Emma & Razão e sentimento da Nova Fronteira

Esta semana recebi um email de Ivo Barroso confirmando que suas duas traduções já estão na programação do segundo semestre da editora Nova Fronteira. Emma está previsto para agosto e Razão e sentimento para novembro, mês do bicentenário. A editora prometeu avisar o blog das novidades.

Este ano com tantos lançamentos “nossa Jane”, como diz o poeta, está em festa!

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Uma cena de “Razão e Sensibilidade” (1995)

Uma cena de “Razão e Sensibilidade” (1995)
por José Afonso Júnior

Na primeira vez em que tive oportunidade de assistir ao filme “Razão e Sensibilidade” (1995), logo percebi que minha enorme ansiedade em conferir tal produção havia sido totalmente recompensada e justificada. Acho que posso dizer que esta é uma das melhores adaptações cinematográficas de uma obra literária que já assisti.  Uma cena em particular me marcou bastante, por sua forte carga de emoção. O momento em que, na mansão dos Palmer em Cleveland, Elinor encontra-se em profunda tristeza e desespero pelo grave estado de saúde de Marianne, não poderia ter sido retratado de forma mais emocionante e sensível.

Confesso que fiquei com um nó na garganta, como poucas vezes havia ficado ao assistir um filme. Imaginar a dor e o sofrimento que uma possível perda da queridíssima irmã causaria em Elinor não deve ser uma tarefa difícil para quem leu o romance, visto o amor e o sentimento profundos que ela nutria por Marianne. E olha que eu sabia o desenrolar da história… Mesmo assim a emoção falou mais alto. Emma Thompson está impecável em toda a adaptação, mas nesta cena em especial – em minha opinião – ela mostra definitivamente o que é a genuína arte da interpretação.

P.S.: O único detalhe que me desagrada um pouco no filme é o fato de terem excluído Lady Middleton e seus “quatro filhos barulhentos”. Estava curioso para ver como eles retratariam as travessuras da prole e o tratamento da mãe com seus filhos.

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