Gazeta de Meryton, 31 de julho de 2016

EDITORIAL

Hoje o editorial da Gazeta de Meryton é apenas para mencionar o que provavelmente muitos leitores já sabem: fechei meu perfil pessoal no Facebook e agora mantenho um administrativo para a página do Jane Austen em Português.  Os motivos foram vários mas o principal é minha compulsão em ler tudo o que aparece na tela do computador. Eu já havia diminuído o que escrevia no Face, mas o que ler provou-se impossível educar o cérebro e seus dois cúmplices para não fazer!

LIVROS

Edição especial do bicentenário da morte de Jane Austen e já comemorando também, de forma antecipada os duzentos anos da publicação de Persuasão, da editora espanhola dÉpoca: Persuasión.

Persuasión, dÉpoca Editorial

ARTIGO

Literatura e formação moral em Jane Austen e David Hume” por Marcos Ribeiro Balieiro | Revista da USP

RESUMO: Trata-se de mostrar as afinidades, certamente não fortuitas, entre a literatura de Jane Austen e a filosofia de David Hume, pelo prisma do tema da formação ou educação moral. Analisa-se para tanto o papel, em ambos autores, das noções de sociabilidade e de conversação.

VIDEO

Web série (ou vlog) do grupo Foot in the Door Theatre “From Mansfield With Love” no You Tube.

MISCELÂNEA

E para finalizar o domingo um mimo: uma niqueleira Jane Austenb da Pemberley Pond que vocês podem saber mais detalhes na página do Facebook ou na loja do Etsy.

Niqueleira Jane Austen da Pemberley Pond

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Kazuo Ishiguro sobre Mansfield Park

Este comentário (abaixo), de Kazuo Ishiguro sobre Mansfield Park de Jane Austen, encontra-se nas notas do escritor sobre autores que ele tem em grande consideração e que estarão em breve todas disponíveis no site Harry Ransom Center da Universidade do Texas.

“Este livro, embora muito cativante e envolvente, parece-me não ser da mesma ordem que Emma e Persuasão. É um livro mais cru em sua perspectiva moral e, na verdade, tem algo extremamente desinteressante e sem compaixão. Claro que você tem que ver essas coisas em termos do clima moral vigente. Mas quando você coloca este livro ao lado da generosidade de espírito dos personagens exibidos nos outros dois romances, e a disposição de questionar os costumes da sociedade da época, M. Park tem de ser visto como decepcionante “.

“This book, while very engrossing and involving, seems to me to not be of the same order as Emma and Persuasion. It’s a cruder book in its moral outlook, and indeed, has something extremely unattractive and lacking in compassion. Of course you have to see these things in terms of the prevailing moral climate. But when you put this book alongside the generosity of spirit for individuals displayed in the other two novels, and the willingness to question the mores of prevailing society, M. Park has to be seen as disappointing.”

Como podemos ver não são poucos os que não se encantam com Mansfield Park e a pequena Fanny Price, mas é claro que sendo fino e elegante, Mr. Ishiguro, coloca sua opinião da forma mais delicada possível.

Eu entendi o fato dele achar desinteressante, é a opinião dele e pelo que sei Mansfield Park sempre teve seus desafetos,  mas não entendi o “sem compaixão” tanto que mantenho o texto original para vocês compararem com minha tradução/interpretação.  Ficarei aqui martelando esta dúvida por um bom tempo e aguardando a opinião de vocês.

Já mencionei Ishiguro aqui no blog, autor de Vestígios do dia, um dos seus livros mais conhecidos e no momento estou preparando outro post com suas opiniões sobre Jane Austen.

FONTE: Kazuo Ishiguro’s “Notes on some GREAT WRITERS”, por Jennifer Tisdale

MansfieldPark, em alemão, editora Anaconda

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