A Inglaterra de Jane Austen: a ilha de Wight

Os primeiros tempos em Mansfield Park não foram nada fáceis para Fanny Price. As primas, como toda e qualquer criança, sempre tentavam espezinhá-la com alguma brincadeira. Tudo sob o “terno” olhar de tia Norris. A falta de educação formal de Fanny era motivo de chacota. Geografia era um do seus pontos fracos e certamente tomaria o rumo do continente se tivesse que ir para a Irlanda saindo de sua casa e atravessando direto a ilha.

“But, aunt, she is really so very ignorant!—Do you know, we asked her last night which way she would go to get to Ireland; and she said, she should cross to the Isle of Wight. She thinks of nothing but the Isle of Wight, and she calls it the Island, as if there were no other island in the world.

Mas minha tia, ela é mesmo muito ignorante! Imagine, ontem à noite nós lhe perguntamos que caminho deveria tomar para ir à Irlanda; e ela disse  que atravessaria a Ilha de Wight. Não pensa noutra coisa senão na Ilha de Wigth e chama-a simplesmente de “Ilha” como se não houvesse outra ilha no mundo.
Cap.  | trad. Rachel de Queiroz

Vejam no mapa Portsmouth, onde Fanny morava com os pais, a ilha de Witgh logo abaixo. Ao norte a fictícia Mansfield Park.

Costa de ilha de Wight
Imagem © Ulayiti, 2005 – Wikipedia –

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Jane Austen e os vinhos

Nada como um bom vinho para curar os males de amor! Este parece ser o entendimento da senhora Jennings que ofereceu um copo do “bom e velho Constantia” à Marianne, quando esta estava transtornada ao saber da senhorita Grey e Willoughby.

Semana passada recebi a reportagem do Estadão (muito obrigada, Mrs. Muzyczuk) sobre o vinho. A primeira providência foi falar com sobrinho sommelier!

Como o assunto é extenso e interessante vou publicá-lo este fim de semana no Lendo Jane Austen.

PS: Hoje, no Estadão online, saiu um pequeno artigo sobre vinhos que menciona de passagem o vinho: “Cápsula do tempo“.

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