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Em 1944 foi publicada a primeira tradução brasileira de Sense and Sensibility com o título de Razão e sentimento, traduzida por Dinah Silveira de Queiroz. Ainda escreverei mais sobre essa edição, ma hoje coloco apenas o primeiro parágrafo como fiz com os anteriores.

A família Dashwood se estabelecera havia muito em Sussex. A propriedade era grande e bem no centro ficava a casa de residencia, em Norland Park, onde por várias gerações, os Dashwood levaram uma vida tão digna que conquistaram o respeito e a estima de todos os vizinhos. O último proprietário desse dominio, um celibatario que atingiu uma idade muito avançada, tivera durante varios anos, a companhia constante de uma irmã que lhe governava a casa. Mas, com a morte dessa irmã,  que precedera de dez anos a sua, o seu lar passou por grandes transformações. Para substituí-la, ele convidou para morar em sua casa a família de um sobrinho, Henry Dashwood, o herdeiro legal da propriedade e a quem ele pretendia deixá-la. Na companhia do sobrinho, da esposa e dos filhos deste, o velho “gentleman” passava os seus dias muito agradavelmente. E aumentou a sua afeição por todos eles. O cuidado constante com que o casal Dashwood procurava satisfazer-lhe todos os desejos, ditados não somente pelo interesse como também por uma bondade natural, proporcionava-lhe inteiramente o sólido conforto que a sua idade exigia e a alegria das crianças contribuia ainda para alegrar-lhe a existência.
TRAD.: Dinah Silveira de Queiroz

NOTA: copiei literalmente o texto sem corrigir acentuação.

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