Jane Austen e Tom Lefroy – parte 5

James-Edward Austen-Leigh, sobrinho de Jane Austen, ao escrever Memoirs of Jane Austen além de consultar a própria família escreveu também para T. E. P. Lefroy, sobrinho de Tom, que disse que ao ser perguntado sobre o assunto, seu tio confirmou um amor juvenil por Jane. De tudo que James-Edward possa ter pequisado ou descoberto escreveu apenas este parágrafo em seu livro de memórias:

At Ashe also Jane became acquainted with a member of the Lefroy family, who was still living when I began these memoirs, a few months ago; the Right Hon. Thomas Lefroy, late Chief Justice of Ireland. One must look back more than seventy years to reach the time when these two bright young persons were, for a short time, intimately acquainted with each other, and then separated on their several courses, never to meet again; both destined to attain some distinction in their different ways, one to survive the other for more than half a century, yet in his extreme old age to remember and speak, as he sometimes did, of his former companion, as one to be much admired, and not easily forgotten by those who had ever known her.

Em [reitoria de] Ashe Jane tornou-se conhecida de um membro da família Lefroy, que ainda estava vivo quando eu comecei estas memórias, há alguns meses: o Honorável Thomas Lefroy, Juiz do Supremo Tribunal de Justiça da Irlanda. É preciso olhar para mais de setenta anos atrás para voltar a época em que estes dois brilhantes jovens foram, por um curto espaço de tempo, intimamente familiarizados um com o outro e, em seguida, separados no curso de suas vidas, para nunca mais se reunirem, ambos destinados a atingir algumas distinção em suas diferentes formas, um sobreviveu ao outro por mais de meio século, ainda assim em sua velhice lembrava e falava por vezes de sua antiga companheira, como alguém muito admirado, e não facilmente esquecida pelos aqueles que nunca a haviam conhecido.

Estes são os fatos narrados por pessoas que conheceram Jane pessoalmente quando muito jovens e que somente relataram estes fatos muito tempo depois da morte de Jane.

Links da série completa de posts sobre Jane Austen e Tom Lefroy:
Jane Austen e Tom Lefroy – parte 1 | parte 2 | parte 3 | parte 4 | parte 5 | parte 6 | parte 7 | Amor, inocência e pouco substantivo

5 comentários sobre “Jane Austen e Tom Lefroy – parte 5

  1. Gurskas disse:

    Ola!
    Gostaria de parabenizar a autora desde belo blog, estava a procurar sobre Jane Austen pois adorei o Filme Clube de leitura de Jane Austen e fiquei afortunado com as informações que aqui encontrei.
    Não leio muito livros, já li mas confesso que fiquei intrigado e apaixonado pelo conteúdo e estou providenciando livros da Jane Austen. Parabéns pelo pelo trabalho clássico de encadernação.

  2. Aline disse:

    Pronto, isso foi o que me deu certo alivio, pois agora minha opinião está formada, certa ou errada, e irei expressa-la aqui.

    Eu realmente acredito no possivel romance entre ambos, algo delicado e sem extremos como é mostrado no filme. Quase singelo de tão dicreto.
    Acho que Jane e Tom expressaram nas suas cartas e conversas certa saudades um do outro, e que devia ter algo a mais entre ambos e nas cartas que foram queimadas, será que elas não foram queimadas por isso mesmo?

    Mesmo não sendo um grande amor, talvez tenha sido algo que durou para ambas as partes por longos anos. O que é melhor do que um amor arruinado.

    Mas e se desse certo? E se Jane ficasse com Tom? Parece egoísta, mas aí não teriamos nossos amados e admiravéis romances que dar certo sabor na vida, os romances de Jane Austen.

    Não sei se Tom é a inspiração para Mr.Darcy ou não, mas se for ele, com certeza, teve uma importância concreta na vida de Austen.

    Mas imaginar um romance entre eles é realmente excitante!
    Porque, para mim, é como o Tom do filme diz, para se igualar a ficção e atingir de tal forma o público é necessário ter certa experiência no tema, acho que esse possivél amor entre ambos poderia ter sido a experiência para Jane escrever O&P ou R&S.

    Mesmo que ambos tenham final felizes e o dela não.

    Bjs e parabéns pelo blog!

    (Mesmo já tendo uma opinião formada, vou continuar a ler a matéria!)

    • Raquel disse:

      Aline,

      você chegou ao ponto da questão “Eu realmente acredito no possível romance entre ambos, algo delicado e sem extremos como é mostrado no filme. Quase singelo de tão discreto.”.

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