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LIVROS JANE AUSTEN,  Razão e sentimento Razão e sensibilidade

Um presente de coração

Ganhei de Denise Bottmann este precioso exemplar de Razões do coração. Muito obrigada, caríssima!

Além de completar minha coleção Jane Austen da Romano Torres calhou de ser mais uma tradução para comemorar o bicentenário de Sense and Sensibility.

Coloco para vocês o primeiro parágrafo, do primeiro capítulo, desta tradução de Mário da Costa Pires, juntamente com o original em inglês, e durante a semana publicarei as outras traduções que disponho e assim vocês poderão apreciar os diferentes textos.

The family of Dashwood had long been settled in Sussex. Their estate was large, and their residence was at Norland Park, in the centre of their property, where, for many generations, they had lived in so respectable a manner as to engage the general good opinion of their surrounding acquaintance. The late owner of this estate was a single man, who lived to a very advanced age, and who for many years of his life, had a constant companion and housekeeper in his sister. But her death, which happened ten years before his own, produced a great alteration in his home; for to supply her loss, he invited and received into his house the family of his nephew Mr. Henry Dashwood, the legal inheritor of the Norland estate, and the person to whom he intended to bequeath it. In the society of his nephew and niece, and their children, the old Gentleman’s days were comfortably spent. His attachment to them all increased. The constant attention of Mr. and Mrs. Henry Dashwood to his wishes, which proceeded not merely from interest, but from goodness of heart, gave him every degree of solid comfort which his age could receive; and the cheerfulness of the children added a relish to his existence.

A família Dashwood habitava há muito em Sussex. A fazenda era grande e na residência, em Norland Park, no centro da propriedade, tinham vivido muitas gerações de uma maneira muito respeitável para merecerem a boa opinião geral dos seus conhecimentos circunvizinhos. O último proprietário da herdade era um homem solteiro que viveu até uma idade avançada com uma irmã, de quem foi durante muitos anos o companheiro constante. Mas a morte dela, que precedeu dez anos a sua, introduziu uma grande alteração no lar; para preencher essa lacuna convidou e recebeu em casa a família de seu sobrinho, Mr. Henry Dashwood, o herdeiro legal da propriedade d e Norland e a pessoa a quem tencionava deixá-la em testamento. Os últimos dias do velho senhor decorreram confortavelmente na companhia do sobrinho, da sobrinha e dos filhos destes. Cada vez se sentia mais ligado a eles. É verdade que as atenções constantes de Mr. e de Mrs. Henry Dashwood para com os seus desejos, não provenientes de mero interesse, mas da bondade do coração, davam-lhe toda espécie de sólido conforto compatível com sua idade; e a alegria das crianças juntava à sua existência um agradável sabor.
TRAD: Mário da Costa Pires

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