Orgoglio e pregiudizio audiolivro

Este Orgoglio e pregiudizio em audiolivro foi publicado pela Emons em versão integral e tem a duração de 12 horas e 23 minutos. Imagino que para fãs de Orgulho e preconceito que estejam estudando italiano seja um ótimo exercício. A leitura é da atriz Paola Cortellesi.

O texto é da tradução de Italia Castellini e Natalia Rosi que foi publicado pela Newton Compton o que facilita o acompanhamento pois vocês podem comprar  tanto a antiga coleção como a mais nova chamada I MiniMammut em capa dura com caricaturas.

Nem preciso dizer que o que me chamou atenção foi a capa com a xícara!

Orgoglio e Pregiudizio audiolivro

Orgoglio e Pregiudizio audiolivro – Editora Emons

Orgulho e preconceito citação na Suprema Corte

Orgulho e preconceito foi citado pela primeira vez na Suprema Corte dos Estado Unidos  pelo juiz Scalia no caso Whitfield v. United States. A citação¹, que reproduzo abaixo em inglês e traduzo logo a seguir, oferece um exemplo de uso comum do inglês, do mesmo modo que muitas vezes os linguistas o fazem.

In 1934 [when the relevant statute was enacted -EV], just as today, to “accompany” someone meant to “go with” him. See Oxford English Dictionary 60 (1st ed. 1933) (defining “accompany” as: “To go in company with, to go along with”). The word does not, as Whitfield contends, connote movement over a substantial distance. It was, and still is, perfectly natural to speak of accompanying someone over a relatively short distance, for example: from one area within a bank “to the vault”; “to the altar” at a wedding; “up the stairway”; or into, out of, or across a room. English literature is replete with examples. See, e.g., C. Dickens, David Copperfield 529 (Modern Library ed. 2000) (Uriah “accompanied me into Mr. Wickfield’s room”); J. Austen, Pride and Prejudice 182 (Greenwich ed. 1982) (Elizabeth “accompanied her out of the room”).

Em 1934 [quando o relevante estatuto foi promulgado – V], assim como hoje, “acompanhar” alguém significa “ir com” ele/ela. Ver Dicionário Oxford de Inglês 60 (1ª ed. 1933) (definindo “acompanhar” como: “ir em companhia de, ir junto com”). A palavra não conota movimento por uma longa distância, como Whitfield contesta. Era, e ainda é, perfeitamente natural dizer acompanhar alguém por uma relativa curta distância, como exemplo: de uma área dentro do banco “até ao cofre”; “até ao altar” num casamento; “até às escadas”; ou dentro, fora, ou através de uma sala. A literatura inglesa está repleta de exemplos. Veja, por exemplo, C. Dickens, em David Copperfield, 529 (Modern Library ed. 2000): “Uriah me ‘acompanhou até o quarto do Sr. Wickfield’”;  J. Austen, Orgulho e preconceito, 182 (Greenwich ed. 1982), “Elizabeth ‘acompanhou-a até a porta’”

A referência da frase é do capítulo 26, no momento que Charlotte Lucas se despede das Bennet pois vai partir para seu casamento com Mr. Collins. Reproduzo o trecho original e na tradução de Celina Portocarrero para editora L&PM:

Thursday was to be the wedding day, and on Wednesday Miss Lucas paid her farewell visit; and when she rose to take leave, Elizabeth, ashamed of her mother’s ungracious and reluctant good wishes, and sincerely affected herself, accompanied her out of the room.

Quinta-feira seria o dia das bodas e, na quarta, a srta. Lucas fez sua visita de despedida; e, quando ela se levantou para sair, Elizabeth, envergonhada pelos votos indelicados e relutantes de sua mãe e sinceramente emocionada, acompanhou-a até a porta.

FONTE
¹ “Pride and Prejudice” gets its first U.S. Supreme Court citation – The Washington Post.

Suprema Corte, citação de Jane Austen - Elizabeth Bennet e Charlotte Lucas

Suprema Corte, citação de Jane Austen | Cena da despedida do capítulo 26 com Elizabeth e Charlotte que pergunta se a amiga a visitará em sua nova casa, a reitoria de Hunsford. | Ilustração de Hugh Thomson

 

A verdade de Orgulho e preconceito

A verdade de Orgulho e preconceito é um post sobre a primeira frase do mais famoso e amado romance de Jane Austen e suas traduções. Escrevi este post em fevereiro de 2010 inspirada por um comentário da leitora Nique. Procurei então em outras línguas e me arrisquei apenas com as latinas, mais conhecidas.

Hoje, 18 de setembro de 2017, com muitos livros acrescentados na Biblioteca Jane Austen e cada vez maior acesso a textos online, decidi aumentar o números de traduções, não só em português mas também outras línguas.

Em primeiro lugar a frase original, em inglês:

It is a truth universally acknowledged, that a single man in possession of a good fortune, must be in want of a wife.

As traduções em português brasileiro

É uma verdade universalmente conhecida que um homem solteiro possuidor de uma boa fortuna deve estar necessitado de uma esposa. (trad. Lúcio Cardoso | Várias editoras)

É verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro em posse de boa fortuna deve estar necessitado de esposa. (trad. Celina Portocarrero | L&PM)

É verdade universalmente admitida que um homem solteiro, possuidor de boa fortuna, deve estar precisando de uma esposa. (trad. Laura Alves e Aurélio Rebello | Francisco Alves)

É uma verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro, de posse de boa fortuna, deve estar atrás de uma esposa. (trad. Alexandre Barbosa de Souza | Penguin/Cia. das Letras)

É uma verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro em posse de uma boa fortuna deve estar à procura de uma esposa. (trad. Carol Chiovatto | Giz Editorial)

Em português de Portugal onde tenho uma favorita, a de Leyguarda Ferreira, que de tão direta tem um humor involuntário!

É uma verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro na posse de uma bela fortuna necessita de uma esposa. (trad. Maria Francisca Ferreira de Lima | Europa América)

É uma verdade universalmente admitida que um homem solteiro, possuidor de uma grande fortuna, precisa de arranjar mulher. (trad. J. Almeida Pinto | Portugália Editora)

É indiscutível e todos sabem que um rapaz novo, solteiro e rico precisa casar-se. (trad. Leyguarda Ferreira | Romano Torres)

É uma verdade universalmente aceite que um homem solteiro na posse de uma fortuna avultada necessita de uma esposa. (trad. Nuno Castro | Grupo COFINA)

As traduções em italiano são do site Jane Austen Italia e tem muitas outras, de causar inveja com tantas traduções! Notem que o título tem duas traduções, assim como Razão e sentimento em português.

È verità universalmente riconosciuta che uno scapolo largamente provvisto di beni di fortuna debba sentire il bisogno di ammogliarsi. (Orgoglio e prevenzione, trad. Giulio Caprin | Mondadori)

È cosa ormai risaputa che a uno scapolo, ricco di un vistoso patrimonio, manchi soltanto una moglie. (Orgoglio e pregiudizio, trad. Italia Castellini e Natalia Rosi | Tariffi)

As duas traduções em espanhol foram encontradas nos sites de Jane Austen en Castellano:

Es verdad universalmente admitida que un soltero poseedor de buena fortuna tiene que necesitar una mujer [trad. José Urriez de Azara)

Es una verdad generalmente admitida que un hombre soltero, poseedor de una gran fortuna, debe tomar esposa (trad. Fernando Durán)

Em francês

Chacun se trouvera d’accord pour reconnaître qu’un célibataire en possession d’une belle fortune doit éprouver le besoin de prendre femme. Orgueil et Préjugés (Folio Classique Gallimard, trad. Pierre Goubert)

C’est une verité universellemet reconnue qu’un célibataire ourvu d’une belle fortune doit avoir envie de se marier, […] (trad. Valentine Leconte e Charlotte Pressoir, editora Christian Bourgois) Detalhe: no final da frase a tradução coloca uma vírgula e emenda com a frase seguinte)

A tradução em húngaro ganhei de presente:

Átalánosan elismert igazság, hogy a legényembernek, ha vagyonos, okvetlenül kell feleség. (Büszkeség és balítélet [Orgulho e preconceito], Trad.Szenczi Miklós Editora: Lazi Könyvkiadó)

Em alemão tenho duas traduções sobre as quais já escrevi a respeito e coloco o link pois é muito interessante o modo de tradução, “Peculiaridades de Jane Austen em Alemão”.

Es ist eine Wahrheit, über die sich alle Welt einin ist, daβ ewin unbeweibter Mann von einigem Vermögen unbedingt auf der Suche nach einer Lebensgefährtin sein musβ. (trad. Karin von Schwab, editora Anaconda)

Es ist eine allgemein anerkannte Wahrheit, dass ein Junggeselle im Besitz eines schönen Vermögens nichts dringender braucht als eine Frau. (trad. Ursula e Christian Grawe, editora Reclan).

Em mirandês, língua falada no Nordeste de Portugal, no distrito de Bragança, com o título Proua i Percunceito. Do tradutor sei apenas o primeiro nome, Fracisco e não sei se levou avante seu projeto de traduzir todo livro.

Ye ũa berdade sabida an todo l mundo que un home sulteiro, duonho dũa buona fertuna, ten de percisar dũa mulhier.

Arremato o post com a tradução em latim, de Thomaso Cotton do site Ephemeris onde Orgulho e preconceito intitula-se Superbia & Odium.

Verum est ubique agnotum quo plus caelebs locuples uxore careat.

A verdade de Orgulho e preconceito

A verdade de Orgulho e preconceito

 

Três casais Darcy brasileiros

Já podemos nos vangloriar que temos três casais Darcy brasileiros! Numa peça de teatro, num musical e agora numa novela da Rede Globo: Orgulho e paixão.

O primeiro casal foi da peça Orgulho e preconceito apresentada por o Grupo Fora de Foco. Guilherme Magalhães e Alice Martins fizeram Mr. Darcy e Elizabeth Bennet e tive prazer de assistir uma apresentação e conhecer toda trupe!

Grupo Fora de Foco - Guilherme Magalhães e Alice Martins

Grupo Fora de Foco – Guilherme Magalhães e Alice Martins – Foto Yuri Palaro

No musical Nuvem de Lágrimas o casal foi representado por Gabriel Sater e Lucy Alves, ambos cantores e atores. Eram respectivamente o advogado Darcy que trabalhava para uma grande fazenda e Bete Borba, gerente de uma cooperativa agrícola, que sonhava ser cantora.

Nuven de Lágrimas - Gabriel Sater e Lucy Alves

Nuvem de Lágrimas – Gabriel Sater e Lucy Alves – Foto divulgação

E agora temos os atores Thiago Lacerda e Nathalia Dill, em Orgulho e Paixão. Pelo que li até o momento o personagem de Thiago manterá o nome (ou sobrenome) Darcy e será um empresário importante que tomará parte na construção de uma ferrovia. Nathalia será uma das filhas de produtores de café e até o momento temos o nome como Elizabeta. Já li comentários de quem não gostou muito da adaptação do nome mas segundo um site, a personagem é adepta do  “sincericídio”, portanto é nossa Lizzy, não importa o nome!

Assim que que tivermos o casal Darcy de Orgulho e Paixão em foto devidamente caracterizado prometo novo post só com eles!

Casais Darcy brasileiros Novela Orgulho e Paixão oThiago Lacerda e Nathalia Dill

Casais Darcy brasileiros – Novela Orgulho e Paixão – Thiago Lacerda e Nathalia Dill

Orgulho e preconceito | Guerra e Paz

A editora portuguesa Guerra e Paz lança nova tradução de Orgulho e preconceito no bicentenário da morte de Jane Austen. O livro chegará às livrarias a partir de 6 de setembro. O tradutor é Diogo Ourique.

Tomei conhecimento desta edição lendo os comentários de Vera Santos, do Jane Austen Portugal e que já escreveu como leitora-convidada aqui no Jane Austen em Português. Vera não gostou nem um bocadinho da capa.

Eu confesso que não me desagradou e que já vi capas de arrepiar os cabelos. Aguardemos para ver o que as meninas de Portugal dirão desta nova tradução.

Eis a capa, o que vocês acham?

Orgulho e preconceito Guerra e Paz

Orgulho e preconceito Guerra e Paz

 

As primeiras traduções de Jane Austen no Brasil | Pride and Possibilities 19

As primeiras traduções de Jane Austen no Brasil foram publicadas muito tempo depois de sua publicação na Inglaterra, para ser precisa, 129 anos depois.

A primeira tradução brasileira de Jane Austen foi Orgulho e preconceito (Pride and Prejudice) feita pelo escritor Lúcio Cardoso e publicada em 1940 pela editora José Olympio. Acredito que foi movida pela sucesso da adaptação cinematográfica com Laurence Olivier e Greer Garson pois na orelha do livro tem o seguinte anúncio, “Este romance foi filmado pela Metro-Goldwyn-Mayer e será apresentado no Brasil com o título ‘Orgulho’”. O filme foi exibido com o título original completo.

Primeiras traduções de Jane Austen no Brasil - Orgulho e preconceito

Primeiras traduções de Jane Austen no Brasil – Orgulho e preconceito

Em 1942 foi a vez de Mansfield Park que foi traduzido pela escritora Rachel de Queiroz e publicada pela mesma editora de Orgulho e preconceito. A tradutora era certamente leitora de Austen pois em seu primeiro livro, O Quinze, escrito em 1930, colocou sua heroína dizendo: “Não sei amar com metade do coração…”, claramente inspirada em Marianne Dashwood. Desta tradução consegui para meu acervo apenas uma segunda edição.

Primeiras traduções de Jane Austen no Brasil - Mansfield Park

Primeiras traduções de Jane Austen no Brasil – Mansfield Park

O livro seguinte,  Razão e sentimento (Sense and Sensibility), completa os três livros de Jane Austen que foram publicados pela editora José Olympio e foi traduzido pela escritora Dinah Silveira de Queiroz em 1944. Exemplares desta edição, assim como de Mansfield Park são raros de se encontrar. Sense and Sensibility aqui no Brasil, como em vários outros países, tem duas traduções para o título: Razão e sentimento e Razão e sensibilidade, sendo esta última a única utilizada nas traduções de filmes e séries de TV.

Primeiras traduções de Jane Austen no Brasil - Razão e sentimento

Primeiras traduções de Jane Austen no Brasil – Razão e sentimento

No mesmo ano de 1944 foi publicada pela editora Panamericana a tradução de A Abadia de Northanger (Northanger Abbey). O tradutor foi o poeta e escritor Lêdo Ivo. Estas edições dos anos 1940 foram todas impressas em papel de baixa qualidade devido a escassez do período da Segunda Guerra Mundial e por esse motivo livros se encontram em estado bastante precário.

Primeiras traduções de Jane Austen no Brasil - A abadia de Northanger

Primeiras traduções de Jane Austen no Brasil – A abadia de Northanger

Passaram-se quase trinta anos para que em 1971 finalmente  Persuasão (Persuasion) fosse publicado pela editora Bruguera com tradução da escritora Luiza Lobo. Persuasão teve duas edições e praticamente desapareceu do mercado. Emma levou mais de duas décadas depois de Persuasão, sendo publicado em 1996 com tradução do poeta e escritor Ivo Barroso, que também traduziu Razão e sentimento, em 1982, pois a tradução de Dinah Silveira de Queiroz era impossível de encontrar.

Primeiras traduções de Jane Austen no Brasil - Emma e Persuasão

Primeiras traduções de Jane Austen no Brasil – Emma e Persuasão

Em 2014 as duas novelas inacabadas,  Os Watsons (The Watsons) e Sanditon foram traduzidas também por Ivo Barroso e com introduções minhas. Todas as traduções de Ivo Barroso foram publicadas pela editora Nova Fronteira. Lady Susan foi publicado por duas editoras, Pedrazul e Zahar no ano de 2012 e a Juvenília em 2014 pela editora Companhia das Letras.

Primeiras traduções de Jane Austen no Brasil - Os Watsons, Sanditon, Lady Susan

Primeiras traduções de Jane Austen no Brasil – Os Watsons, Sanditon, Lady Susan

Esta foi a trajetória das primeiras traduções de Jane Austen no Brasil e que atualmente, graças aos filmes e principalmente a internet se popularizou imensamente.

Para se ter uma ideia do alcance de Jane Austen neste ano de 2017, a maior emissora de televisão do país, a Rede Globo, lançou uma novela chamada Novo Mundo que conta a história de uma dama de companhia da esposa do príncipe Dom Pedro, a princesa Leopoldina com quem ele se casara em 1817. A dama de companhia é cortejada por um capitão inglês que entre galanteios e tentativas de conquista dá-lhe de presente um exemplar de Pride and Prejudice. Para a alegria das Janeites brasileiras, é claro!

A personagem foi levemente inspirada na inglesa Maria Dundas Graham Callcott² que de fato esteve no Brasil e foi tutora de uma das filhas da Princesa Leopoldina. Maria Graham  como era mais conhecida escreveu livros sobre o Brasil, e para minha surpresa, foi publicada por John Murray, o mesmo editor de Jane Austen!


¹O artigo “Jane Austen: primeiras traduções no Brasil” foi escrito por mim para o periódico online Pride and Possibilities da Jane Austen Literacy Foundation, sob o título ISSUE 19: THE FIRST BRAZILIAN TRANSLATIONS e traduzido para o inglês por Rita L. Watts.

²Maria Graham Wikipedia – https://en.wikipedia.org/wiki/Maria_Graham

Orgulho e Paixão novela da Globo inspirada em Orgulho e preconceito

A novela da Globo, Orgulho e Paixão, será inspirada em Orgulho e preconceito, o romance mais amado de Jane Austen. A boa notícia foi dada por Patrícia Kogut em sua coluna no jornal o Globo. A novela será escrita por Marcos Bernstein e tem estréia prevista para março ou abril de 2018, no horário das 18 horas. As gravações  que começam em janeiro próximo terão a direção de Fred Mayrink.

O foco principal será a história de uma família que mora no interior de São Paulo numa cidade fictícia chamada Vale do Café e cuja mãe sonha casar as cinco filhas. Neste ponto já podemos ver que manterão todas as irmãs como na história original. Claro que precisamos ter em mente que é uma adaptação e muito terá que ser introduzido pois é um programa de longa duração, em torno de cinco a seis meses. Tenho certeza que autor terá muita inspiração ao ler o livro e espero que tenha consigo uma boa tradução brasileira.

No primeiro momento que li a notícia comentei no Facebook que adoraria que fosse algo de época como a maravilhosa adaptação da Megera Domada de Shakespeare, o Cravo e a Rosa. Você lembram dessa novela das seis?

Pois bem,  será! Vai se passar no início do século 20 , na época áurea dos barões do café. Pelo título escolhido certamente terá um viés romântico, mas não podemos esquecer que as inúmeras fãs consideram os romances de Jane Austen, românticos.

Li também que Carolina Ferraz está cotada para o elenco e já estou tentando imaginar os outros personagens e os atores que os interpretarão. Acredito que Carolina seria uma boa senhora Bennet, que sempre foi representada por mulheres mais velhas do que a personagem que não teria ainda cinquenta anos.

Aproveitando a ocasião pergunto: quem vocês acham que ficaria bem no papel de Darcy e Elizabeth? E outros personagens também, como Mr. Collins, por exemplo?

Enquanto não temos imagens da novela propriamente dita ilustro o post com uma Elizabeth Bennet pensativa, retratada por C. E. Brock e com leve retoque meu.

ElizabethBennet pensando em Orgulho e Paixão

Elizabeth Bennet pensando em Orgulho e Paixão

Jane Austen e Star Trek

Até hoje não vi nenhuma menção sobre Jane Austen em Star Trek, ou Jornada nas estrelas como foi traduzido no Brasil, desde a série original e continuações como também  nos  filmes. Mas os fãs de ambos tem algo em comum, uma admiração imensa: nos vestimos inspirados pelos nossos personagens favoritos e vamos a convenções onde só se fala no mesmo assunto, o que nos vale denominações de Janeites e Trekkies!

Não sou exatamente uma “trekkie” mas gosto muito da série e agora estou revendo no Netflix, com redobrada atenção, não só meu querido capitão Kirk mas também as outras séries, Voyager, Enterprise, Next Generation, para ver se encontro uma referência por menor que seja.

Pesquisei sobre a capitã da nave Voyager, Kathryn Janeway, que apesar do sobrenome não é uma homenagem a nossa Jane. Mas nessas perambulações pela por este espaço sempre em expansão que é o “Quadrante Google” encontrei este graciosa ilustração é de Sophie (DeviantArt sqbr) parodiando o casal de Orgulho e preconceito, como capitã Bennet e Mr. Darcy, nos papéis de capitão Kirk e Mr. Spock.

Além de gostar da referência, achei que os papéis ficaram muito bem com os personagens, pois o Capitão Kirk viviam implicando com o racional Mr. Spock.

Jane Austen e Star Trek - Captain Bennet and Mr. Darcy (Dr. Spock) - ilustração de Sophie (sqbr)

Captain Bennet and Mr. Darcy (Dr. Spock) – ilustração de Sophie (sqbr) – Jane Austen e Star Trek

Orgulho e preconceito | Carol Chiovatto

Orgulho e preconceito de Jane Austen está ligado a Carol Chiovatto por dois motivos: o primeiro é o fato de Carol ter feito o papel de Mary Bennet/Mrs. Gardiner na primeira peça baseada numa obra de Jane Austen encenada no Brasil.

Alguns leitores do blog assistiram a peça mas quem não teve a oportunidade convido para visitar a página que fiz especialmente para Orgulho e preconceito do Grupo Fora de Foco. O recital de Mary “Chiovatto” Bennet ainda faz eco nos meus ouvidos…

O segundo motivo é sua tradução de Orgulho e preconceito para a Giz Editorial. , incluindo notas e posfácio intitulado  “Feminino e sociedade em Jane Austen: casamento, afeto e sobrevivência”. Carol é tradutora e publicitária e também autora de vários contos já publicados. Suas primeiras leituras de Jane Austen foram Razão e sentimento e Emma. E obviamente Orgulho e preconceito quando atuou na peça. O quem mais me chamou a atenção em nossa conversa em São Paulo foi ver a alegria e o entusiasmo dela com a tradução e a pesquisa que envolve o trabalho.

A apresentação com o título “Orgulho e preconceito canônico até na cultura pop” é de Adriana Amaral, professora na Unisinos. E fã de Jane Austen! A capa é de Genildo Santana.

Antes de encerrar o post faço um pedido para a editora: a fonte das cartas ficou muito pequenina, que tal aumentar um bocadinho em próxima edição?!

Carol Chiovatto - Orgulho e preconceito Giz Editorial

Carol Chiovatto – Orgulho e preconceito Giz Editorial

 

Jane Austen coleção Clássicos Para Todos

Jane Austen está também na coleção Clássicos Para Todos da editora Saraiva. As traduções são as mesmas da Nova Fronteira, de Lúcio Cardoso para Orgulho e preconceito e de Ivo Barroso para Razão e sentimento.

São edições em materiais mais modestos, capa mole por exemplo, mas sempre com a qualidade do texto. Ambos , no final do texto, trazem uma nota “Sobre a autora”. Orgulho e preconceito tem como introdução a “Nota do tradutor” e Razão e sentimento o artigo que escrevi para a edição comemorativa, “Devotos sem pregações”.

Com os dois exemplares aqui em casa agora me resta esperar que lancem Emma em breve!

A coleção Clássicos Para Todos tem não só clássicos mundiais mas também nacionais. Entre os nacionais meus cobiçados são, A Moreninha de Joaquim Manuel de Macedo e o adorável O Alienista de Machado de Assis. Deste último tenho um volume muito feinho e preciso trocar urgente!

Importante: venda exclusiva na livraria Saraiva. Para quem não tem uma loja física próxima a compra pode se efetuada no site da Saraiva, que tem ótimas promoções.

Jane Austen Clássicos Para Todos Editora Saraiva

Jane Austen Clássicos Para Todos Editora Saraiva