Esta semana, Júnior, um dos leitores mais do que assíduo do Jane Austen em Português, comentou que considerava as ilustrações de C. E. Brock e Hugh Thomson semelhantes. Assim como Júnior eu também não entendo de técnicas e nuances de desenhos e pinturas mas gosto muito observar detalhes. Prometi então escrever sobre o assunto e o farei em três posts.
Escolhi para as comparações três edições de Sense and Sensibility: uma com os desenhos Thomson que imagino ser a técnica bico de pena e as outras duas de Brock, com as aquarelas e os desenhos entintados ou coloridos.
A cena escolhida é a conversa entre John Dashwood e sua esposa Fanny quando eles especulam sobre a ajuda que dariam para as irmãs, Elinor e Marianne e a viúva do senhor Henry Dashwood, pai de John.

A primeira imagem é o desenho de Hugh Thomson e sua legenda é uma das falas de Fanny Dashwood: “Nem posso imaginar como seriam capazes de gastar a metade disso;[…]”.¹
No desenho de C. E. Brock a legenda descreve os argumentos de John e Fanny para não ajudar a família: “Retirar três mil libras da fortuna de seu amado filho seria empobrecê-lo ao mais horrível grau.”¹
A aquarela de C.E. Brock tem o mesmo cenário de seu desenho colorido, mas muda algumas coisas como angulo de visão do ilustrador e o brinquedo do menino. A legenda é mais outra argumentação de Fanny e desta vez incluindo o marido como prejudicado também: “[…] e porque haveria ele de arruinar-se, e a seu pobre filho Harry, […]”.¹
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NOTAS
¹ As legendas em português são de Ivo Barroso, de sua tradução Razão e sentimento.
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O mais novo romance publicado em português sobre o mundo de Jane Austen é de autoria de Syrie James, As memórias perdidas de Jane Austen.