Hoje, 30 de setembro foi o último dia da leitura de Emma no grupo Chá com Jane Austen. Repito aqui, parte do que escrevi lá e acrescento mais alguns detalhes.
Mesmo lendo em tão pouco tempo, começo agora a compreender por que Emma é considerado por muitos a obra-prima de Jane Austen. Um exemplo da sutileza do texto é o início do capítulo 53, e na minha opinião a prova irrefutável que Emma nunca se emendará, mesmo afirmando o contrário (grifos meus):
Mrs. Weston’s friends were all made happy by her safety; and if satisfaction of her well-doing could be increased to Emma, it was by knowing her to be the mother of a little girl. She would not acknowledge that it was with any view of making a match for her, hereafter, with either of Isabella’s sons; but she was convinced that a daughter would suit both father and mother best.
Os amigos da sra. Weston estavam felizes por sabê-la em perfeita segurança, e se a satisfação com seu bem-estar pudesse ainda aumentar para Emma, seria a notícia de que a amiga tivera uma menina. Durante toda a gravidez desejara um Miss Weston. Não podia atribuir isto a nenhum projeto de união para ela, no futuro, com um dos filhos de Isabella; mas estava convencida de que uma filha seria mais interessante tanto para o pai como para a mãe. (trad. Ivo Barroso)
E abaixo o motivo de minha admiração pelo senhor Knightley, apesar de ter casado com Emma:
There is one thing, Emma, which a man can always do, if he chuses, and that is, his duty; not by manoeuvring and finessing, but by vigour and resolution.
Há uma coisa, Emma, que um homem sempre pode fazer se assim quiser, que é cumprir o seu dever; não através de subterfúgios ou meandros, mas com vigor e decisão. (trad. Ivo Barroso)
Não, não acredito que o senhor Knightley deveria ter casado com Harriet Smith. Seria impossível. Vejam onde a encontrei – no Bom Retiro!

PS: O Bom Retiro é um dos bairro de São Paulo onde lojistas do Brasil inteiro compram roupas, tecidos e aviamentos para revender em seus estados.
Views: 159