web analytics
MISCELÂNEA,  Razão e sentimento Razão e sensibilidade

O casal Brandon: Marianne e o Coronel

Eu admiro muito o Coronel, mas nunca me convenço por completo que o casamento dele com Marianne foi uma decisão acertada.

Portanto a nova enquete será sobre o casal Brandon com a seguinte pergunta:

Qual opinião de vocês sobre o casamento de Marianne Dashwood e o Coronel Brandon?

Facebook Comments Box

67 Comentários

  • Marciana

    Pra ser sincera, eu não gosto nem um pouco da Marianne, quando li o livro pela primeira vez cheguei mesmo a detestar a criatura… E ficava torcendo pra ela se dar mal e terminar a história sozinha! (Exagerei um pouco na antipatia, confesso rs) Aliás, eu achava que o Coronel Brandon ia ficar com a Elinor, que, na minha opinião, foi feita pra ele. Mas não, ele preferiu ficar com a chata sentimental!… Enfim, o casamento pode até ter sido feliz, mas, aposto que, em algum momento (creio eu que num dos rompantes emocionais de Marianne), o Coronel deve ter repensado a sua escolha…

    • Raquel Sallaberry

      Marciana,

      nunca desgostei de Marianne mas concordo com você sobre o Coronel ter repensado o casamento em algum momento.

  • Valéria

    Acredito que Miss Austen não daria um fim que não fosse feliz pra Marianne…logo o devotado Cel. Brandon acabou por conquistar o amor de Marianne, pois o que ela tinha por Willoughby tem todas as caracterísitcas de paixão ( que conforme estudiosos dura sete anos), com o Coronel Brandon ela descobriu o verdadeiro amor.

    • Raquel Sallaberry

      Valéria,

      não discordo do desfecho do livro em si, só tenho minhas dúvidas sobre Marianne ter realmente se apaixonado por Brandon.

    • Raquel Sallaberry

      Larissa,

      não digo que seja esse o caso de merecimento, mas talvez afinidade…

  • Elaine Dashwood

    Jane Austen faz um contraste de propósito entre a paixão que Marianne nutria por Willoughby e o amor tranquilo que passou depois a ter pelo coronel Brandon, para marcar a maturidade da personagem.

    Não tenho dúvida nenhuma de que o casamento foi ótimo para ambos, e se Marianne não demonstrou pelo coronel a mesma paixão que exibia com relação a Willoughby, é normal, mas não quer dizer que não o amasse também. Nós somos assim e temos diferentes formas de amar conforme nossa maturidade emocional. Por isso admiro o final que Jane Austen deu a ela, pois é condizente com a vida real. E também, por isso, acho graça quando tentam enquadrar as obras de Jane Austen dentro da escola romântica, pois de romântica ela não tem nada.

    • Raquel Sallaberry

      Elaine,

      entendo o propósito de Jane Austen e também concordo contigo, Jane Austen não é romântica de jeito nenhum.
      O que ocorre é que desconfio que Marianne respeitaria o Coronel e lhe quereria bem, mas sempre restaria a vontade de ter vivido até as últimas consequências de uma relação mais passional.

  • Aline

    Olá, Raquel!
    Bom, na primeira vez que li “Razão e sensibilidade”, confesso que não me simpatizei com a Marianne. Mas depois de ler pela segunda, terceira, quarta, quinta, sexta vez, confesso que consegui entendê-la, e até me identifiquei mais, em alguns momentos, com ela. A Marianne é uma pessoa que se deixa guiar apenas pelo sentimento, pela paixão. Isso reflete na sua natureza artística e musical. Ela é mais sensível por natureza e, talvez por isso, também é mais impulsiva e deixa levar pelos sentimentos. Acho que ela é um extremo, e Elinor é outro. Sempre achei que uma é o “sense” (razão) e outro é a “sensibility” (sensibilidade/sentimento).
    Então, acho que Marianne combina, sim, com o Coronel Brandon, porque eles se “balanceiam” e um completa o outro: Marianne faz com que o Coronel leve as coisas menos a sério, e seja mais sensível com as artes e a natureza, e o Coronel ensina maturidade e tranquilidade ao coração sempre inquieto de Marianne.
    No fim das contas, penso Elionor não se casaria com ninguém além de seu querido Edward. Então todos ficaram felizes!

  • Nadia

    Nossa Elaine e Raquel, concordo completamente, Jane não é uma romântica. Gosto especialmente da diferença que ela estabelece entre amor e afeto e, creio, dando preferência ao último. Quanto a Marianne sonhar com uma relação mais passional depois de um tempo…quem não o faz! Sonho em encontrar um Coronel Brandon para casar, mas quando assisto a um filme como Thor e vejo o tamanho daquele deus trovão…ahahaha. Agora falando sério, minhas amigas não entendem porque Charlotte casou com o sr. Collins. Eu digo que compreendo a escolha, a personagem é pragmática, uma diplomata. É uma escolha que marca a condição da maioria das mulheres na época (e até bem pouco tempo atrás) – sem opção de trabalho e tendo que garantir o futuro. Atualmente nós temos o benefício da independência financeira, mas tenho várias tias e conhecidas que fizeram o mesmo que Charlotte.

    • Raquel Sallaberry

      Nadia,

      também entendo Charlotte além de admirar a coragem de administrar o falar sem alívio de Mr. Collins!

  • Valéria

    Creio que Marianne viveu esta relaçao mais passional dentro do que ela podia, ela empreendeu esforço indo até Londres, enviando as correspodências, até que compreendeu que não havia mais nada a fazer, quem não viveu foi Willoughby por medo de viver uma vida humilde ao lado de Marianne e perder uma vida de luxo.Não sou muito daquele ditado”opostos se atraem”, mas vejo Cel. Brandon admirando em Marianne aquilo que ele não tem ou que tem lá no fundo e não tinha coragem de exprimir.

    • Raquel Sallaberry

      Valéria,

      “quem não viveu foi Willoughby”

      não havia olhado por esse ângulo… interessante! Não tenho dúvida que o Coronel era apaixonado por Marianne, em parte por ver nela o seu antigo amor.

  • Beatriz

    Concordo com a Elaine. Acho que o amor que a Marianne passou a sentir pelo Coronel marca a maturidade dela. De início eu também achei estranho eles terminarem juntos, mas depois comecei a pensar e agora simplesmente acho lindo o final que Jane Austen deu para os dois. O Coronel Brandon é um homem maduro, que já vivenciou e sabe o que é o amor de verdade. Não há ninguém melhor para fazer a Marianne entender o que realmente é o amor além da paixonite.

    • Raquel Sallaberry

      Beatriz,

      na minha opinião o que Marianne sentiu por Willoughby foi amor, não correspondido no primeiro momento, como o próprio Willoughby confessou mais tarde.

  • Fernanda Huguenin

    Serei sincera, nas minhas leituras de S&S, eu via mais
    química entre Elinor e o Brandon, do que Marianne e Brandon rs.

    Pois é, mesmo adorando o livro, achei que a Jane podia ter acrescentado umas páginas dedicadas a aprofundar o amor da Marianne pelo coronel, da parte dele sabemos que ele a amava, já da Marianne…acho que sim, afinal,ela não seria do tipo que casaria com um homem sem ter sentimentos fortes por ele.

    Sobre o casamento, acho que fez bem aos 2, cada um conseguiu ajudar ao outro, Brandon ajudou Marianne a ser mais suave em seus sentimentos e atos, e Marianne deu mais vida ao coronel.

    • Raquel Sallaberry

      Fernanda,

      tenho visto mais pessoas comentarem dessa química entre Elinor e o Coronel, mas eu nunca senti…
      Eu também gostaria que o romance se prolongasse mais um pouquinho por conta de minha cuiriosidade sobre os Brandon!
      Aliás, li o livro de Jane Odiwe, Willoughby’s Return justamente por conta disso e posso dizer que é bastante delicado.

  • Magda

    Adorei o final que nossa Jane Austen deu para o Cel. Brandon e Marianne Dashwood. Quando somos jovens nos enganamos muito facilmente em relação ao que chamamos de ” O Homem perfeito “, aquele que achamos que vai nos amar, compreender e ficar do nosso lado para o que der e vier… Quanta ilusão! O coronel Brandon tem um amor sincero e maduro pela Marianne e, na minha opinião, ele a conquistou aos poucos e no final, ela realmente o amava! Esse é o verdadeiro Amor; o resto é só ilusão. Mr. Willoughby se tornou uma tulipa negra e despedaçada diante do charmoso e enigmático Cel. Brandon …. rs rs rs

    • Raquel Sallaberry

      Magda,

      vejo que você é uma apaixonada pelo Coronel! Mas vamos dar um crédito para Marianne, ela amou Willoughby e ele também a amou, mas claro que ele agiu como um canalha.

  • Solange Simões

    Olá, Raquel
    eu concordo com você. Nunca senti um amor verdadeiro da Marianne pelo Coronel Brandon. Talvez um casamento por conveniência….

    Pelos comentários que li até agora, concordo com a Fernanda sobre Jane dedicar algumas páginas a mais para nos convencer de que Marianne despertou para esse amor com todo seu coração.

    Mas também sempre achei que o Coronel Brandon, na idade que tinha, ficou apaixonado de uma maneira fulminante demais. Ficou quase que obcecado por ela…E eu misturo um pouco a vida real com a literatura e acho que esses coroas babando por mocinhas são muito ridículos..rs…

    • Raquel Sallaberry

      Solange,

      eu não compararia o Coronel com os tolos de hoje, mas concordo que ele ficou um pouco obcecado por ela tendo em vista seu (dele) amor de juventude.

  • Pâmela

    Bem quando li R&S fiquei triste pelo Willoughby, e não senti que havia amor entre Marianne e C. Brandon, mas olhando para o caráter de ambos creio que foi uma união adequada.

  • Lorene

    Estou lendo o livro pela terceira vez e agora que estou me aproximando do final vou tentar analisar melhor essa relação entre Brandon e Marianne. O que não consegui entender realmente nas vezes anteriores que li é em que momento Marianne de fato passa a apaixonar-se pelo Coronel. O amor dele é incontestável do início ao fim e logo se evidencia, mas o de Marianne ainda me deixa dúvidas. Talvez uma explicação seja que que naquela época o sentimento de gratidão era um fator importante ao eleger um cônjuge, o que sempre percebo ao ler Jane Austen, e acho que esse era o caso de Marianne até onde o livro conta a história. Mas ao imaginar a continuação acho que ela de fato aprendeu a amá-lo com o tempo. Afinal como não amar um tal homem?

    • Raquel Sallaberry

      Lorene,

      eu acredito que ela nunca se apaixone pelo Coronel. Ela passa admirá-lo, respeitá-lo e ao fim e ao cabo, talvez amá-lo.

  • Aline

    Olá, Raquel!
    Bom, na primeira vez que li “Razão e sensibilidade”, confesso que não me simpatizei com a Marianne. Mas depois de ler pela segunda, terceira, quarta, quinta, sexta vez, confesso que consegui entendê-la, e até me identifiquei mais, em alguns momentos, com ela. A Marianne é uma pessoa que se deixa guiar apenas pelo sentimento, pela paixão. Isso reflete na sua natureza artística e musical. Ela é mais sensível por natureza e, talvez por isso, também é mais impulsiva e deixa levar pelos sentimentos. Acho que ela é um extremo, e Elinor é outro. Sempre achei que uma é o “sense” (razão) e outro é a “sensibility” (sensibilidade/sentimento).
    Então, acho que Marianne combina, sim, com o Coronel Brandon, porque eles se “balanceiam” e um completa o outro: Marianne faz com que o Coronel leve as coisas menos a sério, e seja mais sensível com as artes e a natureza, e o Coronel ensina maturidade e tranquilidade ao coração sempre inquieto de Marianne.
    No fim das contas, penso Elionor não se casaria com ninguém além de seu querido Edward. Então todos ficaram felizes!

    • Raquel Sallaberry

      Aline,

      num ponto concordo inteiramente com você: Elinor não viveria sem o seu Edward, arrisco dizer que era capaz de ficar solteirona caso ele tivesse com aquela pilantra da Lucy Steel.

  • Amanda Vieira

    Acredito que ela teve uma recompensa muito boa, visto toda a conduta dela durante o livro…

    • Raquel Sallaberry

      Amanda,

      você está sendo muito dura com a nossa pobre Marianne!

  • Lorene

    Raquel, li ainda pouco uma frase do capítulo final livro que me convenceu que Marianne realmente amou o Coronel Brandon com o tempo. Diz que com toda sua intensidade “Marianne jamais poderia amar pela metade”. A princípio casou sim por gratidão, mas com passar do tempo entregou de fato seu coração a ele por inteiro. Depois daí consigo ver então uma reciprocidade que me faz acreditar que eles foram felizes.

  • Ana Spoladore

    Eu gosto da Marianne, na medida em que ela é o contraponto à personalidade da Elinor. Até aí, tudo bem. Acho que se a Marianne se torna capaz de amar o Coronel foi porque tudo o que ela acreditava veio por água abaixo, desmoronou. Ela não envelheceu, mas amadureceu muito em pouco tempo, porque a realidade foi muito dura com ela por conta de seu comportamento.
    Neste caso, acho que ela mudou de opinião. Acho que foi rápido demais, mas como o Coronel cuidou dela quando ela estava doente, isso dá aquela sensação de proteção, o que pode ter influenciado na decisão dela.
    Porque ela estava na pior, ela teve que repensar no assunto, e viu que amor é mais importante que paixão.
    Mas acho que eles tiveram um casamento feliz, com ele cedendo aos caprichos dela, não duvido nada.
    Só achei que na minissérie de 2008 eles não têm química alguma. O ator que faz o Coronel faz uma cara de sedutor, sei lá. Um ar sério além da conta.
    E a Jane tem esse lance de final de livro como final de novela. Os maus se dão mal, os bonzinhos se casam/engravidam etc.
    Marianne não era má, era apenas meio cabeça de vento hehehehe

    • Raquel Sallaberry

      Ana,

      não me dei conta do ar sedutor do David Morrissey… Sobre os caprichos de Marianne, concordo com você inteiramente.

  • Meiri

    Ai, esse assunto mexe com todo mundo…
    No meu caso sempre que leio razão e sensibilidade fico com aquela sensação de que o coronel não se apaixonou de fato pela Marianne, pra mim ele ama na verdade a ‘imagem’ de Eliza que se reflete nela. A todo momento percebe-se o dejavú do coronel, associando todas as situações, como o aperto de mão de uma Marianne convalescente, às suas lembranças da amada Eliza, ele deseja agir de maneira diferente agora, pois ele sente culpa do destino de Eliza, mas Marianne e Eliza (por mais parecidas que sejam) são diferentes, por isso acredito que foi Willoughby quem realmente se apaixonou pela alma, pela essência de Marianne,mas agiu como um canalha e perdeu sua chance.
    Já Marianne nunca amou o coronel, ela se sentiu grata, e aquela frase sobre “não saber amar pela metade” para mim significa que ela não sabia não se dedicar inteiramente, ela tinha obrigação de como esposa se dedicar ao marido, e a felicidade de Marianne foi simplesmente a de ver Brandon feliz, e como li no prefácio de Tony Tanner a Marianne romântica está ‘morta’, a Marianne do final do livro foi podada para se enquadrar nos padrões que a sociedade exige, uma letargia de seus sentimentos em nome dos padrões e costumes. É cruel, mas Marianne é a única heroína de Jane que não foi plenamente feliz.

    • Raquel Sallaberry

      Meiri,

      eu acredito que o Coronel mistura um pouco a imagem de Eliza e Marianne, mas está apaixonado pela última.

      E sobre o Willoughby você disse tudo. Ele era e continuo sendo um pilantra charmoso, mas foi quem amou a essência de Marianne!

  • Fernanda Huguenin

    Meire também fiquei pensando nisso, do amor do
    Brandon pela Marianne ser baseado em um amor passado,rs.

  • Marina

    Bem…eu não vou muito com a cara da Marianne, coisinha chaaa-ta! Mas acredito que com a porrada que levou de Willoughby foi boa para ela amadurecer e esse amadurecimento serviu p/ela ver o Coronel com outros olhos. Mas, sabe que fiquei intrigada agora com essa idéia: O Coronel enxergar em Marianne a falecida amada…faz sentido.

    • Raquel Sallaberry

      Marina,

      a sombra do passado, presente no livro, é algo que sempre vai assombrar o casamento deles. Não podemos esquecer que a filha de Eliza que é a protegida do Coronel tem um filho de Willoughby e que Marianne terá que conviver com essa criança, mais cedo ou mais tarde.

  • Ana Spoladore

    Nossa, Meiri, achei SENSACIONAL suas conclusões.

    Também me incomodava essa questão de ela lembrar o Coronel de alguém do passado. Nunca acho isso saudável, nem neste caso.

    É como se o Coronel tivesse encontrado uma coisinha pra cuidar, como uma flor frágil.

    • Raquel Sallaberry

      Ana,

      conforme eu disse para a Marina, e o Coronel também cuidará do filho de Willoughby com a protegida dele. É o passado sempre presente.

  • Na

    Não duvido que ela goste dele, mas parece que ela se rendeu, com medo de ficar pra titia (?), depois da primeira decepção. À primeira vista, me pareceu mais um casamento fraternal, pelo menos da parte dela.

  • Mi Müller

    Olá Raquel!

    Conclui a leitura de Razão e Sentimento (edição da L&PM) há poucos dias e ainda me sinto um pouco incomodada com o casamento de Marianne e o Coronel, a mim pareceu que ela simplesmente se rendeu as pressões sociais devido a toda a desilusão e sofrimento causados pelo relacionamento com Willoughby. Não tinha atentado para o detalhe que a Meiri citou, de que o coronel amava a imagem de Eliza refletida em Marianne, no entanto esta observação é muito pertinente e nos abre um campo de análise, reflexão e debate muito mais aprofundado que nos levaria a dissecação psicológica dessa relação hehehehehhe, de forma mais simplificada acredito, assim como tu, que Marianne apesar do amor e respeito que tem pelo Coronel, carrega um sentimento de incompletude por não ter vivido plenamente uma paixão arrebatadora.
    até mais…

    • Raquel Sallaberry

      Mi,

      creio que Marianne nunca trairia o Coronel, mas como você muito bem colocou, lá estará o sentimento de incompletude!

  • Nique

    “Não podemos esquecer que a filha de Eliza que é a protegida do Coronel tem um filho de Willoughby e que Marianne terá que conviver com essa criança, mais cedo ou mais tarde”

    Não necessariamente Raquel, lembra-se da personagem Harriet Smith, que nunca havia conhecido os pais, que no entanto pagavam o colégio interno em que ela vivia, naquela época o Colonel poderia muito bem manter a Elisa e a filha dela sem ter nenhum contato com ambas…

    Raquel eu teria dúvidas em relação ao casamento deles, se ela o houvesse aceitado pouco depois da decepção com o Willoughby mas,no entanto creio que Marianne nesse tempo passou a dar mais importância a outras qualidades em um marido, menos na forma como ele declamava poesia e mais em suas atitudes, creio que a admiração e respeito que ela passa a ter pelo colonel com o tempo podem sim ter se transformado em amor, e criado uma base sólida para esse casamento, talvez dessa vez Marianne pode não ter estado loucamente apaixonada pelo Brandon como que ela esteve pelo Willoughby até por que na época ela tinha 16/ 17 anos e felizmente as pessoas amadurecem, mas isso na minha opinião nao significa que o casamento estava fadado ao fracasso.

    • Raquel Sallaberry

      Nique,

      não acredito que o casamento deles fosse fadado ao fracasso pois era uma época que se você conseguisse quem lhe respeitasse e amasse era tirar na sorte grande mas continuo achando que o casamento foi mais vantajoso para o Coronel, como a própria Jane deixa escapar no último capítulo:

      “They each felt his[Coronel] sorrows, and their own obligations, and Marianne, by general consent, was to be the reward of all.”
      “Todos ponderavam os desgostos do Coronel, e em suas próprias obrigações: Marianne, pelo consenso geral, seria a recompensa de tudo.”

      e para completar:

      “She was born to overcome an affection formed so late in life as at seventeen, and with no sentiment superior to strong esteem and lively friendship, voluntarily to give her hand to another!”
      “[Marianne] Nascera para superar uma afeição que aparecera em sua vida já os 17 anos, e, sem a ajuda do outro sentimento senão a de uma forte estima e uma viva amizade, voluntariamente dar a mão a outro!…
      (trad. Ivo Barroso)

      Quando me refiro a conviver digo, não necessariamente conviver na mesma casa ou visitar assiduamente, mas conviver com o fato e provavelmente com algum encontro ocasional. E também duvido de-ó-dó-Dóra que Marianne não teria curiosidade em conhecer esta criança. Enfim, tudo especulação minha!

  • Meiri

    Fiquei feliz de ter aberto uma nova possibilidade, Raquel não tinha pensado no filho de Willoughby, aí tudo fica muito mais complicado, no entanto continuo com a ideia fixa de que o Coronel Brandon ama a lemrança de Eliza, talvez a convivência matrimonial aos poucos fosse dissipando esse fantasma, mas é evidente que foi a principal motivação do coronel para se afeiçoar a Marianne.

    • Raquel Sallaberry

      Meiri,

      tampouco é algo condenável… o fato de amar as lembranças acontece com todos.

  • Rebeca

    Olho com simpatia para este casal. E, sinceramente, acho que não há nada mais passional do que um homem apaixonado e constante no seu amor. Cel. Brandon é assim. Já Willoughby é muito fraquinho: qualquer ventinho, já sai correndo! É de “murchar”! rsrsrs Uma mulher apaixonada como Marianne sofreria, mais cedo ou mais tarde, com Willoughby. Ela poderia curtir Willoughby, poderia passar um tempo (efêmero) com ele, como fez, mas, para ser feliz mesmo, era preciso amadurecer mais um pouco e encontrar alguém mais maduro de espírito – e não necessariamente velho. Calhou de o Cel Brandon ser “um pouco” mais velho e maduro de espírito.
    A Marianne apaixonada por Willoughby me lembra as adolescentes apaixonadas: é tudo muita emoção, mas por causa da turbulência hormonal da idade mesmo. Quando cresce e olha pra trás se pergunta: “como fui gostar daquele moleque?” Acredito que ela, passados muitos anos felizes e constantes ao lado do Cel Brandon, se perguntou a mesma coisa com relação a Willoughby.

    (Bom, deu pra ver que não simpatizo com o calhorda do Willoughby, né? rsrsrs Mas quem se deu mal mesmo foi ele. Bem feito! Quem mandou ser fracote?!)

  • Paula M.

    Raquel,
    Eu pessoalmente duvido que Marianne tenha se apaixonado pelo Cel. Brandon. Acredito que ela tenha se convencido de que sim, já que parecia ser o certo (para mim, ela estava numa fase muito influenciável no final do livro). Concordo com a Lorene em relação ao papel da gratidão no casamento, nos livros de Jane isso é muito claro. Também sempre achei que o amor do Cel. pela Marianne era contaminado pelo amor dele por Eliza. Concordo totalmente com os comentários de Meiri. Meu desejo (não realizado) era de que Brandon e Elinor se apaixonassem um pelo outro, pois penso que Marianne e Edward são apenas recompensas pelas virtudes de seus respectivos cônjuges.

    • Raquel Sallaberry

      Paula,

      eu não consigo ver essa possibilidade de Elinor e o Coronel! Mas muitas pessoas falam isso, quando começam a ler e ainda não sabem a história.

  • Nique

    Ah Raquel quando mencionei que nao acreditava que estava fadado ao fracasso, só estava mesmo dando meu pitaco haha nao quis dizer que você pensasse isso, até porque se pararmos para analisar, fracasso no casamento hoje em dia seria divórcio e naquela época isso era um processo muito caro, escandaloso (Julia que o diga) mas eu concordo com você que o Brandon “se deu bem” nesse casamento, Raquel faz muito tempo que li S&S, no entanto, essa parte aqui: and with no sentiment superior to strong esteem and lively friendship, voluntarily to give her hand to another! ” me faz compreender o porquê do seu questionamento em relação ao casamento de ambos, strong steem não é amor, mas também naquela época poucas pessoas podiam se dar ao luxo de casar por amor, e talvez eles prescindissem do sentimento em favor de outras coisas ($$$)… Jane austen certamente dava importância ao dinheiro, talvez o HEA da Marianne tenha sido voltar a ter $$$ hehe, brincadeira, mas enfim respondendo definitivamente a pergunta do post eu sou muito otimista em relação ao fim das heroinas de Austen, ela pretendia dar à elas um final feliz, logo acredito que a Marianne acabou contente com Brandon!

    PS.: Raquel o que vc acha do Knightley ter dito que se apaixonou pela Emma quando ela tinha 13 anos, ele teria 29 na época??? Gostaria de saber sua opinião.

    • Raquel Sallaberry

      Nique,

      eu entendi e por fim concordamos que o Coronel “se deu bem”!

      Sobre o Knightley eu teria várias interpretações e ao mesmo tempo poucas certezas. É um tema interessante, quem sabe para uma enquete futura…

  • Sandra Cabral

    Raquel
    Eu acho o final do livro, muito adequado todas as heróinas Austen tem seus desafios, e as irmãs Dashwood são desafiadas a crescer e a Marianne sempre impulsiva, só sofre mais porque é romântica e aposta todas as fichas de uma vez e sabe como é né? acho que a união dela no final das contas com o coronel Brandon é aquele jeito de mostrar que Paixão é diferente de amor, pois amor é maior, envolve cuidados, carinho,é a prova do tempo, e as heróinas das outras obras também aprenderam a amar os seus moços ou se descobriram amando diante de atos cavalheirescos, e estes como sabemos sempre sobraram no coronel…
    Bjs

    • Raquel Sallaberry

      Sandra,

      o Coronel é talvez mais gentil dos cavalheiros de Jane Austen.

  • Sandra Cabral

    Raquel desculpe publiquei sem querer um resposta incompleta delete ela pra mim por favor.
    Obrigada

  • Naga

    A primeira vez que li Razão e Sentimento eu detestei a personagem Marianne…achei que ela tivesse uma “cabecinha de borboleta” e fosse muito mimada.

    Posteriormente passei a associar (era exatamente o que Jane Austen queria, eu acho rs) que Marianne era o “Sentimento” que o título do livro confessava. Por conta do “Sentimento” às vezes somos volúveis, mudamos de atitude, passamos a observar realmente quem nos rodeia ou não, nutrimos algo, somos levados pelo momento. Eu observava Marianne como o oposto da “racional” Elinor.

    Para equilibrar a fragilizada e sentimental Marianne (após o $#@!$# do Willoughby a machucar tanto) o Cel. Brandon se fez importante. Sempre a amara mas não era visto por Marianne, era maduro, seguro de si…era a segurança que Marianne precisava e que ela por ser tão “avoada” não percebia que também o amava. Após o incidente da paixão por Willougby, a situação financeira, a reputação, Marianne de fato cresceu e passou a compreender o que era amor. Existem vários tipos de amor,e Marianne amou o Coronel Brandon ao seu modo, e para ele aquilo bastava. Ele era perfeito para estar ao seu lado nesse momento.

    • Raquel Sallaberry

      Naga,

      mais de uma pessoa já comentou comigo o fato de terem detestado Marianne, pelo menos na primeira leitura. Me surpreende este rigor com que a personagem, que pode ser romântica e avoado como diz – e concordo com você neste ponto – mas não é má, é percebida.

  • Naga

    Nossa, agora que percebi que eu e a Aline temos opiniões parecidíssimas! rsrs (^.^*)~

  • pabla

    Olá Raquel! Bela questão essa do casal Marianne e Cel. Brandon, pelo que eu li por aqui ninguém é muito animado com a escolha do par romântico de Jane. E eu vou com a maioria… O casal perfeito seria Elinor e Brandon, sempre torci por eles, mas sempre quando leio algum romance de época tento sinceramente entender a cabeça do autor e o que ele quis passar com tal situação, assim, penso que ambos, Marianne e Brandon, de alguma forma se completaram e foram muito felizes.
    Abraços!

    • Raquel Sallaberry

      Pabla,

      cada dia descubro mais uma pessoa que gostaria de ver Elinor e o Coronel juntos, além de John Dashwood, é claro!

  • erika samara

    Eita que gerou muitos coments essa questão… Concordo com a maioria sobre o amdurecimento de marianne após sua desilusão com Willougby e acredito sim que seu sentimento de gratidão por coronel Brandon também amadureceu em amor. Eu não gostei de Willougby, nem na série, nem quando li o livro acreditam, pois ele pode ter amado a essência de marianne mas não a amou a ponto de renunciar à sua própria essência, e já nas atitudes do nosso querido coronel, foi observado bem o contrário né não? rsrs… um abração janeítes..rsrs

    • Raquel Sallaberry

      Erika,

      apesar de minha defesa de Willoughby não nego, tampouco ele negava, que foi egoista. E sim, nossas conversas estão uma delícias nestas enquetes!
      Bom final de semana!

  • Elisa

    Sem dúvida são duas personagens muito bem construídas. Quando o li recordo-me de um incomodo: “Não somos tão extremos assim”. Depois, assistindo aos filmes, imaginei que Jane Austen as queria irmãs e bem diferentes – extremos. Pois bem, se Marianne, apenas poucos anos mais nova que Elinor, teve que passar por um tratamento de choque para moldar o seu caráter. O que Elinor, pragmática, no outro extremo, vivenciou? Todas chegamos a conclusão que de Jane Austen não era romântica, então cética? A razão triunfa e sentimento ?. Sei lá, gosto muito dos livros, filmes e deste cantinho oferecido por Rachel. Porém, acho interessante como nós mulheres desgostamos quando outras mulheres, fictícias ou não, saem do script. Abraços.

    • Raquel Sallaberry

      Elisa,

      Elinor era excepcional mesmo para a época e Marianne se formos comparar com os dias de hoje nem saiu do script!