Retrato: Mrs Q e Jane Bennet

Em uma carta, datada de 24 de maio de 1813, Jane Austen conta para a irmã Cassandra que foi a uma exposição de pinturas a óleo e aquarelas em Spring Gardens e ficou impressionada com uma pintura que parecia Jane Bennet. Segundo estudiosos é possível que a pintura a qual ela se refere seja o retrato de Mrs. Q., pintado pelo francês François Huet-Villiers, que estava na referida exposição. As exatas palavras de Jane Austen foram:

Mrs. Bingley, exatamente ela própria, em tamanho, formato do rosto, características e doçura; nunca houve tamanha semelhança. Ela está com um vestido branco, com ornamentos verdes, o que me convence o que sempre pensei, que verde era sua cor favorita.

Se de fato for essa pintura, me pergunto se Jane saberia que Harriet Quentin, a modelo, era amante do príncipe regente a quem ela desprezava.

A pintura que reproduzo abaixo não é a original de Huet-Villiers, que não encontrei e tampouco sei se ainda existe, mas sim uma reprodução da mesmo feita em 1820 por William Blake.

Monstros, zumbis e outras inspirações na Biblioteca Jane Austen

Quem me conhece sabe que não aprecio zumbis e tampouco monstros sejam eles do mar ou de espaço sideral. Mas, em se tratando de Jane Austen acabo cedendo e compro os livros. Só tenho uma norma: compro quando o valor chega a um dígito, foi o caso de Razão e sensibilidade e monstros marinhos. Já Orgulho e preconceito e zumbis, ganhei de presente do sobrinho!

Junto dos monstrinhos cataloguei mais dois livros, também inspirados também na obra de Jane Austen, as sequencias: Willoughby’s Return de Jane Odiwe e Nachtstürm Castle, de Emily Snyder, sendo este último inspirado em Northanger Abbey.

Orghulho e preconceito e zumbis & Razão e sensibilidade e monstros marinhos

Darcy e Elizabeth | Minissérie BBC 1967

Nos primeiros meses do Jane Austen em Português, em 2008, fiz uma pesquisa sobre todas as adaptações para filmes e séries baseados ou inspirados nos livros de Austen e a grande dificuldade foi encontrar vídeos ou imagens. Entre eles está a minissérie, em seis capítulos, Pride and Prejudice (Orgulho e preconceito), produzida pela BBC em 1967, tendo como protagonistas Celia Bannerman no papel de Elizabeth Bennet e Lewis Fiander como Mr. Darcy.

Para nossa alegria encontrei uma capa da revista RadioTimes de setembro de 1967 com um bela foto do casal Elizabeth e Darcy. Sim, eu imagino que o topete de Lewis Fiander não faria muito sucesso nos dias de hoje, mas é Mr. Darcy, meninas!

Como seria maravilhoso se a BBC colocasse no You Tube essas séries antigas, vocês não acham?Darcy Elizabeth BBC 1967

Adaptações infantojuvenis da obra de Jane Austen

A Biblioteca Jane Austen já tem a disposição para pesquisa alguns exemplares sob a tag infantojuvenis. Os primeiros livros classificados sob essa tag foram as adaptações brasileiras de Razão e sensibilidade, de autoria de Lidia Cavalcante-Luther e Orgulho e preconceito de mais três autores: Paulo Mendes Campos, João Paulo Roriz e Dionísio Jacob.

A de Dionisio Jacob faz parte da coleção Três por Três, que em cada exemplar traz a adaptação de dois clássicos e um contemporâneo escrito pelo adaptador. Junto de Orgulho e preconceito de Jane Austen temos Eugênia Grandet, de Honoré de Balzac, e Vampíria de Jacob, classificado como Três Famílias.
Adaptações infantojuvenis da obra de Jane Austen

Pride and Prejudice ilustrado por Robert Ball

Esta edição de Pride and Prejudice, publicada em 1945 pela Doubleday, traz lindas ilustrações de Robert Ball, algumas ocupando duas páginas, o que é bastante raro. As imagens abaixo são da loja de Lady Frans Library no Etsy, e o exemplar já foi vendido.

O que mais gostei foi descobrir que muitos livros são vendidos no Etsy, um pouco mais caros, mas mesmo assim tem verdadeiras jóias que vale a pena investir.

Coloco três fotos: do livro em si, uma ilustração dupla e para completar um Mr. Darcy para lá de elegante e com o nariz bastante empinado!

Pride and Prejudice, Robert BallPride and Prejudice, Robert BallPride and Prejudice, Robert Ball

Orgulho e preconceito e zumbis. Resenha: livro e filme

Não creio que chegarei a tempo para assistir o filme Orgulho e preconceito e zumbis, algo que faria como um dever de casa, não por terem adaptado a obra de Jane Austen, mas simplesmente por não gostar de zumbis. Creio que já mencionei por aqui que os acho nojentinhos, sujinhos, eca! Compro o DVD mais tarde. O livro só comprarei para o acervo quando achar um exemplar baratinho e talvez um dia eu leia.

Acontece que muitos gostam do gênero zumbis, sejam adaptações ou histórias originais e por esse motivo indico neste post uma resenha do filme e também do livro, ambas escritas por Isabela Boscov, que tem um site daqueles para ficar horas lendo!

Sem contar que Isabela é admiradora de Jane Austen! Um trecho da resenha de Isabela do filme:

Eu venero a perícia de Jane Austen como escritora e acho que Orgulho e Preconceito faz parte daquele pequeno punhado de romances perfeitos já escritos (“perfeito” como no dicionário: aquilo em que não existe defeito – nenhunzinho – e em que as qualidades são gloriosas). E adoro uma bobagem também. Portanto, me diverti muito com o livro Orgulho e Preconceito e Zumbis, (continuem lendo aqui)

A resenha do livro, Orgulho e preconceito e zumbis.

Orgulho e preconceitos e zumbis

Imagem divulgação

Jane Austen no The Economist

Quem diria, nossa Jane Austen sendo citada no The Economist. Está lá no Facebook no “quote of the day”. Well done!

A frase é de uma conversa, no capítulo 17, entre a sempre boazinha Jane Bennet, autora da frase, e sua racional irmã Elizabeth. Elas falam sobre a Wickham, que muito espertamente conseguiu convencer Lizzy que Darcy o havia roubado em seus direitos sobre um cargo eclesiástico deixado pelo falecido pai de Darcy.

Jane tenta defender Darcy e também Wickham, dizendo que é possível que pessoas interesseiras tenham tentado intrigar ambos. Elizabeth concorda, mas pergunta a Jane o que diria em defesa destes supostos interesseiros, já que ela acha que todo mundo é bonzinho, ou teriam que afinal pensar mal de alguém, ao que Jane responde:

“Laugh as much as you choose, but you will not laugh me out of my opinion.”

E que transcrevo a seguir em quatro traduções brasileiras e três portuguesas:

Pode rir quanto quiser, mas não me fará desistir das minhas opiniões. Lúcio Cardoso

Ria o quanto quiser, mas não me fará desistir da minha opinião. Laura Alves e Aurélio B. Rebello

Zombe o quanto quiser, mas sua zombaria não me fará mudar de opinião. Celina Portocarrero

Você pode brincar quanto quiser, mas suas risadas não me farão mudar de ideia. Alexandre Barbosa de Souza

Troça à tua vontade, mas, se pensares bem, serás da minha opinião. Leyguarda Ferreira

Poses troçar à tua vontade, mas não conseguirás com isso modificar a minha opinião. J. Almeida Pinto

Ri-te à vontade, mas não me farás mudar de opinião. Nuno Castro

Jane Austen, The Economist

Lendo HQ Orgulho e preconceito no Carnaval

Quem me conhece há mais tempo já sabe da minha ojeriza pelo carnaval. Sou totalmente Mr. Darcy nesse quesito, “Qualquer selvagem pode dançar” Por esse motivo já comprei tudo que preciso e me encerro no meu bunker até quinta-feira, quando já limparam até as cinzas da quarta-feira!

Como já contei, acho que no Facebook, iniciei uma leitura há muito desejada e sempre adiada, Guerra e Paz. Cheguei a fazer votos de ler apenas um livro por vez, mas claro que não cumpri e neste carnaval vou ler Orgulho e preconceito em quadrinhos, da editora Nemo e depois vou encadear a leitura de Pamela, de Samuel Richardson, que a Predrazul enviou e creio deve chegar semana que vem.

Sei que muitos leitores do blog também não são grandes carnavalescos e por esse motivo pergunto: quem vai ler neste feriado e qual livro?
Mr. Darcy no carnaval

Sir William Lucas e Mr. Darcy, no traço de Robert Deas