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Carta do Capitão Wentworth por Raquel Sallaberry Brião

Resolvi republicar a tradução que fiz, em 2009, da carta do Capitão Wentworth para que ficasse próxima da tradução de Clara Ferreira (acima) e desse modo vocês possam apreciar as diferenças da tradução.

Não posso mais ouvir em silên­cio. Pre­ciso falar com você pelos os meios de que dis­po­nho neste momento. Você fen­deu minha alma. Sou metade ago­nia, metade espe­rança. Não me diga que é tarde demais, que sen­ti­men­tos tão pre­ci­o­sos foram-se para sem­pre. Ofereço-me para você de novo com um cora­ção muito mais seu do que quando você quase o des­pe­da­çou há oito anos e meio atrás.  Não se atreva a dizer que o homem esquece mais rápido do que a mulher, que seu amor morre mais cedo. Eu tenho amado somente você, mais nin­guém. Injusto posso ter sido, fraco e res­sen­tido tam­bém, mas nunca incons­tante. Você, ape­nas você trouxe-me para Bath. Faço pla­nos pen­sando somente em você. Você não ainda per­ce­beu? Terá você falhado em enten­der meus dese­jos? Eu não teria espe­rado nem estes dez dias se tivesse podido ler seus sen­ti­men­tos como eu penso que você pene­trou nos meus. Quase não posso escre­ver. A todo ins­tante ouço alguma coisa que me ator­doa. Você abaixa sua voz, mas eu posso dis­tin­guir seus tons mesmo quando per­di­dos em meio aos outros. Bonís­sima e exce­lente cri­a­tura! Você nos faz jus­tiça, deve­ras. Você crê que há afeto ver­da­deiro e cons­tân­cia entre os homens. Creia “nisto” mais fer­vo­roso e cons­tante em

F. W.

Devo par­tir – incerto de minha sorte –, mas vol­ta­rei aqui ou irei para sua festa, assim que pos­sí­vel. Uma pala­vra, um olhar, será o sufi­ci­ente para que eu decida entrar na casa de seu pai esta noite, ou nunca.

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