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LIVROS JANE AUSTEN,  Mansfield Park,  Orgulho e preconceito

Jane Austen e casamentos felizes

Esperar do casamento amor, desejo e uma família feliz é praticamente pedir o impossível.
[…]
Os romances de Jane Austen ainda soam modernos porque as aspirações que seus personagens espelham – e ajudaram a moldar – as aspirações mantidas por nós. Assim como Elizabeth Bennett em Orgulho e Preconceito ou Fanny Price, em Mansfield Park, nós também ansiamos em reconciliar nosso desejo em ter uma família segura com sentimentos sinceros por nossos parceiros.

Não! Não fui eu que disse isso. Quem falou foi Alain de Botton. Mas é preciso ler o texto inteiro no site da BBC Brasil para se ter uma idéia do que o escritor que dizer. Depois me contem o que acharam!

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8 Comentários

  • Érika Salgado

    Raquel, li o texto do Botton. e gostei muito. Não concordo muito bem quando ele diz sobre a possibilidade “rara” de um casamento feliz, mas achei incrível a maneira como ele mostra a construção de um imagem de amor e de relacionamento que agrada tanto à sociedade. Quem nunca quis encontrar um Coronel Brandon ou um Mr. Darcy na vida? Por que o vampiro Edward tornou-se o objeto de desejo e modelo de como um homem apaixonado deve agir? Por que todos se preocupam e torcem somente pelas histórias de amor, nas novelas da televisão? Creio que esses exemplos sejam mais do que suficientes para comprovar partes do que ele disse. Tem mais um item que quero acrescentar: eu, particularmente, tenho adorado as leituras de Jane Austen, não pelas histórias de amor, mas pelo retrato do comportamento humano. Há muito mais que amor na relação das heroínas, tanto que elas são incríveis na complexidade da personalidade, além da inegável presença do olhar apurado sobre os tipos “alpinistas sociais”. Sei, porém, que boa parte só se interessa pela história de amor em si, impressão essa que Botton também deve ter percebido. Raquel, é muito bom que você encontre discussões assim para o site. Parabéns!

    • Raquel

      Érika,

      muito obrigada! Vou reler o texto de Alain Botton para dar opinião mais específica neste post. Enquanto isso vocês continuem a conversa.

  • Leticia

    Também dou meus parabéns às originais abordagens de Raquel em meio ao que parece ser o furor queridístico da vez, como se JA fosse literatura tão rasa como qualquer pulp fiction.

    Dentro do assunto (não lembro se Raquel já citou, acho que sim), recomendo o livro de Franco Moretti “Atlas do romance europeu 1800-1900”, em que ele dá uma bela ideia econômico-social-geográfica do contexto austeniano.

    E, mais especificamente sobre a história das relações erótico-amorosas no Brasil varonil, estou lendo “Histórias íntimas”, da Mary del Priore. O livro é um tanto repetitivo, com laivos feministas (de autoajuda??) para além do recomendável (preferia a dureza do texto acadêmico), mas está valendo. Ajuda um pouco a entender por que passamos batido – opinião – sobre a liberação sexual dos 60.

    • Raquel

      Leticia,

      já mencionei o livro de Moretti, mas ainda devo um post mais aprofundado sobre o assunto. Depois quero passar os olhos no seu Histórias íntimas, você sabe, auto-ajuda me entedia mortalmente, o que não quer dizer que não diga coisas interessantes.

    • Raquel

      Daniella,

      que grande coincidência, Rebeca, minha amiga do antigo grupo Chá com Jane Austen, também me enviou este texto (em português, neste link) que eu já havia passado os olhos mas ainda não li total. São muitos textos por dia para ler sobre Jane. Obirga, colocarei ambos na Gazeta de Merytin deste domingo.

  • Laís

    Raquel, gostei da maior parte do texto do Alain Botton. Porém,assim como a Érika, não concordo com ele quando diz que um casamento feliz é uma possibilidade rara. Conheço casais felizes de verdade. E um com mais de 3 décadas juntos e felizes! O problema não é ter um ideal de felicidade marital, e sim desconsiderar que nem tudo será um mar-de-rosas. Quem quiser ser feliz que lute por isso e não desista, e escolha bem seu cônjuge,é claro! E nunca, nunca assita novelas! È puro lixo. É libertinagem francesa do séc. 18 mascarada de inocência…