções de Jane Austen no Brasil – Emma e Persuasão

Em 2014 as duas novelas inacabadas,  Os Watsons (The Watsons) e Sanditon foram traduzidas também por Ivo Barroso e com introduções minhas. Todas as traduções de Ivo Barroso foram publicadas pela editora Nova Fronteira. Lady Susan foi publicado por duas editoras, Pedrazul e Zahar no ano de 2012 e a Juvenília em 2014 pela editora Companhia das Letras.

Primeiras traduções de Jane Austen no Brasil - Os Watsons, Sanditon, Lady Susan

Primeiras traduções de Jane Austen no Brasil – Os Watsons, Sanditon, Lady Susan

Esta foi a trajetória das primeiras traduções de Jane Austen no Brasil e que atualmente, graças aos filmes e principalmente a internet se popularizou imensamente.

Para se ter uma ideia do alcance de Jane Austen neste ano de 2017, a maior emissora de televisão do país, a Rede Globo, lançou uma novela chamada Novo Mundo que conta a história de uma dama de companhia da esposa do príncipe Dom Pedro, a princesa Leopoldina com quem ele se casara em 1817. A dama de companhia é cortejada por um capitão inglês que entre galanteios e tentativas de conquista dá-lhe de presente um exemplar de Pride and Prejudice. Para a alegria das Janeites brasileiras, é claro!

A personagem foi levemente inspirada na inglesa Maria Dundas Graham Callcott² que de fato esteve no Brasil e foi tutora de uma das filhas da Princesa Leopoldina. Maria Graham  como era mais conhecida escreveu livros sobre o Brasil, e para minha surpresa, foi publicada por John Murray, o mesmo editor de Jane Austen!


¹O artigo “Jane Austen: primeiras traduções no Brasil” foi escrito por mim para o periódico online Pride and Possibilities da Jane Austen Literacy Foundation, sob o título ISSUE 19: THE FIRST BRAZILIAN TRANSLATIONS e traduzido para o inglês por Rita L. Watts.

²Maria Graham Wikipedia – https://en.wikipedia.org/wiki/Maria_Graham

Um pedido para a Nova Fronteira

Nós, fãs de Jane Austen no Brasil, temos um pedido para editora Nova Fronteira: depois do primeiro box com Orgulho e preconceito, Razão e sentimento e Emma, ficamos encantados e queremos outro com os romances Mansfield Park, A abadia de Northanger e Persuasão.

É claro que sabemos que um projeto com a qualidade das edições da Nova Fronteira requer, além de dinheiro, tempo. Portanto prometemos que nesse ínterim teremos a paciência de Fanny Price, leremos romances góticos em homenagem a Catherine Morland e seremos fiéis como Anne Elliot a espera de seu amor!

Fica aqui também uma sugestão minha que tenho certeza muitos leitores do Jane Austen em Português gostarão pois em várias ocasiões me perguntaram se um dia teríamos as primeiras traduções publicadas novamente: que tal as traduções de Rachel de Queiróz para Mansfield Park; de Lêdo Ivo para A abadia de Northanger e de Luiza Lobo para Persuasão?

Vamos então assinar este pedido, queridos leitores de Jane Austen!

Jane Austen Nova Fronteira livros

Livros de Jane Austen da Nova Fronteira

Livros Jane Austen da Nova Fronteira e Saraiva

Livros de Jane Austen em parceria com a Saraiva

Northanger Abbey: ilustrações de Clarke Hutton

Há muito  tempo encontrei duas ilustrações coloridas de Clarke Hutton para uma edição de Northanger Abbey e acabei esquecendo de publicar. Hoje fazendo uma limpeza nos arquivos, pois não há memória de notebook e HD externo que chegue para tantos arquivo, encontrei as imagens e fiz uma nova pesquisa.

Descobri no site da AbeBooks que as ilustrações pertencem a uma edição limitada, publicada em 1971 pela Garamond Press, onde consta doze imagens coloridas. Mas não menciona imagens e preto e branco, outra que encontrei no site The Emerald Review.

Pensei em comprar mas 66 libras e mais 27 de frete… Vai para a lista “quando eu ficar rhyca”.

Descrição das ilustrações, da esquerda para a direita:

Catherine Morland vasculhando seu quarto na Abadia quando entra a criada da senhorita Tilney. Capítulo 21
Catherine Morland e Isabela Thorpe encontram nas ruas de Bath os irmãos de ambas, James Morland e John Thorpe. Capítulo 7
John Thorpe atormentando Catherine em um baile. Capítulo 10

Northanger Abbey ilustrado por Clarke Hutton

Uma noite digna de Catherine Morland

A noite que passou foi digna de Catherine Morland: vento, chuva e venezianas batendo. E eu correndo para fechar todas as janelas, que não são poucas. Isso tudo no escuro pois faltou luz também. Já contei para vocês que moro numa casa que já foi um convento? Pois é…

Minha conexão que já estava precária e depois do temporal de ontem está completamente maluca. Como levo muito tempo para publicar qualquer coisa vou tentar mais tarde. Paciência, Iracema!

Vejam minha tentativa de ler como nos tempos de Jane Austen…

Ler a luz de velas como nos tempos de Jane Austen

La Abadía de Northanger | Minissérie espanhola de 1968

La Abadía de Northanger, minissérie espanhola de 1968 já está disponível no site da TVE. Quem me avisa são as meninas  do Sítio de Jane Austen, Carmen e Almudena. Elas também comentam que o figurino dos atores está mais para o estilo vitoriano do que regencial. E para completar dizem que em breve teremos também Persuasão!

Vou colocar apenas uma imagem (péssima pois a resolução do vídeo é precária) e os links para não sobrecarregar o blog que está cada vez mais lento e esta série tem nove episódios! E antes que me esqueça o casal é representado por Lola Herrera como Catalina Morland e Pepe Martín como Henry Tilney, Vocês podem ver o restante do elenco no IMDb.

La Abadía de Northanger, TVE Espanha, 1968

La Abadía de Northanger

Monstros, zumbis e outras inspirações na Biblioteca Jane Austen

Quem me conhece sabe que não aprecio zumbis e tampouco monstros sejam eles do mar ou de espaço sideral. Mas, em se tratando de Jane Austen acabo cedendo e compro os livros. Só tenho uma norma: compro quando o valor chega a um dígito, foi o caso de Razão e sensibilidade e monstros marinhos. Já Orgulho e preconceito e zumbis, ganhei de presente do sobrinho!

Junto dos monstrinhos cataloguei mais dois livros, também inspirados também na obra de Jane Austen, as sequencias: Willoughby’s Return de Jane Odiwe e Nachtstürm Castle, de Emily Snyder, sendo este último inspirado em Northanger Abbey.

Orghulho e preconceito e zumbis & Razão e sensibilidade e monstros marinhos

Jane Austen coleção Signature Editions

Minha coleção Jane Austen da Signature Editions chegou semana passada. Sim, é linda! E para quem perguntou, sim, é capa dura mas tem uma jaqueta em papel ilustrado (segunda foto) o que talvez dê aparência de capa mole. Em breve as capas estarão na Biblioteca Jane Austen com imagens mais detalhadas com créditos de imagens.

Detalhe: consta na página de crédito dos livros, escrito em português, que é uma edição para a editora Saraiva, mas os livros são todos em inglês. Digo isto pois no primeiro post que fiz sobre esta coleção mencionei que era uma coleção da Barnes and Noble, o que consta também no site da livraria. Enfim, é só um detalhe e o que importa é que ainda estão à venda no site da livraria Saraiva.

Este foi um dos presentes Jane Austen de Natal, mas nem conto para vocês que ontem fiz outra pequena extravagância. Contarei no ano que vem!

Coleção Jane Austen Signature Editions

Coleção Jane Austen, Signature Editions

Primeiras traduções brasileiras de Jane Austen

Como vocês já sabem estou montando com meu acervo site Biblioteca Jane Austene ontem cadastrei os seis livros completos da autora em suas primeiras traduções no Brasil. E com um detalhe, exceto por Mansfield Park, todos são primeiras edições o que os torna muito especial.

Aqui está lista, por ordem de ano de publicação, das primeiras traduções dos seis livros de Jane Austen no Brasil:

  • Orgulho e preconceito, tradução de Lúcio Cardoso feita em 1940. Esta tradução é a primeira de Jane Austen no Brasil. A capa é triste, da cor a tipografia!
  • Mansfield Park, tradução de Rachel de Queiróz feita em 1942. Note-se que meu exemplar da foto já é da segunda edição de 1958. Algo que me intriga é o fato de Mansfield ser a segunda escolha das traduções de Jane no Brasil, pois normalmente é deixada por última e em alguns casos nem é publicado.
  • Razão e sentimento, tradução de Dinah Silveira de Queiróz feita em 1944. A edição é em capa dura e meu exemplar está frágil demais.
  • A Abadia de Norhtanger, tradução de Lêdo Ivo feita também em 1944. Outra escolha diferente pois junto de Mansfield a Abadia é dos menos publicado.
  • Persuasão, tradução de Luiza Lobo feita em 1971.
  • Emma, tradução de Ivo Barroso feita em 1996 foi a última das traduções dos seis livros principais de Jane Austen no Brasil.
  • Austen primeiras traduções brasileiras

Jane Austen e Black Friday

Nunca havia comprado ofertas no Black Friday pois sempre que procurei Jane Austen nessas datas predomina o que há de pior. Sem contar que a maioria não é oferta, é pura enganação. Mas como tudo tem exceção lá estava eu feito alma penada online e já estava com o dedinho para sair da Saraiva quando vejo o exemplar de Persuasion da coleção Signature (Barnes and Noble), que estou namorando faz mais de ano. Por 10,90! Pensei, é ebook (bocejos…). Olhei de novo. Não é ebook! Sai da frente que vou pegar um carrinho! Já mais calma com o meu Persuasion no carrinho resolvi continuar o passeio. Resumo da história,, comprei a coleção completa. Seis livros por 58,90.

O link para os livros: Jane Austen na Saraiva – OBSERVAÇÃO só os livros com a tarja de desconto.

Para dar água na boca: foto da lombada da coleção de minha querida Mell Siciliano.

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