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MISCELÂNEA

Cores em voga na época de Jane Austen

Tudo começou quando procurei saber qual cor era descrita como “coquelicot” para o post Fitas em Jane Austen e descobri que os ingleses gostavam de descrever cores em línguas diferentes como o francês, latim etc. Talvez para parecerem especiais como hoje usamos o inglês. Exemplo: pink.

Começo com a coquelicot que nada mais é do que a conhecida papoula e motivo de advertências quando criança para não obrigar meu irmão, um ano mais novo, comer as papinhas que eu fazia com frutas, flores e sabe-se lá o que mais. Eu, é claro, não comia… Havia um canteiro de papoulas no jardim da vovó-dinda, perto da paineira.

  • Coquelicot
    vermelho vivo – papoula, poppy
  • Jonquil
    amarelo médio – junquilho, daffodil.
  • Primrose
    amarelo clarinho – Primula vulgaris, prímula
  • Evening Primrose
    amarelo escuro – Oenothera drummondii
  • Pomona Green
    maçã verde – Pomona, deusa romana dos pomares, gostava muito de maçãs
  • Emerald Green
    verde azulado ou verde esmeralda também conhecido como Paris green, Sheele’s greenet
  • Puce
    quer dizer pulga em francês. O tom púrpura rosado-amarronzado lembra o sangue coagulado. Acho melhor parar por aqui esta explicação ou terei que mudar as cores do Jane Austen em português… Para compensar tem lindas porcelanas usando essa cor!

Vejam todas cores no site Hibiscus rosa-sinensis in Pots, Regency Colors fonte principal deste post.

  • A imagem da papoula é da Wikimedia Commons.
  • A porcelana é do site China Cup Board
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10 Comentários

  • Raquel

    Elaine,
    a verdade, é no mais da vezes, é repugnante! Onde já se viu colocar o nome de uma cor o mesmo nome de um bichinho tão nojento! Esses “parentes” são incorrigíveis… humpf

  • naomi

    puce: o nome é esquisito mas apurado, né? 🙂 e a cor é chique.

    excelente trabalho de apuração, parabéns!

  • Raquel

    Naomi,
    muito obrigada e seja bem-vinda ao Jane Austen em português!

    É chique mas bem que me dá uma “coceira”…

  • Vanessa

    Raquel, o que eu acho interessante no site é justamente a riqueza de detalhes!!! Eu adoro!!
    Acho que nesse tempo em que a Srta austen vivia, tudo era muito chique, elegante. As roupas, a maneira de falar, vc vê que até para se referir as cores eles usavam nomes em francês!!! Adoro ver filmes de época justamente pra ver esses detalhes.

  • Raquel

    Vanessa
    também acredito na elegância da época, mas fico sempre pensando em detalhes menos glamurosos, por assim dizer, como os banheiros… (assunto que estou pesquisando com vagar e que contarei aqui)

  • Vanessa

    Ahhhhhhhh sim, com certeza. Já recebi emails contando como era…
    Claro que hj em dia, temos comodidades e conforto que antes não existiam, esse definitivamente é um ponto a favor de nossa época.

  • Leticia

    Eu acho (e isso é só um pitaco) que o apuro no vestir era infinitamente maior: primeiro que tecidos e aviamentos eram caríssimos (bom a respeito disso é o conto “O capote”, de Nikolai Gogol). Portanto, ter um vestido novo era um acontecimento, e mesmo nas camadas medianas era comum o cerzimento, a inversão de golas e punhos puídos e a transformação de roupas, para dar-lhes uma sobrevida. Assim sendo, as cores (creio eu, estou divagando…) ficavam entre o sóbrio e aquelas cujo desbotamento não era tão evidente. E as cores mais fortes deviam contar com muito, muito underwear pra não ter de lavar várias vezes. Só não sei como se fazia com as barras dos vestidos, arrastando pelo chão…

    Outra coisa: o conceito de limpeza/asseio em países mais antigos e frios é e sempre foi bem diferente do nosso. Só sei que no Brasil, até o advento da industrialização e do prêt-à-porter, o forte em todas as camadas da população eram as roupas brancas/claras, que resistiam a muita esfregação em beira de rio e a fervuras/quaramentos.

    Em nossos dias… bem, agora você compra uma blusinha pink de bolotas verdes, usa três vezes, joga fora e compra outra…

  • Raquel

    Vanessa,
    recebi seu mail, respondo mais tarde.

    Leticia
    você tem razão nas cores eram mais sóbrias também por falta das inúmeras tintas que temos hoje. Cerzimento, há quanto tempo eu não lia essa palavra… Sabias que aqui em casa ainda fazemos alguns cerzimentos?