Comer e beber com Jane Austen

Das comidas mencionadas nos livros de Jane Austen, de pronto lembro de Emma e um pernil de porco enviado para as Bates. Ah! e os mingauzinhos que o senhor Woodhouse vivia a recomendar! O Dr. Grant, da reitoria de Mansfield, era apreciador da mesa farta para o horror da sovina tia Norris e pela descrição, a senhora Jenning, de Razão sensibilidade, era também um bom garfo! Sem esquecer o esnobismo do general Tilney com suas louças e seu pomar de ananases da Abadia, e de Mary Musgrove, em Persuasão, apesar de “muito doentinha” não recusava uma janta!

Lembro também da preocupação da senhora Bennet em não ter um bom peixe para o jantar, mas confesso que prefiro pensar neste belo prato de batatas lambuzadas com manteiga e salsinhas no jantar para Mr. Collins, em Pride and Prejudice (2005).

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Batatas que sempre chamei de batata inglesa!

As bebidas, além do chá, só me ocorre neste momento o moleque atrevido dos Lucas que diz para senhora Bennet, que se fosse rico como o senhor Darcy, beberia uma garrafa de vinho todos os dias! O assunto é grande e está me deixando com fome… vou ali assaltar a geladeira e prometo volto!

  • Achei dois livros (na Amazon) que me deixaram curiosa: Jane Austen and Food de Maggie Lane e The Jane Austen Cookbook de Maggie Black e Deirdre Le Faye.

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Mr. Collins e eu

Adoro Mr. Collins. Pronto, falei.

Quando tive outros blogs, em um deles resolvi colocar propaganda, não só do Google, mas também de outras empresas e uma dessas era americana. Todo o processo foi feito com simplicidade mas dentro da maior correção e clareza, e assim sendo a correspondência foi mais numerosa do que o usual. Quando recebi o primeiro mail assinava um J. Collins. Não preciso dizer em quem pensei imediatamente!

Respondi no meu melhor inglês: Dear Mr. Collins…

Na próximo mail, menos formal, assinou apenas J. Eu retribui e respondi a J. Mas nos seguintes não me contive e voltei a colocar “dear Mr. Collins”. E assim passou-se até nossa última missiva.

Tenho certeza que meu querido senhor J. Collins nunca entendeu tanta formalidade em negócios nos tempos de internet. Seria eu uma Lady de Bourgh dos trópicos? Poor dear…

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David Bamber, impagável como Mr. Collins em Pride and Prejudice, 1995

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