Janeite: Marina Nunes

Janeite: Marina NunesNome: Marina Nunes

Colaboradora do Jane Austen Portugal

Cidade: Porto

Hobbies: O meu hobbie é a leitura e o cinema, coisas que com o nascimento do meu filho começaram a ter direito a menos tempo dedicação…

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Marina, qual sua opinião sobre Sensibilidade e Bom Senso e sobre Orgulho e Preconceito?

A minha opinião sobre Sensibilidade e Bom Senso e Orgulho e Preconceito é muito diferente.

Conheci Orgulho e Preconceito através da serie da BBC. Comecei a ver por acaso e fiquei “apaixonada”. Colin Firth é para mim o Mr Darcy… Quando descobri que existia um livro exactamente com o mesmo titulo em que a serie era baseada pensei que tinha de o ler… Consegui que a mãe de uma colega da faculdade me emprestasse o livro e ADOREI… O livro é ainda melhor que a serie porque no livro conseguimos estar “dentro” dos personagens e “ler por dentro” o amor de Darcy e de Lizzy fascinou-me…

Sensibilidade e Bom Senso, o filme com Hugh Grant, foi o que vi a seguir. Sem ler a obra e com alta expectativa… mas admito que fiquei desiludida. Se O&P me “apaixonou” desde a primeira vez, Sensibilidade e Bom senso não. Achei Elinor e o seu amado demasiado racionais, demasiado conformados com a vida e achei Marianne demasiado apaixonada, demasiado romântica. Sensibilidade e Bom senso com a sua “racionalidade” em todas as relações e na maioria das relações entre os personagens (com excepção de Marianne, talvez) torna-se demasiado “sem emoção”. Mesmo a emoção de Elinor quando descobre que poderá viver o seu amor não consegue trazer para a historia o sentimento que Orgulho e Preconceito me traz.

Em Orgulho e Preconceito o amor de Darcy por Lizzy, o modo como esse amor o conduz para a conquista da amada, a forma como acaba por se fazer notar perante ela e entrar no seu coração, como luta contra todas as adversidades que aparecem no caminho desse seu amor faz-nos vibrar com ele e sorrir quando o seu amor vence.

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Ah! Os irlandeses. E nossa Jane Austen, é claro.

Normalmente quando pensamos em irlandeses e Jane Austen lembramos de Tom Lefroy, o quase namorado de Jane no inverno 1795-96 sobre o qual fiz uma série completa, incluindo resenha do filme Becoming Jane, (Razão e inocência, no Brasil):

E sempre que o assunto vem a baila, ficamos nos perguntando e se Tom Lefroy tivessem casado? Nunca saberemos a resposta.

De qualquer modo faço minha homenagem improvisada (estou longe de casa) ao Saint Pratick’s Day com meus irlandeses preferidos, The High Kings. A música é sobre um casamento: Marie’s Wedding.

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