Uma cena de “Razão e Sensibilidade” (1995)
por José Afonso Júnior
Na primeira vez em que tive oportunidade de assistir ao filme “Razão e Sensibilidade” (1995), logo percebi que minha enorme ansiedade em conferir tal produção havia sido totalmente recompensada e justificada. Acho que posso dizer que esta é uma das melhores adaptações cinematográficas de uma obra literária que já assisti. Uma cena em particular me marcou bastante, por sua forte carga de emoção. O momento em que, na mansão dos Palmer em Cleveland, Elinor encontra-se em profunda tristeza e desespero pelo grave estado de saúde de Marianne, não poderia ter sido retratado de forma mais emocionante e sensível.
Confesso que fiquei com um nó na garganta, como poucas vezes havia ficado ao assistir um filme. Imaginar a dor e o sofrimento que uma possível perda da queridíssima irmã causaria em Elinor não deve ser uma tarefa difícil para quem leu o romance, visto o amor e o sentimento profundos que ela nutria por Marianne. E olha que eu sabia o desenrolar da história… Mesmo assim a emoção falou mais alto. Emma Thompson está impecável em toda a adaptação, mas nesta cena em especial – em minha opinião – ela mostra definitivamente o que é a genuína arte da interpretação.
P.S.: O único detalhe que me desagrada um pouco no filme é o fato de terem excluído Lady Middleton e seus “quatro filhos barulhentos”. Estava curioso para ver como eles retratariam as travessuras da prole e o tratamento da mãe com seus filhos.

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