Tradutores de Jane Austen

No dia de São Jerônimo, padroeiro dos tradutores, minha homenagem aos tradutores de Jane Austen que vivo recomendando aqui no blog.

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Jane Austen adaptada para crianças

No início deste ano prometi escrever sobre as adaptações de Orgulho e preconceito e Razão e sensibilidade feitas por Paulo Mendes Campos e Lidia Cavalcante-Luther, respectivamente, e tentar sanar minha dúvida se os assuntos tratados pelos livros de Jane Austen seriam interessantes para as crianças, resumidos ou não.

Da minha leitura dos livros resumidos posso dizer que:

  • as histórias estão intactas mas um pouco sem sal
  • os livros talvez agradem as meninas que terão as histórias de amor
  • não sei se os meninos gostarão, Jane Austen não tem ação
  • a ironia talvez substituísse a ação, mas foi a mais sacrificada na concisão

Aqui abro um parêntese. Traduzir, resumir e adaptar um livro para um público infantil, mantendo a história intacta, tenho certeza, é tarefa das mais árduas. Não é possível manter tudo. Ponto.

A questão não é sobre resumir ou não livros para crianças. Lembro de minha infância e da coleção O livro dos nossos filhos onde conheci Sigismundo e muitas outras histórias. Todas resumidas e não afetaram meu gosto pelos livros. Mais um aparte: eu só lia o que gostava, se algo me desagradava, parava e pronto.

A questão é, vale a pena resumir Jane Austen? Não creio.

Nos dias de hoje, com as adaptações de todas as obras de Jane Austen para o cinema e TV, é perfeitamente possível iniciar a leitura dos originais, pelo menos de Orgulho e preconceito e da Abadia de Northanger, as obras mais joviais, para a faixa etária que se destinam esses resumos. Além de possível pode ser muito divertido comparar livros e filmes.

Capa de Orgulho e preconceito, adaptação, Coleção Calouro.
Imagem: gentileza de Luciane Baldo

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