Senhoras e senhores, Orgulho e preconceito da L&PM!

Eu sabia, vocês leitores do Jane Austen em Português também, pois acompanhamos a L&PM nestes últimos meses sempre nos fornecendo gentilmente notícias das etapas da produção do livro, e mesmo assim  fiquei emocionada quando recebi a prova de imprensa. Reli o post aberto à editora, li as primeiras e últimas páginas, procurei trechos que nos são caros e por fim me convenci: a nova tradução de Orgulho e preconceito era, digo, é real!

Muito obrigada, L&PM e senhor Ivan Pinheiro Machado por ter dado inicio ao projeto Jane Austen!

Hoje, com os exemplares em mãos, aprecio a bela capa de Birgit Amadori, as páginas com diagramação clara e caprichada e leio com satisfação a quarta capa,

“É verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro em posse de boa fortuna deve estar necessitado de esposa”
[…]
O que poderia ser uma típica história de amor é, nas mãos de uma das escritoras de língua inglesa mais difundidas pelo mundo, um espetáculo de grandes personagens e diálogos sagazes, com um timing perfeito para a ironia.

Ivo Barroso, poeta e tradutor, fez uma ótima apresentação abrangendo todos os aspectos da obra de Jane Austen, inclusive os atuais como se lê neste trecho,

Com base em suas narrativas, tem sido feitas inúmeras adaptações cinematográficas, algumas bem recentes até, daí falar-se num revival de Jane Austen – mas a expressão é inadequada, pois a autora de Razão e sentimento (1811), Orgulho e preconceito (1813), Mansfield Park (1814) e Emma (1816) nunca esteve literariamente morta, embora tenha falecido para o mundo há quase dois séculos. Seus leitores – e não só de língua inglesa – têm sido fiéis, constantes e crescentes em todos estes anos que viram a obra literária da “boa tia de Steventon” atingir fabulosas tiragens, comparáveis apenas com as da Bíblia e de Shakespeare.

Já tivemos uma mostra dos primeiros capítulos da excelente tradução de Celina Portocarrero e muito mais haveria para dizer, mas como daqui em diante passarei a citá-la como tenho feito com outras, colocarei apenas um ponto que considero muito importante e que valorizou esta tradução: manter a italização de ênfase conforme o original. As traduções que tenho comigo, quatro edições diferentes (três de Lúcio Cardoso e uma Laura Alves e Aurélio Rebelo) não sei por quais motivos, editorial ou dos tradutores, não mantiveram. Um exemplo:

You want to tell me, and I have no objection to hearing it.”

A senhora quer me dizer, e não tenho objeções quanto a ouvir. (Celina Portocarrero)

Você é quem está querendo me dizer e eu não faço nenhuma objeção a isto. (Lúcio Cardoso)

Você é quem quer me dizer e eu não faço nenhuma objeção.(Laura Alves/Aurélio Rebelo)

Os três exemplares da foto são uma cortesia da editora L&PM para serem sorteados entre os leitores do Jane Austen em Português. Para concorrer basta deixar um comentário neste post até o dia 6 de fevereiro. O resultado do sorteio será anunciado na Gazeta de Meryton do dia 7 de fevereiro. Boa sorte!

COMENTÁRIOS ENCERRADOS

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Persuasão entre os cinqüenta melhores

Com freqüência encontramos os livros de Jane Austen em listas dos melhores e minha surpresa foi achar Persuasão onde normalmente temos Orgulho e preconceito! O livro onde é mencionado: 50 Clássicos que Não Podem Faltar na Sua Biblioteca, de Jane Gleeson-White. Muito obrigada, Denise!

Para comemorar fiz este pequeno carnaval com clips coloridos
e meu adorado Persuasion antiguinho

  • 50 Clássicos que Não Podem Faltar na Sua Biblioteca, de Jane Gleeson-White (Veja todos os dados do livro neste link da Folha Online)

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