Jane Austen aqui em casa

Café da manhã de sábado. Somente eu e minha mãe, em silêncio como gostamos.

— Que mulher chata…

— Quem, mãe?

— A senhora Elton!

— E o que me dizes de Miss Bates?

— Essa é insuportável. Não cala a boca nunca!

Quebramos o silêncio e caímos na risada. Foi por uma boa causa.

Mesmo dia, parte da tarde. Me arrumo para sair.

— Pegou um casaco? Está esfriando. Não esquece o guarda-chuva também, nunca se sabe…

— Mãe! Já peguei o casaco. Mas o guarda-chuva não precisa. Se esta esfriando não vai chover!

— Mãe! o que foi agora?

— Pareço aquele senhor, aquele, não lembro o nome – esses nomes são todos muitos confusos…

— Que senhor? Mãe… pára de rir e fala!

— O pai da Emma!

Estamos rindo até agora. Passei a chamá-la de senhora Woodhouse. Ah, como eu queria que Emma 2009 chegasse ao Brasil, legendada pelo menos, para ter o prazer de ver minha mãe assistir a mini-série!

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Orgulho e preconceito da editora Bruguera

Coincidiram de chegar no mesmo dia o meu exemplar de Orgulho e preconceito da editora Bruguera e uma pergunta sobre a primeira tradução deste livro para o português no Brasil. Tenho procurado mas ainda não achei um fonte segura sobre as primeiras traduções das obras de Jane Austen no país. É claro que não esgotei todas as possibilidades.

Voltando à pergunta: a tradução de Lúcio Cardoso de 1941, para editora José Olympio, é a mais antiga de Orgulho e preconceito no Brasil? Não tenho certeza. Sei apenas que é a mais antiga que achei na internet, no site português da Fundação Calouste Gulbenkian – onde também consta a misteriosa edição da Bruguera sem data alguma, exatamente como no meu exemplar!

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Orgulho e preconceito, editora Bruguera, tradução Lúcio Cardoso

E na Estante Virtual uma edição de 1941… “Acho que vou desmaiar…” – como dizia vovó Julinha, que nunca desmaiou em lugares que não fossem macios e seguros.

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