A família Elliot, ou a inclinação antiga é o título de uma tradução de Persuasão de Jane Austen. Esta tradução portuguesa foi feita a partir da tradução francesa que recebeu o título La Famille Elliot, ou L’Ancienne Inclination.
Desde que encontrei uma referência a essa tradução, creio que em 2015, no artigo “O gume da ironia em Machado de Assis e Jane Austen” da professora Sandra Guardini Teixeira Vasconcelos, continuei pesquisando, de tempos em tempos, o título para ver se encontrava os livros físicos.
No mês passado, numa dessas tentativas, encontrei o site Paris na América, onde constava os dois volumes que estão na biblioteca do Grêmio Literário e Recreativo Português do Pará! Quase infartei de felicidade, pois no Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro¹ não foi possível localizar fisicamente.
Antes de publicar os dados e as imagens quero agradecer a Nazaré Góes, da biblioteca do Grêmio Literário e Recreativo Português que com a maior gentileza me atendeu e providenciou as fotos. Nazaré, muitíssimo obrigada!
A família Elliot, ou a inclinação antiga, foi traduzida por Manuel Pinto Coelho Cota de Araújo e publicada em Lisboa pela editora Rollandiana, em 1847, dois volumes. Como vocês podem ver pela imagem do frontispício não consta o nome de Jane Austen como autora, apenas “traduzida do francez”.
Há muitos detalhes para contar e para comparar com a tradução francesa com o original de Austen. Detalhes estes que ficarão para uma publicação que pretendo fazer mais tarde pois estou muito ocupada com dois trabalhos e não quero apenas despejar dados e sim contar histórias!
A capa do volume I está bastante boa considerando a data de sua publicação. O volume II está nas mesmas condições.

A página do primeiro capítulo de A família Elliot. Fico sempre encantada com essas edições antigas, tão generosas com espaços em branco e fontes de tamanho que não cansam tanto os nossos olhos.

NOTAS
¹ Trecho da nota da professora Sandra Vasconcelo sobre a localização dos livros: […] No século XIX, essa edição foi anunciada no Diário do Rio de Janeiro por B. L. Garnier em 29 de novembro e 19 de dezembro de 1854 e podia ser encontrada no Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro […]
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