Jane Austen e whisky Old Sporran

Encontrei uma menção a Jane Austen e o whisky¹ Old Sporran na série inglesa The Jewel in the Crown. A série é baseada em quatro romances de Paul Scott, a saga conhecida como “The Raj Quartet”, que conta os últimos tempos do domínio inglês na Índia.

Gosrtei muito da série e resolvi comprar os livros para ler mais adiante e, de imediato, procurar por Jane para ter certeza que fora mencionada pelo autor, diferente de Fahrenheit 451 de Ray Bradbury que Truffaut colocou no filme mas no livro não tem uma palavra sequer sobre Austen.

Vocês não fazem ideia do peso do livro… O volume único com os quatro romances é um tijolo! Mas nada, é claro, que me fizesse desistir de procurar Jane Austen. O diálogo, um pouco mais longo e elaborado do que na série, está no livro.

Os personagens, cada um a seu modo, precisam se preparar para a nova vida, e um deles, o Coronel Layton pretende se aposentar e nada melhor do que ler Jane Austen, mais precisamente Pride and Prejudice e bebericar Old Sporran, um whisky de uma destilaria fundada em 1214 e até hoje muito apreciado.

NOTA
¹ Grafado “whisky” pois Old Sporran é escocês.

Jane Austen e whisky Old Sporran

Ode a Mrs. Bennet

Com exclusividade para vocês uma ode a Mrs. Bennet, por minha amiga Rita Watts, do All Things Jane Austen blog e Facebook, que imagino muitos de vocês já a conheçam.

Não me atrevo a traduzir poesia portanto cá está o original, “Ode to Mrs. Bennet”, pois Rita tem como segunda língua o inglês.

Antes que me esqueça, tem também ode a “ele” em duas partes: Ode to Mr. Darcy Part I e Ode to Mr. Darcy Parte II!

Mrs. Bennet por Isabel Bishop

Mrs. Bennet por Isabel Bishop

ODE TO MRS. BENNET

Ball, dances
Blooming romances
Songs, quadrilles
Laces. All the frills.

Officers in red coats
Knocking at the door.
Hold steady my heart!
Do not drop to the floor.

Five pretty ladies
I have to marry
A father’s job failed
Let me to tarry.

A handful of husbands is what I need
Unless a rich one we get,
Who spends his income with no regrets!
For my youth is not completely gone

I can still enjoy years to come
But I deserve more than regular food…like
A French chef to impress the neighborhood
For bearing five pretty ladies

Is no easy task.
I say ask around,
I dare you, will you ask?
As long as none of them will vex me

With their frothy thoughts and state-of-flight,
Be it Mary with sermons or Lizzy being feisty
Beware mamas,
I shall succeed with all my might.

If all else should fail,
I still have Jane
For why would she be so beautiful
If nothing of it became?

Orgulho e preconceito da Giz Editorial

Temos mais uma tradução de Orgulho e preconceito no Brasil. Desta vez pela Giz Editorial com tradução de Caroline Chiovatto. O livro apesar de não constar na página da editora está na pré-venda no site da Livraria Cultura.

Orgulho e preconceito, Giz EditorialSINOPSE

Segunda obra publicada de Jane Austen, Orgulho e Preconceito foi terminado em 1797, quando a escritora ainda não tinha completado 21 anos. Foi lançado em 1813, e seguiu o sucesso de seu primeiro livro, Razão e Sensibilidade. Em Orgulho e Preconceito, Elizabeth Bennet, segunda de 5 filhas de um proprietário rural na cidade fictícia de Meryton, lida com os problemas relacionados à educação, cultura, moral e casamento na sociedade aristocrática do início do século XIX, na Inglaterra. Como em toda a obra de Austen, o texto utiliza de uma fina ironia para retratar e criticar a hipocrisia moral da virada dos séculos XVIII e XIX.

A descoberta e indicação deste novo livro foi da leitora Fernanda Huguenin, detetive literária da web. Obrigada, querida!

 

J. B. Priestley sobre Jane Austen

J. B. PriestleyJ. B. Priestley, autor inglês de romances e peças de teatro, como muitos autores também tinha suas opiniões sobre Jane Austen que podem ser lidas no livro de ensaios sobre Jane Austen, editado por Susanah Carson¹. No trecho abaixo Priestley menciona o uso da ironia e da comédia usada por Austen para descrever seu meio social.

[…] a sociedade que ela descreveu tão minuciosamente era a época da Regência, um período que parte foi no século dezoito e parte no dezenove, que tinha suas próprias características. Foi uma época quando o rígido sistema de classes sociais na Inglaterra do início do século dezoito estava ruindo, especialmente no centro, entre a classe dominante dos ricos e influentes aristocratas proprietários de terras e a classe trabalhadora. Agora quando você tem uma sistema de classes mais ou menos rígido, com todo mundo mais ou menos fixado em um nível social ou outro, há muito pouco esnobismo, somente porque as pessoas sabem exatamente onde elas estão e não adianta fingir. É precisamente quando o sistema está ruindo, sem desaparecer completamente, quando há muito mais esnobismo, mais pretensão de importância social e grandeza. Portanto não é surpreendente  que os romances de Jane Austen, um membro da classe média durante o período, deveria ser, entre outras coisas, comédias de esnobismo, pretensões sociais e preconceitos.

Ele era grande admirador de Elizabeth Bennet. Arrisco dizer, apaixonado por ela!

Ela é, em minha opinião, uma das mais encantadoras das garotas dentre todo o grande espectro da ficção inglesa. Por estranho que pareça – pois nunca associamos Jane Austen com Shakespeare² – Elizabeth tem muito em comum com heroínas  de Shakespeare, não com as ultrarromânticas Julieta, Dêsdemona e Ofélia mas com as heroínas das comédias , como Rosalinda, Viola e Beatrice. Igual a elas – e diferentes  de quase todas as heroínas de ficção e drama entre Shakespeare e Jane Austen – ela é  vivaz e sensível, prática e afetuosa, bem humorada e independente. Ela é uma garota de verdade, com personalidade, uma pessoa com vontade própria, em vez de uma linda boneca que tantos escritores românticos trouxeram à luz em suas ficções.³

J. B. Priestley também disse que a autora inglesa Dorothy Whipple (1893-1966) teria sido a Jane Austen do século vinte. Mas este é o assunto do próximo post. Aguardem!

NOTAS

¹ A Truth Universally Acknowledged : 33 Great Writers on Why We Read Jane Austen, por Susannah Carson no Book Depository
² Não sei quando exatamente J. B.  Priestley escreveu esta nota, mas nos dias atuais há comparações de personagens de Austen e Shakespeare.
³ Fonte de ambas citações: Pressrun.net

Retrato: Mrs Q e Jane Bennet

Em uma carta, datada de 24 de maio de 1813, Jane Austen conta para a irmã Cassandra que foi a uma exposição de pinturas a óleo e aquarelas em Spring Gardens e ficou impressionada com uma pintura que parecia Jane Bennet. Segundo estudiosos é possível que a pintura a qual ela se refere seja o retrato de Mrs. Q., pintado pelo francês François Huet-Villiers, que estava na referida exposição. As exatas palavras de Jane Austen foram:

Mrs. Bingley, exatamente ela própria, em tamanho, formato do rosto, características e doçura; nunca houve tamanha semelhança. Ela está com um vestido branco, com ornamentos verdes, o que me convence o que sempre pensei, que verde era sua cor favorita.

Se de fato for essa pintura, me pergunto se Jane saberia que Harriet Quentin, a modelo, era amante do príncipe regente a quem ela desprezava.

A pintura que reproduzo abaixo não é a original de Huet-Villiers, que não encontrei e tampouco sei se ainda existe, mas sim uma reprodução da mesmo feita em 1820 por William Blake.

Monstros, zumbis e outras inspirações na Biblioteca Jane Austen

Quem me conhece sabe que não aprecio zumbis e tampouco monstros sejam eles do mar ou de espaço sideral. Mas, em se tratando de Jane Austen acabo cedendo e compro os livros. Só tenho uma norma: compro quando o valor chega a um dígito, foi o caso de Razão e sensibilidade e monstros marinhos. Já Orgulho e preconceito e zumbis, ganhei de presente do sobrinho!

Junto dos monstrinhos cataloguei mais dois livros, também inspirados também na obra de Jane Austen, as sequencias: Willoughby’s Return de Jane Odiwe e Nachtstürm Castle, de Emily Snyder, sendo este último inspirado em Northanger Abbey.

Orghulho e preconceito e zumbis & Razão e sensibilidade e monstros marinhos