Obras Escolhidas de Jane Austen já nas livrarias!

Notícias quentinhas de Porto Alegre (apesar do frio do clima no sul do país)!

O livro Jane Austen Obras Escolhidas da L&PM já está à venda nas livrarias CulturaTravessa, Saraiva, para citar apenas algumas que vendem online. E também em algumas bancas da Avenida Paulista que comportam livros maiores.

Assim que chegar meu exemplar vou contar mais detalhes do livro fazer o sorteio das  Obras Escolhidas. Aguardem!

Jane Austen Obras Escolhidas

 

 

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Orgulho e preconceito 2005, comentários de uma leitora

Quando fiz o levantamento dos posts para o bicentenário de Orgulho e preconceito me deparei com muitos comentários maravilhosos. Como é impossível republicar todos escolhi um post que é um resumo dos dados principais do filme Orgulho e preconceito.

O post “Orgulho e preconceito – 2005” tem mais de 60 comentários e é uma mostra de quão admirada é esta versão. Por esse motivo recomendo a leitura dos comentários principalmente para os leitores mais recentes do blog.

Orgulho e preconceito, 2005E para vocês ficarem tentados reproduzo um dos comentários, o da leitora Regina Cerqueira, que me faz dar gargalhadas até hoje!

Muito obrigada pela permissão de publicar, Regina!

Olá a todos,
Também gostaria de deixar aqui minhas “Primeiras Impressões” sobre este filme. Não só as primeiras, como também as segundas, terceiras – as várias impressões que tive desde a primeira vez que o assisti.
Gente, transformaram os Bennets na Família Buscapé! Na históra original eles não são ricos, tampouco miseráveis como faz parecer esta versão. Os Bennets vivem com certo conforto e um pouco de elegância.
No filme consegui contar pelo menos 3 criados, o que não justifica a aparência medonha de Longbourn; lembrou-me “O Cortiço” de José de Alencar Aluísio Azevedo, só faltaram as lavadeiras. Que bagunça, que desleixo!
E “sujinho” para o Sr. Bennet é elogio. Ensebado seria mais apropriado – aliás, para todos os Bennets. Que tristeza de figurino! Parece aqueles antigos faroestes americanos, sujos e empoeirados (acho até que vi o John Wayne bebendo cerveja quente naquele baile em Meryton!)
Acho que a produção pecou escolhendo Keira Knightley para o papel de Elizabeth Bennet. A atriz, creio eu, errou na mão por não estar preparada para uma personagem desse porte. Vi uma Lizzy deselegante, grosseira, sem postura, de andar torto: o oposto do que as mulheres eram na época com seus gestos harmoniosos e delicados, voz agradável. Até a Doris Day conseguiu ser mais graciosa com sua Calamity Jane (Ardida Como Pimenta, 1953). A Keira está bem casca-grossa, expressões forçadas e arrogantemente desafiadoras, risinhos desnecessários, uma interpretação meio americanizada. Ainda não sei bem o porquê Darcy se apaixona por essa Calamity Lizzy com bico-de-papagaio…
Quanto ao Darcy meio tímido (como alguém já disse aqui), bem…, ao meu ver, desde a 1ª vez que li o livro – 11 anos atrás – sempre o achei mais tímido que orgulhoso, mais por intuição do que por evidência. Não que ele não seja orgulho de seu nome, nascimento, posição e tudo o que isto acarreta… mas, para mim, o seu ar superior é mais uma proteção contra o seu jeito fechado do que orgulho, propriamente dito.
Acredito que o Darcy de Matthew MacFadyen é mais condizente com minha visão da personagem do que o Darcy de Colin Firth (1995), até mesmo pela postura física. O CF (excelente ator… e lindo, é claro!) é meio desajeitado, estabanado; vejam como ele anda na galeria de Pemberley com o candelabro na mão (o que que é aquilo?! Parece que está marchando). Já o MM tem elegância, gestos contidos (e mãos maravilhosas…), sem contar que ele usa botas e não aquelas meias brancas e sapatilhas do CF (aff!) – sei que usavam isto na época, mas por favor, deixem-me sonhar que não. Já o Darcy de 1980… homem ou robô? (e também usa as tais meias, he he he).
Essa versão de 2005 tem muitos pontos negativos. Os tons escuros dos cenários e figurinos deixaram o filme um pouco sombrio, melancólico. Muitas cenas feitas no computador acho que tiram a naturalidade e verossimilhança: nunca vi (existe?) lago tão azul quanto aquele de Pemberley!
Quando Jane adoece, não fica claro (para quem desconhece a história) se Lizzy passa alguns dias ou horas em Netherfield, vejam que ela usa o mesmo vestido em todas as cenas, só muda o cabelo.
Darcy foi colocado como mero coadjuvante (imperdoável!). Pouco se vê aquele duelo intelectual, aquela disputa de idéias entre Darcy e Lizzy, uma das molas motrizes do romance; pouquíssimo diálogo entre eles para 126 min de filme. Há cenas desnecessárias ou longas que poderiam ser revertidas para o casal (a Sra. e as Srtas. Bennet vendo a chegada da milícia, a passagem do tempo com a Lizzy sentada no balanço).
Algumas coisas incompreensíveis: 1) aquela criada cantarolante e 2) “Que mãos frias” no final. Alguém me explica?
Algumas coisas absurdas: 1)Lizzy vem correndo da chuva, pega uma toalha ensopada do varal e enxuga os cabelos com ela? 2)Sentada no balanço conversando com Charlotte, Lizzy está descalça, levanta-se surpresa e pisa aquela lama toda como se nada fosse? 3)Ela e os tios visitam Pemberley, ela se distrai e os tios somem de repente, sem avisá-la? Mistééério…
Ainda assim é um filme belíssimo, poético e primoroso. Gostei muito da cena da mão do Darcy, do baile em Netherfield, de quando ele se declara – acho que o espaço aberto e a chuva incutiram à cena, certa intensidade, certa grandiosidade de sentimentos. Adorei quando Lizzy está chorando pela fuga de Lydia e ele a olha como quem quer abraçá-la e confortá-la. Adorei até aquele “Eu te amo, eu te amo, eu te amo” tão piegas mas tão lindinho! Não me canso de assistir.

Abraços a todos.

 

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