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Arrumando meus livros encontrei uma imagem que imprimi antes de ter o blog e que pretendia fazer um quadrinho. Como não achei uma moldura de meu gosto recortei e colei em um dos armários e com o tempo ficou escondida!

Esta cena, como foi retratada por C. E. Brock, e as palavras que a ilustram, daria margem a um pequeno tratado de como é interpretada a primeira declaração de amor feita por Mr. Darcy a Elizabeth Bennet.

Com vocês, para uma análise, a cena do capítulo 34 de Orgulho e preconceito: “You must allow me to tell you how ardently I admire and love you”.

Ou em português nas traduções de:

Lúcio Cardoso: (José Olympio) “[..] e preciso que me permita dizer-lhe que eu a admiro e amo ardentemente.”

Laura Alves & Aurélio Rebello (Francisco Alves) “A senhora deve permitir que lhe diga que a admiro  e amo ardentemente.”

Celina Portocarrero (L&PM) “Precisa me permitir dizer-lhe com que intensidade eu a admiro e amo.”

Alexandre Barbosa de Souza (Peguin-Companhia das Letras) “Permita que eu lhe diga como são ardentes o meu amor e a minha admiração por você.”

Leyguarda Ferreira (Romano Torres – edição de Portugal) “Permita que lhe diga que a admiro e amo profundamente.”

Raquel Sallaberry Brião (que não resistiu e dá sua versão…) “Permita-me dizer quão ardentemente eu a admiro e a amo.” (Sim, sim. Ficaram muitos “as” mas me parece que na linguagem falada ficaria assim)

Volto segunda-feira. Bom domingo para todos!

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16 comentários

  1. Olá, Raquel!
    Adorei seu post, pois estou justamente relendo “Orgulho e Preconceito” pelo milhonésima vez. Eu gosto da tradução do Lúcio Cardoso, mas realmente achei que a sua é mais real quando pronunciada. Muito bacana mesmo, parabéns pelo blog!
    Um abraço, Aline

  2. Minhas preferidas foram a tradução de Leyguarda Ferreira e a sua, Raquel! Ambas ficaram mais diretas e com isso mais impactantes, em minha opinião. A ilustração de C. E. Brock é ótima, assim como todas as outras dele.

    Bom domingo a todos!

    1. Júnior,

      preciso ler essa tradução portuguesa pois também gosto do tom do sotaque português mais antigo.

  3. Comecei a ler “Orgulho e Preconceito” novamente…rs. Nossa como é emocionante reler a forma como ele vai se apaixonando por Lizzy…”Ardentemente” é uma palavra linda no contexto do livro…Estou lendo dois livros de Jane ao mesmo tempo…rs, o outro é “Mansfield Park”…Amo seu site Raquel. Depois que descobri ele todo dia acesso…É sempre tão bom ler alguma coisa sobre Jane…Abraço

  4. Ai, ai, imagina um “Darcy” de carne e osso me dizendo isto … realmente a palavra ARDENTE nos deixa sem fala, de pernas bambas! Já não se fazem declarações de amor como antigamente.

    1. Rosana,

      espere aí quietinha que vou lhe trazer um chazinho de camomila.

  5. Concordo com a Rosana aqui de cima, chega a sair do papel essa frase, imagina só ” O Darcy” chegando pra mim e falando, soa assim como um amo com urgência, quem nunca sentiu o peito queimar que fale agora ou cale-se para sempre… rsrsrs
    beijo

  6. Agora que percebi que o Mr. Darcy do C. E. Brock é muitíssimo parecido com o David Rintoul que interpreta o mesmo na versão de 1980 de Orgulho e Preconceito.

    1. Mayra,

      vou olhar… é… tem alguma semelhança.
      Não tenho tempo agora para assistir a cena da declaração do Rintoul, mas quando o fizer tentarei observar.

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