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MISCELÂNEA,  Orgulho e preconceito

Orgulho e preconceito comparado: 1940, 1995 e 2005

Video com cenas da estadia de Elizabeth Bennet em Netherfield Park por ocasião do resfriado a irmã, Jane, nas versões 1940, 1995 e 2005. Muito bom para comparar as versões e só lamento não ter a de 1980. Com esta montagem descobri alguns detalhes sobre as atuações dos atores Colin Firth, Laurence Olivier e Matthew Macfadyen.

Laurence Olivier faz um Darcy um pouco debochado o que difere bastante da ironia do personagem do livro, um tanto seca e quase rude. Sem contar alguns trejeitos efeminados, mas isto parecem que era um estilo dos filmes daquela época.

Matthew Macfadyen faz um tipo tristonho e amuado, bem diferente do Darcy original. E para completar, detalhe que só percebi agora na comparação, suas falas são ditas aos borbotões como se quisesse acabar logo com a conversa. Uma pena, pois sua voz de barítono é muito bonita.

Já Colin Firth fica entre o sério e o divertido discreto. Sem contar que suas falas fluem naturalmente com os olhares que lança para Elizabeth. Na minha opinião a melhor atuação até agora.

Obrigada, Jacqueline Plensack!

You Tube E5D7S

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24 Comentários

  • Bárbara Olivier

    Eu não assisti a versão de 1940, então meu julgamento pode estar errado, mas esse Darcy parece muito falante e amigável, dá quase para simpatizar com ele logo no início do filme. Interessante também notar como as falas da Elizabeth são as mesmas, mas parecem mais agressivas na versão com a Keira Knightley, enquanto que com a Jennifer Ehle elas são irônicas e, na minha opinião, mais parecidas com o tom da Lizzie do livro.

    E o Bingley sempre sorridente, não importa a época.

    • Raquel Sallaberry

      Bárbara.

      sim, o Darcy de Olivier é bem simpático.

      As falas da Keira, não sei se por orientação do diretor, beiram a falta de educação. Mr. Bingley parece uma verdade universal, é sempre o mesmo, não filmagem ou diretor que consiga fazê-lo sair de seu sorriso!

      • Jacqueline

        Impossível não gostar desse Darcy. Ele é SÓ o OLIVIER…rs

        Contra todas as expectativas eu gosto muito da versão de 1940, apesar de mudarem a época, apesar de usarem restos de cenários e figurinos de …E o Vento Levou.

      • Raquel Sallaberry

        Jacqueline,

        acredito que você vai amar o primeiro artigo dos leitores-convidados.

  • nanda cantao

    Raquel tambem acho q a atucação de Colin Firth é a melhor de todas… mas Matthew Macfadyen é meu Darcy preferido… ele é muito fofo… e que voz, q voz, q voz…=D

  • Marina

    Noooooossa!! Ô missão! Bem… vou ressaltar os pontos positivos das 3, afinal, considero que cada obra contribuiu ao seu modo em nos mostrar o universo Austen.

    * O&P 1940: Laurence Olivier e “o Darcy”!! Até agora me “apavora” como Laurence conseguiu mostrar Mr. Darcy em todas as suas facetas! Arrogante, marrento, surpreso e desarmado, apaixonado e doce.

    *O&P 1995: Tem a vantagem de ser série e assim mostrar a obra completa. Colin Firth tb ajudou a “salvá-la” e me dar estímulo para vê-la.

    *O&P 2005: Ah gente…. ai, ai (suspiros)!! Estou escolhendo o que falar, mas é difícil! É a versão do meu coração! Foi ela quem me trouxe para o mundo de Jane, foi ela que me trouxe p/cá, até vcs! Bem… não é a versão mais fiel, mas é a mais tocante, tudo nela se combinou tão bem que não tem como não gostar! Um personagem era o complemento do outro, um ator complementava outro,a música, os cenários, as paisagens! Vc sente vontade de estar lá com eles!
    E vc tem razão Nanda, Matthew Macfadyen, não só a voz, mas ele todo é uma loucura!! Eu sempre brinco que a voz dele é afrodisíaca kkkk! Especialmente qdo me recordo da cena extra do beijo e ele repetindo aos sussurros “Ms. Darcy”, gente o que é aquilo…!? Ele tb é o “meu Darcy”!
    E Keira…! Me pergunto por onde anda a moça talentosa que foi parar no Oscar com Lizzie Bennet! Acho que é o único filme hj que gosto de vê-la!

    Essa versão é bela! Faz um bem ao coração assistí-la!

    p.s.: alguem contou quantos metros de seda eu rasguei? me perdi nas contas! 😛

    • Raquel Sallaberry

      Marina,

      quanta seda esparramada pelo blog!
      Laurence é tudo (suspiros…)
      Andrew Davie fez um trabalho maravilho junto com ótimos atores.
      Em 2005 desperdiçaram ótima oportunidade e também um ótimo ator, pois Macfadyen é muito melhor do que aquela interpretação.

      • Jacqueline

        Eu tenho um sério problema com o filme de 2005. Tudo nele é perfeito: os cenários, os figurinos, a trilha sonora, a ambientação, os atores….

        quer dizer, TODOS os atores são perfeitos menos a Keira, que é a pessoa mais importante ali. Também não sei se foi orientação do Wright ou toque dela, mas eu não consigo simpatizar com a Elizabeth dela. A Elizabeth é irônica, arrojada, independente…tudo o que ela não é. Ela virou uma heroína ^comum de novela romântica: ri como uma tola, arfa o tempo todo e não diz a que veio. Toda vez que vejo o filme fico pensando o que o Darcy viu nela. E isso é, infelizmente, uma falta grave para mim.

        Soube que a escolha original do Wright para fazer a Elizabeth era a Romola Garai. Baseada no que vi dela desde então, e na Emma estupenda que ela fez, acho que Romola se sairia muito melhor. E ela tem os “fine eyes” mais lindos do mundo…rs

        Quanto a Keira ser indicada ao Oscar, acho que naquele ano rasparam o tacho, não tinha sido uma safra boa de atuações femininas e eles precisavam de alguém para preencher a cota.

        Ok, chega de maldade, vamos voltar ao Matthew que ele é muito mais interessante.

      • Raquel Sallaberry

        Jacqueline,

        desde já peço autorização para usar sua expressão sobre Keira “arfando o tempo todo” se um dia eu me dispuser a escrever sobre a versão 2005. Tenho a maior preguiça com essa versão que me emocionou num primeiro momento e com o passar do tempo foi se tornando a menos agradável de todas com algumas ressalvas, é claro.

        Voltemos ao Matthew pois um bom ator nunca será desmerecido por um atuação somente.

      • Aline

        Talvez a atuação da Keira como Lizzie tenha sido um pouco, digamos, afetada… Mas não podemos negar que, apesar dessa atuação específica, ela é uma grande atriz. Que o diga a atuação dela em “Desejo e Reparação”, “Um método perigoso” e agora em “Ana Karenina”.
        PS: Os dois filmes também são do Joe Wright!

      • Aline

        Aproveitando a discussão sobre os atores, deixa eu perguntar: sou só eu que fico incomodada com as sobrancelhas da Jennifer Ehle, que interpreta a Lizzie na minissérie de 1995? Sempre que assisto, tenho que me policiar pra não me distrair com as sobrancelhas tão interpretativas dela! (Porém, continua sendo a melhor Lizzie, na minha opinião).

      • Raquel Sallaberry

        Aline,

        adorei o “sobrancelhas tão interpretativas”, palavra que a próxima vez vou prestar atenção nas sobrancelhas da Jennifer Ehle!

  • Déborah

    Raquel, ainda não vi o filme de 1940, mas percebo que o Mr. Darcy dessa versão é o mais amigável de todos e também a Elizabeth, mas não gosto muito deles. E o figurino, totalmente errado (acho que é porque reaproveitaram). A versão de 1995 da BBC é a minha favorita, a mais completa e fidedigna ao livro, e Mr. Darcy tem cenas fantástica, com leves e discretos sorrisos e longos olhares apaixonados. A Elizabeth dessa versão, também concordo que é a mais parecida com a do livro, apesar de eu ter gostado bastante da representada pela Keira. O Mr. Darcy do Matthew Macfadyen, realmente é um fofo, tem uma voz apaixonante e um olhar que diz algo. E aquela cena da chuva, apesar de não ser a cena original do livro, é fantástica! Foi ali que me apaixonei por Mr. Darcy!!!!!

    • Raquel Sallaberry

      Déborah,

      os leves e discretos sorrisos além da representação do ator tem muito a ver com direção por isso sempre dou muito crédito para Andrew Davie.
      A Elizabeth da Keira, desde o primeiro momento me deixou desconfortável, com aquelas caretas.

  • Aline

    Também prefiro o Darcy interpretado pelo Colin Firth. Flui tão naturalmente, e com o charme e arrogância que imagino no Mr. Darcy do livro. Mas o Darcy do Matthew Macfadyen é irresistível! A cabeça baixo, o olhar tristonha, a voz de derreter o coração de qualquer mulher..rs

    • Raquel Sallaberry

      Aline,

      não é à toa que o um dos posts mais visitados aqui no blog é sobre Matthew Macfadyen.

  • Marina

    O defeito da versão de 2005: não ter explorado todo o talento potente do Matthew! Afinal, é um casal de protagonistas! Curiosamente ele é o tipo de profissional que não se importa com essas coisas, independente do tamanho e alcance da produção (o do personagem), lá está ele totalmente disposto a trabalhar! Qto à Keira…qdo vi esse O&P pensei “sim, ela é uma boa atriz, não aquela coisa que vi em Piratas do Caribe”. Comecei a ver outros trabalhos dela e…rsrsrrs! Descobri que ela foi Lizzie Bennet em todos kkkkkk!! Gente que horror! P/completar comecei a vasculhar o youtube vendo entrevistas e lendo outras no Google e não me agradou nadinha o modo como ela falou do Matthew…! Sobre a tal “química” que sentiu trabalhando com ele, de um jeito malicioso e derrespeitoso! Não sabemos que erros ou defeitos MM tem, mas o fato é que ele se comporta muito bem no mundinho das celebs! Ainda não vi ele se referir assim sobre qualquer colega com quem fez par! Ele tem sido muito respeitoso e isso só me faz gostar mais dele! Ai descobri que muita gente acha a Keira uma droguinha sortuda, por ser filha de atores e estar no meio e que ela é vista como meia-boca. Ela andou falando bobagens assim de Johnny Depp tb, aliás criticando o beijo dele (ela queria beijo mesmo kkkk, pode uma coisa dessas?).Uma colega até disse que o mal da Keira é homem, por isso ela cai matando nos colegas. Mas …mesmo assim, ainda amo O&P 2005, o único trabalho passável de Keira e estou me aprumando p/ver Anna Karenina, mas não sei se meu estômago aguenta aquela cara de entojo dela, se não fosse o Matthew p/ salvar…! Ah sim, não entendo pn do inglês dela, ela precisa de uns cursos de dicção por mais pesado que o sotaque seja.

    • Raquel Sallaberry

      Marina,

      não sabia dessas entrevistas e comportamento deselegantes da Keira… E sim, Matthew e sua família parecem lidar muito discretamente com a fama. Me conte depois de assistir Anna Karenina. PS: vou escrever um post sobre Anna Karenina, o livro.

  • pabla

    Adorei o vídeo em comparação das obras. Todas as versões deram seu toque pessoal ao livro, sua visão e cada uma possui seus altos e baixos. Confesso que ainda não dei conta de assistir toda a versão de 1940, uma das razões é que ali não sinto o Sr. Darcy de verdade (mais vou terminar, questão de orgulho rsrs). As mais recentes sempre me fazem em algum ponto ver os atores como o Sr. Darcy de Jane Austen, principalmente a atuação de Colin Firth, que só se destacou mais pela forma de exibição, afinal ele tinha bastante espaço para ser explorado. Mas mesmo assim, Matthew é o meu preferido, apesar do tom sombrio do personagem acho que foi uma ótima adaptação dele.

  • D'laíne

    Talvez, por ter sido o primeiro contato visual após a leitura do romance, a versão de 2005 com Keira e Matthew parece que sempre será minha preferida ever mesmo. <3
    Achei o Mr.Darcy do Matthew fantástico, com todo aquele quase desprazer em prosa, sendo o mais breve possível na fala, retratou bem o que imaginei durante a leitura, a expressão de "não tô afim" HAUSDHUASHD, a elegância, aquela tremenda voz sexy… AI, MEU CORAÇÃO. *-*

    Uma cena em particular, do Matthew, que me fez vê-lo ainda mais como "O DARCY" do livro, foi a que ele adentrou no estabelecimento dos Collins, e tentou, com todo aquele desconforto visível tentando praticar conversa com a Lizzy… aqueles segundos de silêncio e visível desconforto em seu rosto foi a imagem exata que eu tive quando li. MUITO AMOR. Mas sou suspeitíssima para falar do Matthew, suspeitíssima para falar dessa versão…
    Até os trovões na hora da discussão na chuva foram nos momentos exatos!

    A minissérie teve toda a liberdade do tempo. Com cereja deu tempo de ser mais fiel à obra!

    Mal sabia a Austen que seus romances estariam tão vivos ainda 200 anos à frente. <3