Raquel, a jardineira sem-noção, pensava que só existiam camélias brancas…
Pois semana passada descobri os primeiros botões de uma linda camélia num tom de vermelho-rosado e pensei em Marianne Dashwood. Não fosse a impossibilidade temporal, acredito que Marianne teria lido e gostado de A dama da camélias de Alexandre Dumas (filho).
O título do post é uma brincadeira pois não posso comparar Marianne à Marguerite Gautier, uma cortesã. Mas às vezes Marianne é tão dramática que bem poderia ter se deixado levar por Willoughby, e depois se consumado de tristeza e paixão.
E assim dedico à Marianne, Jardineira, de Orlando Silva, que eu cantava quando criança condoída pela sorte da tal camélia que eu imagina quase uma pessoa:
Ó jardineira por que estás tão triste,
Mas o que foi que te aconteceu?
Foi a Camélia que caiu do galho,
Deu dois suspiros e depois morreu.
Pergunta para quem já leu A dama das camélias: vocês acham que estou exagerando?

Minhas camélias, Sense and Sensibility e Razão e sentimento
- Sense and Sensibility, The Bath Bicentenary Editons of Jane Austen com ilustrações de Niroot Puttapipat.
- Razão e sentimento, edição comemorativa com ilustrações de Hugh Thomson, tradução de Ivo Barroso da editora Nova Fronteira
Views: 88