Jane Austen, o amor e Adélia Prado

Lembrei de “Ensinamento” de Adélia Prado, que já mencionei aqui no blog, conversando com minha amiga Na sobre filmes melosos e com finais mais melosos ainda e que quase matam você se tiver diabetes.

Adoro este poema e hoje o coloco em destaque pois tenho certeza que Jane Austen concordaria com esta definição de amor de Adélia.

E para ilustrar, um ato de amor: Cassandra cozinhando enquanto Jane escreve, no filme Jane Austen Regrets.

Ensinamento

Minha mãe achava estudo
a coisa mais fina do mundo.
Não é.
A coisa mais fina do mundo é o sentimento.
Aquele dia de noite, o pai fazendo serão,
ela falou comigo:
‘Coitado, até essa hora no serviço pesado’.
Arrumou pão e café , deixou tacho no fogo com água quente.
Não me falou em amor.
Essa palavra de luxo.

Adélia Prado  Poesia Reunida, Siciliano, 1991

 

Adélia Prado, Jane Austen e o amor

Adélia Prado, Jane Austen e o amor

 

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Mr. D. no Jane Austen Today

Por mil e um motivos passei um tempo sem escrever para o Jane Austen Today.

Hoje, com alegria, retorno ao blog da Vic e espero manter pelo menos dois posts por mês.

Inicio com Mr. Donnie D. versus Willoughby:

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