Gazeta de Meryton, 9 de setembro de 2018

Editorial

Esta edição da Gazeta de Meryton de setembro de 2018 será uma conversa com os leitores do Jane Austen em Português há muito tempo adiada mas necessária.

Nos últimos três anos a produção de textos diminuiu por vários motivos, todos pessoais. E este ano está sendo muito difícil para mim. Escrevi quase somente os posts de sorteio do aniversário de 10 anos do blog, e agradeço a constância e o carinho de vocês que continuam me acompanhando.

Aproveito para agradecer às editoras Nova Fronteira, L&PM, Cia. das Letras e Zahar que graciosamente enviaram seus exemplares de Jane Austen para presentes neste aniversário. Agradeço também a todas as editoras que ao longo destes dez anos não só presentearam os meus leitores como também contribuíram para a Biblioteca Jane Austen.

Relendo o que escrevi acima parece uma despedida. Não é! Até o final do ano escreverei posts esporádicos e dos sorteios de outubro, novembro e dezembro. A partir do ano que vem ainda estou pensando o que fazer, muitas ideias mas ainda bem confusas. Parafraseando Scarlett O’Hara, ano que vem será outro ano!

Estou organizando e selecionando livros de uma biblioteca que há mais de quinze anos está numa casa fechada sem que ninguém a usasse. Vocês podem imaginar o estado de alguns livros; preciso trabalhar de luvas e máscara. Não encontrei Jane Austen mas a coleção da Encyclopedia Britannica compensa. Bom domingo!

gazeta-de-meryton-setembro-2018 e Encyclopedia Britannica

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A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata

A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata é o título em português, tanto do filme que está no Netflix como do livro publicado pela editora Rocco.

Que nome comprido e maravilhoso para uma sociedade literária! O motivo deste post no blog é a menção a Jane Austen no filme. O livro ainda não li mas colocarei parte da sinopse da editora para vocês terem ideia da história:

O título conta a história de Juliet Ashton, uma escritora em busca de um tema para seu próximo livro. Ela acaba encontrando-o na carta de um desconhecido de Guernsey, Dawsey Adams, que entra em contato com a jornalista para fazer uma consulta bibliográfica. Começa aí uma intensa troca de cartas a partir da qual é possível identificar o gosto literário de cada um e o impacto transformador que a guerra teve na vida de todos. As correspondências despertam o interesse de Juliet sobre a distante localidade e narram o envolvimento dos moradores no clube de leituras – a Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata –, além de servirem de ponto de partida para o próximo livro da escritora britânica.

Com a formação improvisada de um clube literário, como álibi das escapadas dos moradores da ilha de Guernsey depois do toque de recolher imposto pelos alemães, eles começam a procurar livros para o suposto clube. Um dos livros encontrados foi Northanger Abbey. No início os alemães, desconfiados, enviaram um monitor para verificar a veracidade das reuniões. Mas o coitado do soldado acabava dormindo com as leituras em voz alta e a turma se divertia à beça! Destas duas cenas montei a imagem abaixo para ilustrar o post.

A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata, de Mary Ann Shaffer e Annie Barrows, tradução de Léa Viveiros de Castro, Editora Rocco.

Quando li o título em inglês – The Guernsey Literary and Potato Peel Pie Society – fiz aquela tradução mental que normalmente fazemos e ficou assim: “Sociedade Literária da Torta de Casca de Batata de Guernsey”.  Foi só comigo ou mais alguém também?

PS: Procurei a capa de Northanger e não achei essa edição.

A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata

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