Jane Austen e a Teoria dos Jogos

Revista Época, 782Ao que tudo indica o livro Jane Austen, Game Theorist de Michael Suk-Young Chwe está chamando atenção e nesta semana saiu uma reportagem na revista Época. Aliás são duas matérias sobre o mesmo assunto, ambas assinadas por Marcelo Moura. A primeira é uma entrevista com o autor e está na revista online com livre acesso ao público, com o título A Teoria dos Jogos nos livros de Jane Austen.

A segunda matéria, na coluna “Mestre e Gurus” da revista impressa, discorre sobre o livro e sobre como Chwe, ao assistir o filme As Patricinhas de Bervely Hills (baseado em Emma), percebeu que a história se encaixava na Teoria dos Jogos. A teoria de autoria do matemático John Von Neumann e do economista Oskar Morgenstern, tenta entender como as pessoas atuam em grupos.

Michael Suk-Young Chwe analisou então a obra de Jane Austen e chegou a conclusão que a autora “dominava a teoria, um século antes de sua formulação”.

Uma ótima matéria que recomendo e faço apenas um aparte onde menciona que Jane era “filha de uma família humilde”. A família de Jane Austen não era rica, mas era sim uma família abastada. A renda da senhora Austen e das filhas diminuiu após a morte do reverendo Austen, mas mesmo nessa situação não podemos dizer que se tornaram uma família humilde.

 

 

Elizabeth Bennet, sempre notícia!

Seria apenas mais um artigo sobre Orgulho e preconceito neste ano de homenagens ao bicentenário mas me chamou a atenção pelo parágrafo inicial e a graciosa ilustração de Elizabeth e Mr. Darcy de Kagan McLeod. Então quem quiser ler em inglês ou arriscar com as traduções online, recomendo.

Elizabeth Bennet, Kagan McLeodEla não era nem a mais bonita das irmãs – Jane, claramente, era “a beleza da família” – nem a mais velha; Jane era isso também. Nem a mais inteligente – que era Mary – e nem mesmo a mais animada pois Lydia levava o prêmio neste quesito. Sua educação era descuidada e, devido as desagradáveis e chauvinistas leis de herança, sua renda era de apenas £ 50 por ano. Como então, a senhorita Elizabeth Bennet veio a ser a mais amada heroína na história da ficção?

O artigulo completo (em inglês):
Newsmaker: Elizabeth Bennet
Mark McGuinness | The National

Lendo Jane Austen. Muitas vezes!

O título original do artigo de Adelle Waldman no Slate é “I Read Everything Jane Austen Wrote, Several Times”, onde ela discorre com alguns pontos de vista sobre a obra de Jane Austen bem diferente do que estamos habituados a ler.

Um exemplo é sua opinião sobre Persuasão, sobre o qual ela faz a seguinte pergunta:

Why do so many of Jane Austen’s smartest readers consider her weakest novel to be her best?

Por que tantos leitores inteligentes de Jane Austen consideram seu romance mais fraco o melhor?

O artigo éem inglês mas certamente vale uma leitura com tradutores online.

Jane Austen, ilustração de Luke Pearson

Várias Janes, ilustração de © Luke Pearson

Táticas para arrumar um marido segundo Orgulho e preconceito

“Táticas para arrumar um marido segundo Orgulho e preconceito
por Fernanda Huguenin

Em todos os seus livros Jane Austen nos apresenta muitas personagens femininas, algumas são boas e honestas, outras caricatas e algumas são verdadeiras bruxas. E Austen nos brinda também com os meios usados pelas moças para conseguir um bom casamento, visto que matrimônio naquela época era uma dádiva muito cobiçada pelas jovens damas.

Vamos dar uma olhada nos métodos utilizados em Orgulho e preconceito, alguns com ótimos resultados e outros nem tanto.

Charlotte Lucas usou a inverdade e passividade para conquistar o Mr.Collins. Sua tática teve sucesso, afinal ela só queria se casar por precaução financeira e os males da sua escolha são o de simplesmente não poder se abrir sinceramente com o marido, de sofrer alguns constrangimentos pelo excesso de bajulação do marido em relação a qualquer pessoa de posses que ele venha a conhecer, além de estar ciente de que ele a pediu em casamento para servir de exemplo matrimonial para a paróquia dele e para agradar a sua protetora, Lady Catherine de Bourgh.

Caroline Bingley elogiou em excesso o Mr. Darcy, a ponto de colocá-lo em um pedestal. Não chamou a atenção do seu alvo pelo fato dele viver cercado de bajuladores. Também tentou se aproximar de sua irmã Georgiana, para tentar agradar ao cavalheiro, mas não adiantou. Caroline ainda teve ousadia de fazer comentários maldosos sobre a rival (Lizzy) para Darcy no intuito de prejudicá-la aos olho dele, mas a única coisa que ela conseguiu foi apenas ter se mostrado uma mulher sem respeito e infantil para o Mr.Darcy. Tática falha.

Lydia Bennet usou seu lado emotivo e a impulsividade para conquistar Wickham. Sua tática trouxe mais malefícios do que bons frutos, pois manchou sua reputação de moça casta e colocou em risco a imagem da sua família perante a sociedade. E também acrescento que outro meio que ajudou a concluir o casamento de Lydia foi a ajuda financeira dada pelo Mr.Darcy. Tática útil, mas não aconselhável.

Mary Bennet fez uso da exibição para mostrar como era inteligente e muito prendada, visando agradar a todos e com esperança de despertar o interesse de algum cavalheiro. Embora o livro não tenha lhe apresentado algum pretendente, na certa ela não o conquistaria com esses modos artificiais e pedantes. Tática falha.

Casamentos em Jane Austen

Medidas desesperadas essas acima não? Agora dou uma pausa, para uma reflexão nostálgica.

Quando comecei a minha fase de devaneios sonhadores e românticos, teve início os vários ensinamentos e conselhos de vida, ofertados por pessoas mais experientes, no meu caso, vieram com minha mãe e avó respectivamente.

Recebi e ainda recebo vários, mas sempre tem aqueles que te marcam muito. Da minha avó recebi, “seja sempre gentil e honesta com as pessoas, sem querer nada em troca”. Já com mamãe tenho um que levo sempre comigo, “nunca valorize muito alguém, a ponto de se desvalorizar”. Acredito que nossa Jane também compactuava com esses dois conselhos, porque vemos isso em duas personagens, que classifiquei como Menções Honrosas!

A mais velha das irmã, Jane Bennet, na verdade não usou nada para conquistar o Mr.Bingley. Foi somente ela mesma, sincera, doce e generosa. Se ela foi gentil com os que estavam perto era mais por querer fazer o bem aos outros do que ganhar vantagens para si própria.

Elizabeth Bennet, além de ter sido sincera como a irmã (Jane), não se deixou levar pela fortuna de Darcy (como fez Caroline, a ponto de se humilhar e ficar requisitando a atenção dele). O motivo principal que fez Darcy olhar para Lizzy foi o fato dela não querer ser admirada por ele ou receber sua atenção. Ela se respeitou. Segundo as palavras de Lizzy, o que fez com que Mr.Darcy se apaixonasse por ela foi:

“Pode chamar de impertinência de uma vez. Não era muito menos do que isso. O fato é que você estava enjoado de cortesias, de deferências, de amabilidades oficiosas. Estava desiludido com as mulheres que falavam e olhavam e só pensavam na sua aprovação. Chamei sua atenção, e você se interessou, porque era muito diferente delas. […] e no seu coração você desprezava profundamente as pessoas que insistiam em cortejá-lo.”
Orgulho e preconceito, Penguin Cia. das Letras, trad. Alexandre Barbosa de Souza

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Bom, acho que não preciso escrever mais nada, Jane e Lizzy tiveram os melhores partidos e veja bem, conseguiram isso usando apenas a integridade e o respeito próprio! Existe coisa mais simples do que essas duas qualidades?

Obrigada Jane por nos presentear com Orgulho e preconceito!

A matriarca dos Bennet

“A matriarca dos Bennet”
por José Afonso Rodrigues Júnior
jornalista e escritor

“Meu Deus do céu! Deus me abençoe! Imagine! Ora essa! Mr. Darcy! Quem poderia supor? É verdade mesmo? Oh, minha querida Lizzy! Como você será rica e importante! Que mesadas, que jóias, que carruagens você terá! O casamento de Jane é nada em comparação com o seu! Estou tão feliz, tão contente! Um homem tão encantador! Tão bonito! Tão alto! Oh, minha querida Lizzy! Perdoe-me por ter antipatizado com ele no princípio! Espero que ele me perdoe. Minha querida Lizzy… Uma casa em Londres! Tudo o que há de melhor! Três filhas casadas! Dez mil libras por ano! Meu Deus do céu, que será de mim? Vou ficar louca… (Orgulho e Preconceito, cap. LIX, trad. Lúcio Cardoso).

Não sei se Mrs. Bennet ficou louca – ou mais louca do que já era – mas que ela conseguiu a proeza de me fazer parecer um pouco maluco, ah, isso ela conseguiu. Foi numa manhã de novembro de 2009 quando ri quase sem parar, sozinho, feito um doido, enquanto lia este trecho do capítulo LIX de Orgulho e Preconceito. Quem estava próximo a mim, perguntava qual era o motivo de tantas gargalhadas. Eu, aplicadíssimo em rir e continuar a leitura dos capítulos derradeiros do livro não me importei muito em responder.

Reproduzi a passagem acima por acreditar que ela congrega todas as características mais marcantes da personalidade da matriarca da família Bennet. Volúvel, engraçada, frívola, interesseira, exagerada, expansiva, ambiciosa, e tagarela são só algumas… Porém, o mais interessante é notar que ao contrário de Mr. Bennet, a mãe não expressou em palavras, uma possível preocupação com a felicidade de sua filha, que aos seus olhos era tão avessa a Mr. Darcy quanto ela. “Três filhas casadas! Dez mil libras por ano!”: isso é o que realmente importa para esta mãe, representante de uma época em que a maioria absoluta das mulheres, já nascia sendo preparada para o matrimônio, de preferência vantajoso, independentemente dos sentimentos nutridos.

Longe de ter má índole, Mrs. Bennet certamente desejava apenas que suas filhas tivessem as garantias e a segurança do casamento, mas é claro, que se isso viesse acompanhado por milhares de libras seria muito mais atraente. Seu amor e afeição pelas filhas são exemplificados quando a preferida Lydia parte, deixando a mãe melancólica por vários dias. Certamente, ela também ficara assim quando começou a ver a casa ficar um pouco mais vazia com Lizzy e Jane assumindo novas etapas de suas vidas.

Mas Mrs. Bennet é mais que isso. Engraçadíssima, é dona de momentos deveras espirituosos na obra. Sempre vou recordar do final do capítulo V, quando ela inicia uma discussão com uma criança, um dos vários filhos do casal Lucas. A teimosia só teve fim quando o visitante partiu. Ela é dessas. Assim como deve ter acontecido com vários outros de seus personagens, Mrs. Bennet também deve ter sido inspirada em alguém que Jane conhecia.

A despeito do que o início deste relato possa aparentar, não tenho antipatia por esta personagem criada por Jane Austen. Muito pelo contrário. Ela é uma das minhas favoritas em Orgulho e Preconceito, exatamente por ter me despertado sentimentos diversos e ter me provocado inesquecíveis oscilações de humor. Para mim, os personagens memoráveis são aqueles que me fazem falar, rir, reclamar, chorar… sozinho. Sozinho no sentido físico da palavra, pois quando estamos lendo Jane Austen nossa mente jamais fica solitária.

Mr. Bennet, 1995

Alison Steadman como Mrs. Bennet na famosa cena da piscadela para Kitty
Orgulho e preconceito, 1995 | BBC

 

O poder de Jane Austen

Não é uma delícia descobrir Jane Austen quando ainda somos crianças?

Foi o que aconteceu com a jornalista e leitora do Jane Austen em Português,  Jacqueline Plensack Viana. Coloco para vocês somente uma pitada do seu delicioso texto, Austen Power, que pode ser lido na íntegra no Facebook.

Eu tinha 9 anos quando Jane Austen entrou na minha vida. Lembro-me como se fosse hoje. Era mais um fim de tarde comum de 1997. Eu tinha acabado de voltar da escola e ligado a televisão na TV Cultura (meu canal favorito hoje e sempre) para assistir o bloco de programas infantis que passava no horário. E que bloco era aquele! Naquela épica tínhamos, exibidos quase em sequência, “O Mundo de Beakman”, “Os Anjinhos”, “As Aventuras de Babar”, “Rupert” e o inesquecível “Doug”. Todos são muito queridos por mim até hoje, mas acho que nenhum causou o mesmo impacto em minha vida que “Wishbone”, produção do canal educativo americano PBS.
Pride and Prejudice, Wishbone

O primeiro Orgulho e preconceito a gente nunca esquece

“O primeiro Orgulho e preconceito a gente nunca esquece”
por Elaine Pinto
Minha Pilha de Livros

Eu era quase uma criança ainda – 13 anos de idade – quando vi aquele rapaz bonito, com adorável covinha no queixo, em roupas de época num filme colorizado. Era ninguém mais, ninguém menos que Laurence Olivier, na pele de Mr. Darcy, o aristocrático e orgulhoso mocinho de Orgulho e Preconceito (1940).

Greer Garson e Laurence Olivier, Orgulho e Preconceito, 1940

Laurence Olivier e Greer Garson | Mr. Darcy & Elizabeth Bennet, 1940

Até então eu nunca havia lido nada de Jane Austen, sequer a conhecia – mas já tinha um grande interesse por romances de época. Culpa de A moreninha, cujo protagonista, Augusto (que tem um quê de Mr. Darcy, aliás), foi minha primeira paixonite literária. Como se pode ver, eu já era predisposta a gostar de galãs de época quando fui apresentada ao Mr. Darcy pela primeira vez…

Foi um começo heterodoxo para a obra de Jane Austen, já que Orgulho e Preconceito de 1940 é uma adaptação nada fiel ao livro. Na verdade, o filme é uma adaptação de uma peça de teatro adaptada do livro. Que confusão! Por trás desse novo texto estavam os roteiristas Jane Murfin e Aldous Huxley (sim, o autor de Admirável Mundo Novo). E, embora a falta de fidelidade com a história do livro deixe muitos de nós um pouco incomodados hoje, na época em que o Orgulho e Preconceito foi rodado isso era bem comum… De fato, Rob Nixon, na página do site do TCM referente ao filme, frisa que “os críticos da época em que Orgulho e Preconceito foi lançado pareceram quase surpresos em notar o quanto de Austen conseguiu chegar às telas, e numa forma que certamente deliciaria mesmo quem conhecesse sua obra apenas casualmente”. Vai entender!

O filme não agrada aos puristas, mas quem for vê-lo de forma descompromissada, sem expectativas com relação à fidedignidade do texto, pode se divertir bastante, pois a adaptação tem muito em comum com as comédias românticas da época de ouro de Hollywood. Os arcos principais da história – as tensões entre Mr. Darcy e Lizzy e a fuga de Lydia – estão presentes, embora com muitos ajustes. Também não espere ver Lady Catherine De Bourgh em sua costumeira posição vilanesca, pois o personagem foi totalmente modificado para essa adaptação – confesso que adorei a mudança, e a atriz que a interpreta, Edna May Oliver, é uma excelente comediante. Outro que sofreu alterações foi o Mr. Collins, com uma mudança de emprego: em vez de pároco, o irritante primo das irmãs Bennet virou um contador. Isso porque a MGM tinha um tabu de não retratar membros do Clero sob uma luz desfavorável…

Miss Bingley, Mr. Darcy, Elizabeth e Mr. Wickham

Uma cena que não consta no livro: Mr. Darcy e Mr. Wickham no mesmo baile.

Se Laurence Olivier é meu Mr. Darcy preferido, do outro lado da câmera ele não se comportou in a gentlemanlike manner. Noivo de Vivien Leigh, Olivier fez uma pressão danada para que a sua amada fosse escolhida para interpretar o papel de Lizzy Bennet. O chefão da MGM, Louis B. Mayer, no entanto, acabou escalando Greer Garson, o que o desagradou tremendamente. Além disso, Orgulho e Preconceito virou uma espécie de “segundo trabalho” para Olivier na época, pois ele se envolveu com a produção de uma peça durante as filmagens, o que tomou todo o seu tempo fora dos estúdios. E, para completar tudo, a nova redação dada à obra não o agradava em absoluto! Ele apostava que o filme seria um fracasso, pois várias cenas-chave do livro foram retiradas e a MGM parecia mais preocupada em promover os atores e em focar nas indumentárias de época. Por falar nas indumentárias, elas também foram motivo de polêmica. Muito se fala que os vestidos usados em Orgulho e Preconceito foram reaproveitados de E o vento levou, para economizar dinheiro. O fato é que os vestidos são de épocas completamente diferentes: enquanto E o vento levou retrata o período de 1860, as indumentárias de Orgulho e Preconceito são fiéis à época de 1830. Além disso, os figurinistas de ambos os filmes são diferentes. Mas por que o estúdio optou por esse estilo? Simples: os executivos achavam que os vestidos fluidos da Era da Regência não teriam impacto visual nas telas do cinema. Por isso optaram por modelos com saias rodadas e grandes mangas bufantes. Com certeza causaram impacto!

Darcy se recusa a dançar com Elizabeth

Uma cena original: Darcy recusa-se a dançar com Elizabeth e ela escuta a conversa.

Ao contrário do que propaga a “história do reaproveitamento de vestidos”, a produção de Orgulho e Preconceito não sofreu grandes cortes financeiros e a MGM investiu fortemente na sua produção. Como recompensa ao investimento, o filme teve ótima bilheteria e foi o principal responsável pela projeção de Greer Garson como estrela hollywoodiana. Além disso, Orgulho e Preconceito conquistou o Oscar de Melhor Direção de Arte em Preto e Branco (sim, essa categoria existia!). Desde a primeira vez em que, ainda menina, vi o Mr. Darcy declarar seu amor por Lizzy Bennet daquela forma tão peculiar, li o livro original e assisti a várias adaptações de Orgulho e Preconceito para cinema e TV. Nem considero o filme de 1940 a melhor adaptação de todas – até porque diverge tanto da história que quase não considero uma adaptação, e sim uma releitura. No entanto, não tenho como apagar da mente a visão de Laurence Olivier dizendo a Greer Garson: “You must allow me to tell you how ardently I admire and love you”. Amores de infância duram para sempre. garson_olivier_pp1940

Imagem colorizada de Orgulho e preconceito 1940 para publicidade

  1. NOTA: Para quem não se importa em ler textos em inglês e deseja aprofundar conhecimentos sobre a produção de Orgulho e Preconceito (1940), recomento muito o link TCM Archives. De lá saíram muitas das informações contidas neste artigo.
  2. IMAGENS: Irish Eyes e IMDb

 

Orgulho e preconceito na Radio BBC World

Este mês, o programa World Book Club, da Radio BBC World, apresentado por Harriett Gilbert, está comemorando Jane Austen numa edição especial dos duzentos anos de Orgulho e preconceito. Foram convidados as escritoras P.D. James e Mohsin Moni; e Susannah Fullerton, presidente da Sociedade Jane Austen Austrália. O programa tem participações também de AS Byatt, Colm Toibin, Parkes Nii, Kamila Shamsie, para citar alguns.

A pergunta principal do debate foi,

Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, já tem 200 anos de existência e a história continua ainda repercutindo. Por quê?

O programa, em inglês, ficará disponível até 2099. Cliquem na imagem abaixo para serem redirecionados para a página do programa.

Pride and Prejudice Radio BBC

 

Jane Austen não é romântica, por Claire Scorzi

Achei este ótimo vídeo sobre Jane Austen – em português, o que é raro! – de autoria de ClaireScorzi.

Um dos pontos principais do vídeo é algo que sempre comentamos aqui no blog, Jane Austen não é uma escritora romântica, o que Claire coloca muito bem.

Artigo sobre o Encontro Anual da JASNA | 2012

O artigo de Jennifer Schuessler, “Lots of Pride, a Little Prejudice” sobre o encontro anual da JASNA publicado no New York Times foi parcialmente publicado, em português, no Portal R7 com o título “Muito orgulho e algum preconceito”.

Imagem © Joshua Bright for The New York Times