Doe e ganhe um ex-libris da JALF

Doe e ganhe um ex-libris da JALF, a fundação Jane Austen para Alfabetização conduzida por Caroline Jane Knight, a última descendente da família de Austen que morou em Chawton House.

É muito simples, basta você acessar a página Donate Today e pagar com PayPal pois creio que é a melhor forma de fazer doações para o estrangeiro no Brasil.

Neste verão, (no hemisfério norte) quando vocês fizerem a doação preencham seus dados para receber online um ex-libris exclusivo e numerado com foto da catedral de Winchester.

Há valores sugeridos em libras (£) mas é possível colocar outro valor, como fiz por distração pois não me dei conta e coloquei 10 dólares no lugar de 10 libras e recebi meu lindo ex-libris. Fui a oitava colaboradora e já imprimi!

Ex-Libris JALF

Ex-Libris JALF sobre meu exemplar de Novelas inacabadas

 

Pride and Possibilities: 12, 13, 14

Este mês as emissões de Pride and Possibilities 12, 13 e 14 acumularam e farei um resumo dos três assuntos abordados: Hunsford Parsonage, Winchester e Ex-libris.

O artigo da edição número 12 é assinado por Julia B. Grantham  administradora da página ‘Elizabeth Darcy no Facebook. Júlia ganhou de presente de aniversário uma estadia em Hunsford Parsonage que na verdade é a  Old Rectory em Teigh, que serviu de cenário para as filmagens da casa paroquial de Mr. Collins de Orgulho e preconceito de 1995. O post está maravilhoso com fotos da casa comparando com as cenas da série. Ela avisa que se você quiser ver aquelas belas prateleiras no closet, peça para ficar no quarto de Lizzy. Artigo completo em: Looking for Elizabeth – A Stay at Hunsford Parsonage.

Winchester, cidade onde faleceu Jane Austen foi o tema da edição número 13 escrito pela editora Emily Prince.

Caroline Jane Knight compartilha suas memórias de família – Austen e Knight – com os bookplates, ou ex-libris, que estão nos livros da biblioteca de Chatow House no artigo número 14: Austen Family Bookplates. Abaixo o ex-libris de Caroline com o mesmo lema que usava o reverendo George Austen, pai de Jane Austen: “Qui Invidet Minor Est”, que significa aproximadamente “Invejar é inferior”.

Caroline Jane Knight Bookplate

Caroline Jane Knight Bookplate | Pride and Possibilities 14 | Foto  © Caroline Jane Knight

Pride and Possibilities 11: Tia Jane

O artigo 11 de Pride and Possibilities, intitulado “Aunt Jane” (Tia Jane), sobre a tia que foi Jane Austen e seu relacionamento com os inúmeros sobrinhos foi escrito por Emily Prince, editora do períodico.

Traduzo um pequeno trecho do artigo sobre a importância de ser tia, na opinião da própria Jane, em uma carta escrita para a sobrinha Caroline que na ocasião tinha dez anos de idade e se tornara tia pois sua irmã, Anna Lefroy, dera à luz a uma menina,  Anna-Jemima.

Anna, Caroline e James Edward Austen-Leigh (sobrinho que escreveu a primeira biografia de Austen) eram filhos James Austen, irmão mais velho de Jane Austen.

“Agora que você se tornou tia, você é uma pessoa com certa importância & deve atrair grande interesse em tudo que você fizer. Tanto quanto possível, eu sempre sustentei a importância das Tias & tenho certeza que você está fazendo o mesmo agora. Acredite-me minha querida irmã-tia. (Carta escrita em 30 de outubro de 1815)

Tia Jane, sobrinhos: James Edward, Anna e Caroline

Tia Jane, sobrinhos: James Edward, Anna e Caroline | Foto: blog Austenised

 

 

Pride and Possibilities: 8, 9 e 10

Temos mais três edições do periódico online Pride and Possibilities da Jane Austen Literacy Foundation: 8, 9 e 10.

O artigo da edição número 8 foi escrito por Jessica A. Volz, professora e autora do livro Visuality in the Novels of Austen, Radcliffe, Edgeworth and Burney, e nova embaixadora da JALF. Uma citação do título “Coffee, Tea and Visuality: the art of atraction in Pride and Prejudice“,:

Com 16 referencias a chá em Razão e sentimento, 15 em Orgulho e preconceito, 31 em Mansfield Park, 27 em Emma, 12 em A abadia de Northanger e duas em Persuasão, o ritual de cafeína colore a linguagem das comédias country house de Austen.

Fanny Knight: almost another sister‘ é edição número 9 escrita por Emily Prince:

Jane Austen tinha muitas sobrinhas e sobrinhos e hoje, alguns são mais conhecidos do que outros, um dos favoritos de Jane era a sobrinha Fanny Knight.

O artigo número 10, intitulado “Celebrating Austen’s Humor” é  de Daniel Widdowson, diretor artístico da Salt House Theatre Company que adaptou Pride and Prejudice para o teatro em Sidney, dando enfase mais na comédia do que romance. Adaptação esta que foi muito elogiada por Caroline Jane Knight, fundadora da JALF, como vocês poderão ver na entrevista desta página. Daniel é também embaixador da JALF.

Pride and Possibilities | Pride & Prejudice - Salt House Theatre Company. Credit: Noel Fisher

Pride and Possibilities | Pride & Prejudice – Salt House Theatre Company. Credit: Noel Fisher

 

Sanditon, um fragmento – Pride and Possibilities 7

“Sanditon, um fragmento” é o título do artigo da sétima edição de Pride and Possibilities, da JALFF – Jane Austen Literacy Foundation da qual participo representando o Brasil.

Como muitos de vocês sabem, por vários motivos, tenho um carinho muito grande por essa obra inacabada de Jane Austen. Um deles foi escrever a apresentação do livro para a primeira tradução de Sanditon no Brasil, feita pelo poeta Ivo Barroso.

Quando li o artigo de Emily Prince, editora de Pride and Possibilities, me encantei e resolvi traduzir, com a devida permissão, é claro. O link para o texto original em inglês está no final do artigo.


Sanditon, um fragmento
por Emily Prince

Ler um romance que você sabe que está incompleto é uma experiência terrível. Ler um romance de Jane Austen que você sabe que é inacabado, é uma forma requintada de tortura.

A primeira vez que li Sanditon, eu não esperava gostar tanto, Isso soa estranho vindo de uma leitora como eu, que sempre amei as obras de Jane. Mas minhas expectativas tinham sido atrofiadas pelo conhecimento que essa obra era um rascunho, um fragmento não polido que Jane Austen provavelmente não imaginava  que seria mostrado para o grande público. Basicamente eu esperava algo bem primário, nos primeiros estágios, um peça escrita não nos padrões que nós esperamos encontrar vindo de Jane,

Para aqueles de vocês que já leram Sanditon, tenho certeza que concordarão comigo quando digo que é uma delicia. É mais engraçado do que o suave e reflexivo Persuasão. A marcante sagacidade e incomum ouvido de Jane para diálogos saltam das páginas em personagens que nos exasperam, intrigam e entretêm,  O ridículo Sir Edward Denham numa competição para o mais tagarela, ganharia de lavada de Miss Bates, Mrs. Bennet e Sir John Middleton. Diana Parker mostra uma tendência para hipocondria rivalizando com Mary Musgrove ou Mr. Woodhouse. E quem poderá dizer se o gentil e atraente Sidney Parker findará entre os charmosos canalhas como Willoughby e Wikcham, ou provará ser um herói como Henry Tilney?

Quanto ao enredo – antes de  Jane ficar muito doente a ponto de não conseguir mais escrever ela completou o cenário para que os personagens pudessem atuar. Sanditon, a cidade à beira-mar é um lugar real e vibrante que traz vida às páginas. Na época em que Jane estava escrevendo, as cidades balnearias estavam em crescente popularidade, tanto entre turistas quanto com pessoas que se reuniam para banhos de mar para melhorar a saúde. O leitor vê a cidade através dos olhos curiosos de uma recém-chegada, Charlotte Heywood,dando ao leitor uma generosa visão da identidade da cidade e seus habitantes.

O problema com Sanditon é que promete demais.

É uma verdadeira tristeza quando se está no meio da leitura, a mente correndo para longe, imaginando como a história pode vir a ser, e você percebe que nunca saberá. É como bater de frente numa parede de tijolos que você esqueceu que  estava lá. Não parece natural que esse fragmento que brilha como as obras acabadas de Jane seja apenas isso – um fragmento – e que nunca saberemos como ela poderia ter finalizado ele, e de como suas fantasias e intenções para com os personagens poderiam ter mudado.

Devido à riqueza da introdução que Jane nos forneceu, dezenas de continuações tem sido escritas, incluindo uma de Anna Lefroy, a querida sobrinha de Jane. Devo confessar, eu mesma não li nenhum dessas continuações. Eu temo o desapontamento, ou pior, uma irrevogável alteração na maneira como leio as palavras originais de Jane à luz de um novo enredo. Não é corajoso de minha parte, mas espero que seja compreensível.

De acordo com sua irmã Cassandra, Jane começou a escrever Sanditon em 27 de janeiro, há 200 anos atrás. No dia 18 de março, ela estava muito indisposta para continuar e abandonou seu trabalho após doze capítulos e aproximadamente 25.000 palavras. Aparentemente, ela tinha a intenção de nomear o manuscrito como “Os irmãos.” Foi a sua família que escolheu o nome “Sanditon” em 1925, quando foi publicado pela primeira vez.

Séculos depois, leitores ao redor do mundo continuam lendo e interpretando este fragmento de várias maneiras. O interesse e o entusiasmo conduzido por seu trabalho, nesse estágio preliminar é a evidência do talento único de Jane – se essa é a reação  que seus esboços inspiram, não é nenhum espanto que seus trabalhos completos tenham mantido sua surpreendente longevidade e popularidade.

Sanditon fragmento

Detalhe do manuscrito de Sanditon | Imagem: http://www.janeausten.ac.uk/

Jane Austen no Doce Viagem

Fui entrevistada por Tatiane Lima para falar sobre Jane Austen e também sobre  a fundação Jane Austen Literacy Foundation para um artigo em seu blog, o Doce Viagem: o melhor da vida na nuvem.

Vocês podem ler o artigo integral neste link: “Quando a paixão por Jane Austen mantém viva a paixão de Jane Austen”. E aproveitar e descobrir qual personagem de Jane Austen eu seria se possível fosse!

Agradeço a Tatiane a gentileza do convite e a delicadeza do título do artigo.

Blog Doce Viagem