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Todos os atores que interpretaram Mr. Bennet sempre me pareceram muito mais velhos do que o Mr. Bennet de minha imaginação. De resto nunca imaginei muito mais sobre seu físico pois Mr. Bennet para mim é pura ironia.

O mais alegre dos senhor Bennet foi Edmund Gwenn de 1940. Gostei muito da atuação dele pois me passou a impressão que ele realmente se divertia com os nervos da senhora Bennet.

Em contrapartida  o senhor Bennet de Moray Watson, de 1980, apesar do fino humor do texto era muito mal humorado. Talvez seja a maneira de atuar e o tom de voz que me deram essa impressão.

Benjamin Whitrow, o Mr. Bennet de 1995, conseguiu equilibrar a ironia e uma certa irritação que não tenham dúvida Mr. Bennet, sendo quem era, teria que sentir com uma esposa e filhas tolas. Com exceção de Lizzy e Jane, é claro.

Cada vez que assisto partes de Orgulho e preconceito 2005  me decepciono mais um bocadinho. Donald Sutherland é um grande ator e atuou corretamente mas o Mr. Bennet de 2005 deixa a desejar.

Todos vocês, que já assistiram as quatro versões que menciono neste post, devem ter percebido que as imagens são do início dos filmes, onde somos apresentados ao senhor Bennet.

Os três primeiros atores estão com livros justamente para percebemos logo no início o homem culto que é Mr. Bennet, que passa maior parte do tempo lendo em sua biblioteca.

O que fizeram em 2005? Mr. Bennet estava tratando de uma planta em sua biblioteca. Assim fica difícil, não é mesmo senhor diretor?!

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4 comentários

  1. De todos, o meu preferido é o de 1940. Muito irônico, até mesmo meio debochado. Mais ou menos como eu imagino o Mr. Bennet quando leio o romance.

  2. Raquel, Donald Sutherland, como vários outros atores dessa versão de 2005, estava “overacting”, com um tom de ironia um pouco além da conta, assim como Judi Dench, como Lady Catherine de Bourg, que parecia a todo momento que ia começar a gargalhar das suas próprias falas. Eles agiam como se estivessem em um palco e, como são bons atores, com certeza foi indicação do diretor, é a minha opinião. Esse rapaz deveria ser proibido de fazer adaptações, já pensou a Anna Karenina dele como vai ser?

    1. Marcia,

      quando vi pela primeira vez o filme (OP 2005) fiquei encantada com as músicas e mesmo alguns bobagens não me incomodaram muito, a única criatura que me incomodou, e no inicio foi só um incomodo foi a Keira, fazendo caretas. Com o tempo passou a aversão. Agora sempre que vejo o filme é por dever, e vejo só partes para algo que tenha que escrever, o que atualmente é pouco. No próximo ano, bicentenário de Orgulho e preconceito, tentarei fazer uma resenha do filme.

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