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MISCELÂNEA

Jane Austen e a beleza de suas heroínas

Jane não descreve muito o físico de seus personagens mas nos dá pistas aqui e acolá. No caso de Jane Bennet, por exemplo, nos diz que é muito bonita mas não sabemos exatamente que tipo de beleza e, mesmo que soubéssemos, nos dias de hoje talvez não concordássemos.

Neste ponto já entramos na parte de estética e todas as suas implicações. Passo então a palavra para Patrícia Portella que iniciou uma série sobre a beleza das heroínas de Jane Austen:

Como falar de beleza é algo bem extenso, decidi dividir pra não fazer uma postagem imensa. A princípio, tenho em mente dez:

  1. Estética | A beleza das heroínas de Jane Austen (parte 1)
  2. Elizabeth Bennet | A beleza das heroínas de Jane Austen (parte 2)
  3. Jane Bennet | “A beleza das heroínas de Jane Austen (parte 3)
  4.  Elinor Dashwood | A beleza das heroínas de Jane Austen (parte 4)
  5. Marianne Dashwood | A beleza das heroínas de Jane Austen (parte 5)
  6. Anne Elliot | A beleza das heroínas de Jane Austen (parte 6)
  7. Emma Woodhouse | A beleza das heroínas de Jane Austen (parte 7)
  8. Fanny Price | A beleza das heroínas de Jane Austen (parte 8)
  9. Catherine Morland | A beleza das heroínas de Jane Austen (parte 9)
  10. Mary Bennet (por último, mas não menos importante, a coitadinha tão prendada, tão esquecida, porque não conseguia nada com os rapazes?) |
Patricia já publicou três nove posts da série e vocês podem acompanhar pelo seu blog, Quando Vovó Era Moça.
Para ilustrar este post não quis usar nenhuma imagem — ilustração ou de filmes — das heroínas e optei pelo retrato de Dona Amélia de Leuchtenberg, imperatriz do Brasil e que tanto encantou o notório namorador, Dom Pedro I. Amélia podemos dizer que foi contemporânea de Jane Auste pois nasceu em 1812.

 

 

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10 Comentários

  • Elaine Dashwood

    É uma discussão muito interessante, visto que, com relação à descrição física de seus personagens, Jane Austen deixa muito para nossa imaginação. Mas não sei em que medida nossa construção desses personagens já não está “contaminada” pelas inúmeras adaptações audiovisuais que já vimos. Eu realmente não me recordo como eu imaginava cada um dos personagens ao ler o livro, antes de ver as adaptações.

    • Raquel Sallaberry

      Elaine,

      você colocou muito bem! Acabamos contaminados pelas imagens dos artistas. Ótimo tema para um post, se me permite.

  • Marina

    Realmente. No meu caso aconteceu isso com O&P, mas porque vi a versão de 2005 1º e só depois tive vontade de ler Jane. No caso de R&S, fazia muito tempo que eu havia visto a versão de 95 e os únicos personagens que eu tinha em mente eram as irmãs Marianne e Elinor, e Edward Ferrars, os demais não me lembrei, o que foi legal, pois com grata surpresa a Sra. Jannings apareceu do jeito que imaginei e não houve ator melhor para fazer o sr. Palmer e seu mau humor do que Hugh Laure, ri alto quando vi quem era, perfeito! Mas, por exemplo, Fanny foi uma decepção, a atriz é mais velha do que acho que Fanny é (muito embora Emma Thompson nem de longe pareça uma mocinha de 19, mas sua seriedade serviu à personagem). Agora, melhor foi com “A Abadia de Northanger”, pois Catherine Morland (será que só eu a achei a cara da Mel Lisboa?) não me decepcionou, e o ator que fez o mocinho do livro, Sr. Tilney, não é considerado plenamente bonito de feições, mas como eu já havia visto JJ Field em outro trabalho, eu sabia que me surpreenderia e realmente foi. Uma coisa que é comum nas descrições de Jane é a maneira de ser da pessoa, seus gestos, comportamento, algo que, creio eu, naquela época valia muito, mais até que atrativo físico, e foi o caso de Mr. Tilney, um verdadeiro cavalheiro, cheio de charme, elegância, boa educação. Acho que era o padrão da época, e como hj, nossos padrões são diferentes, acho que se perde um pouco a análise, o observar do comportamento.

    • Raquel Sallaberry

      Marina,

      alguns atores parecem coincidir melhor com o que imaginamos e outros nem tanto. Para mim, Mrs. Jennings de 1995 é muito próxima do que a imagino!