Uma festa no tempo de Jane Austen

Este semana, lendo o blog Austenised, descobri a minissérie Regency House Party, produzida pelo Channel 4, uma espécie de Big Brother no tempo da Regência. Coloco aqui a descrição de Anna que resume muito bem o que é o show:

The Regency House Party is a reality TV show, bringing together five gentlemen from the modern world and five ladies with their chaperones to spend a summer (9 weeks) is a Regency country house.  Brought back to the year 1811, the idea is to pair off the amiable bachelors with their beautiful counterparts, with match-making efforts made by the ladies’ chaperones.
Texto integral (em inglês) no Austenised: “Revisiting the Regency House Party”.

O Regency House Party é um reality show, que reúne cinco cavalheiros do mundo moderno e cinco senhoras com suas acompanhantes para passar o verão (9 semanas) em uma casa de campo da Regência. De volta ao ano de 1811, a idéia é promover o encontro rapazes e moças, todos jovens, solteiros, agradáveis e bonitos, somando-se a isso os esforços feitos em pelas acompanhantes das senhoras em prol de um possível bom casamento.

A série completa está no You Tube. Basta assistir a primeira parte (das 36) e a próxima entra na sequência.


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Jane Austen visitou Brideshead

Em post anterior comentei sobre Brideshead Revisited mas não coloquei a parte do livro que menciona Jane Austen. No capítulo dois, do terceiro volume, o personagem Anthony Blanche dá exemplos do que há de mais inglês para o protagonista, Charles Ryder.

“The next thing I saw was your very handsome volume – “Village and Provincial Architecture”, was is it called? Quite a tome, my dear, and what did I find? Charm again. “Not quite my cup of tea,” I thought; “this is too English.” I have the fancy for rather spicy things, you know, not for the shade of the cedar tree, the cucumber sandwich, the silver cream-jug, the English girl dressed whatever English girls do wear for tennis – not that, not Jane Austen, not M-m-miss M-m-mitford.

A próxima coisa que vi foi seu lindo volume -“Village and Provincial Architecture”, era este o título, não? Sem dúvida um tomo, meu querido, e o que eu encontrei? Charme mais uma vez. Não é bem o meu ‘estilo’, eu pensei, isto é muito inglês. Tenho a imaginação para coisas mais picantes, você sabe, não para a sombra do cedro, o sanduíche de pepino, a jarra de creme de prata, a garota inglesa vestida com o que quer que seja que garotas inglesas vistam para o tênis – não, nada disso – nem Jane Austen, nem M-m-miss M-m-mitford.
| Versão mea culpa, não consegui nenhuma das traduções existentes. Tradutores que passarem por aqui: socorro!|

Brideshead Revisited de Evelyn Waugh é um livro maravilhoso e se vocês tiverem a oportunidade assistam a série de 1981 com Jeremy Irons no papel de Charles Ryder, Anthony Andrews como Sebastian Flyte e Laurence Olivier (Mr. Darcy, 1940) como Lord Marchmain. E no papel da encantadora Cordélia Flyte, a atriz Phoebe Nicholls que mais tarde fez Elizabeth Elliot em Persuasão, 1995.

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